Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Saudades (2013)

 

 

Tenho tantas, de tantas coisas,

passageiras em alguns momentos,

mas palavra pesada pelo que trás consigo,

saudades eu sinto de coisas passadas,

dos tempos idos sem retorno,

mas saudade, saudade a sério,

daquelas que não nos largam a mente,

que nos apertam o coração,

nos inundam os olhos,

põem a alma a latejar,

dessas só tenho uma, imensa,

tão grande e inesquecível,

que uma vida não abarca em anos passados,

saudades de quem me deu a vida,

saudades intermináveis de meu pai.


publicado por canetadapoesia às 00:11
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Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

Chorou o céu (2015-01-16)

 

 

Um lençol de água,

estendeu-se do céu à terra,

e caia sem parar, copiosa.

O choro do céu sobre a terra.

E ela absorvia tanta água quanto podia,

mas a sua capacidade era limitada,

transbordou, inundou tudo ao redor,

arrastou o que encontrou pelo caminho.

Quando o céu se cansou, parou,

achando que era o suficiente,

para lavar a alma desta cidade.

E nesta noite abençoada,

O céu brilhou mais que nunca,

a cidade apareceu com um ar de limpeza,

as luzes eram mais nítidas,

até as folhas desapareceram das ruas.

O choro do céu sobre a terra,

a limpeza da alma de Lisboa.


publicado por canetadapoesia às 23:17
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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Alaranjado de fim de tarde (2017-12-04)

 

 

Olhando lá para o fundo

onde se escoa o rio e se encontra com o mar

vê-se uma bola alaranjada

porque cai a tarde e já se encontra com o nascer da noite.

Deita os seus últimos raios

enche-nos a alma dos restos de calor de um dia que

se vai tornando frio porque a lua,

nas suas andanças nocturnas,

não quer saber de calores e se reclama de amenas temperaturas

mesmo que os humanos a s achem frias e desagradáveis.

É o sol no seu extraordinário espectáculo

que se deita com pompa e circunstância,

que ajeita a cama onde repousará, dando lugar ao acordar da lua

que nos guiará na escuridão da noite

com o seu brilho de prata esbranquiçado

dos sonhos que a vida se encarregará de nunca tornar realidade.


publicado por canetadapoesia às 23:47
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Quando a noite se prolonga (2015-04-20)

 

 

Não sei qual é o feitiço,

se existe sequer algum,

mas a noite, a noite trás de tudo,

desde logo o manto de silêncio,

que nos cai em cima e,

dele surge o feitiço da lua, ou da noite sem ela.

Cresce em nós a solidão do dia adormecido,

na noite fria de um inverno que ainda só é Outono.

E sós, no silêncio,

ouvimos o que a vida nos tem para contar e,

nem sempre tivemos tempo para ouvir,

ouvimos a vida, que passou e nos espreita,

num futuro sempre adiado,

ouvimos as coisas que nunca ouvimos,

porque não estávamos atentos,

ouvimos a noite que nos cobre.


publicado por canetadapoesia às 01:04
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Sábado, 9 de Dezembro de 2017

Primeiras pingas (2014-11-04)

 

 

Anunciando que a data do dia,

já não enganava ninguém,

apesar das amenas temperaturas,

caem os primeiros pingos.

Caem leves, simples e esparsos,

mas logo se juntam, engrossam e,

desabam em hecatombe.

Uma tromba de água,

uma água tombada a potes,

dentro do prazo, na época própria,

e do chão saem os verdes rebentos,

da vida que a natureza faz crescer,

de que o mundo precisa,

com a urgência que se sente.

Chove vida dos céus deste planeta.


publicado por canetadapoesia às 23:48
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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017

Pelo vosso olhar (2016)

 

 

Pelo vosso olhar passa um raio de sol,

e nele distingo alegria,

dele,

sobressaem os sorrisos de duas almas puras,

neles encontro a felicidade estampada,

de ser criança e inocente.


publicado por canetadapoesia às 22:48
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Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2017

Porque hoje era o dia (2012)

 

 

Porque hoje era o dia, teimei em me manter quente,

embrulhado em cobertores, edredões e outros que tal,

que se não aquecem a alma, mantêm o corpo aconchegado.

Lá fora, grossas bátegas de água caídas do céu,

açoitavam janelas, tremiam as árvores e o céu,

escurecido pela tormenta, não deixava o coração bater,

ao sabor de raios de sol que da alma afastam tristezas.

Resoluto me levantei, porque hoje era o dia,

e indiferente ao tempo e à borrasca,

me preparei para calcorrear os caminhos do encontro.

E porque o dia era triste, refiz-me de esperanças,

lavado e perfumado, com uma alegria no bolso,

fiz-me à estrada e lá fui, porque hoje era o dia.

Se não fosse nem enfrentasse o tempo

que nos separa,

que nos afasta sem saber,

que pretende criar a ilusão de uma prisão,

em que a saída me seja impedida,

avolumaria a tristeza que me assoma,

porque hoje era o dia,

porque tinha que ir,

pois hoje,

era o dia de ter nos braços tão amados seres.


publicado por canetadapoesia às 22:49
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017

Traços brancos (2017-12-02)

 

 

Era um espaço alargado de uma água tranquila,

tinha dias, que outros havia que se apresentava bravia,

mas ali e agora se distinguiam os traços brancos

que o barquinho ia deixando sobre a superfície prateada

de um rio que seria azul nuns dias e até esmeralda noutros.

E as cabeças debruçadas sobra a amurada

viam a espuma que os potentes motores criavam à sua passagem

sobre as águas agora aquietadas,

que os dias de passagem não davam para mais.

A vida era rápida e corriam de uma a outra margem

sem paragens pelo meio, sem tempo para olhar

o que a beleza das águas reflectia,

era vida, era a corrida por ela e sobre aquelas se espelhava.


publicado por canetadapoesia às 22:43
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

Um horizonte (2013)

 

 

Para a frente,

quilómetros de asfalto,

à direita e à esquerda,

campos a perder de vista,

por cima o azul brilhante deste sol de verão.

Não paro,

sigo em frente,

calcorreando o silêncio da estrada solitária.

Hei de atingir o final,

em algum momento lá chegarei.


publicado por canetadapoesia às 00:16
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Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

Tenho silêncios… (2017-11-04)

 

 

Tenho silêncios que não quebro,

por respeito à poesia.


publicado por canetadapoesia às 00:11
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