Sábado, 12 de Agosto de 2017

Ventos e ventanias (2017-05-08)

 

 

Sentindo-o assim tão forte,

zumbindo-me ao ouvido

soltando-me os cabelos

desequilibrando-me até,

me imagino que também para além do agreste,

pode haver nele algo de diferente.

Sinto por vezes a sua mansidão e sopra-me baixinho

nos mesmos ouvidos em que desesperado,

sopra raivoso e agressivo

e diz-me coisas de encantos,

embala-me o sono e empurra até mim sonhos

que nem imaginei ainda.

Uma brisa, só um pequeno sopro

e a vida correrá suave e os sonhos serão sonhados.

Uma rajada forte e agressiva e as ondas da inquietação

revolverão a mesma vida que podia ser de mansidão.


publicado por canetadapoesia às 22:51
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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

Porque sinto e sofro (2017-08-10)

 

 

Porque a vida tantas vezes madrasta

não escolhe os alvos a atingir e eu sofro quando tu sofres!

Aperta-me o coração e magoa-me a alma quando te vejo triste

e amargurada com esta vida que não te contempla

com o céu que na terra que pisas e mais que ninguém merecias.

Sinto um aperto e uma angústia por incapacidade própria,

porque não consigo dar-te o paraíso que mereces e,

sofro contigo e choro contigo,

porque sinto que a vida não te dá o que deveria dar

e eu, não tenho como fazê-lo.

Sinto contigo e sofro contigo,

porque sei que o melhor do mundo seria pouco

e eu não compreendo porque ela te retira a felicidade

que devias ter e que eu tanto desejava que assim fosse

e por isso sofro contigo e choro sempre que te vejo chorar.


publicado por canetadapoesia às 00:33
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Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

Faz frio e calor também (2017-05-10)

 

É que faz frio, mesmo estando calor!

São arrepios a percorrer a espinha

e no entanto,

está um calor de derreter.

Mas faz frio, mesmo estando calor!

É inadaptação a tanta mudança

é a incapacidade de acompanhar o tempo.

E faz frio, mesmo estando calor!


publicado por canetadapoesia às 00:42
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Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017

Simplicidade (2017-06-21)

 

De sandálias calçado,

com as mais velhas jeans vestido

e uma simples T-shirt,

se apresentava no dia a dia

dos seus prazeres primeiros.

Viver, deixar viver e,

sobretudo,

aprender a conhecer,

apreciando o que pela vista lhe entrava

em catadupas desordenadas que depois,

pacientemente alinhava,

segundo as ordens que da alma recebia.

Vivia!

Com amor e prazer agradecido,

por tudo o que a vida lhe oferecia.


publicado por canetadapoesia às 00:00
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Terça-feira, 8 de Agosto de 2017

Satisfação (2017-05-16)

 

De ébano perfeito e escorria-lhe nas mãos ávidas.

Ondulava em contorções exímias,

torcia-se no seu corpo metamorfoseada da cobra que encarnava,

por vezes, mesmo de chita se travestia,

tal a velocidade das convulsões com que se agitava.

Era soberba no seu corpo de ébano construído!

Satisfazia o seu e o outro corpo que se lhe colava,

ambos sedentos, ambos em delírio,

na busca de um prazer que se repetia amiúde e

transformava dois corpos numa única máquina

de inesgotável fonte de estertores e outros sons

que a alma desejava e os corpos ébrios ambicionavam.


publicado por canetadapoesia às 00:29
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Domingo, 6 de Agosto de 2017

Lentamente (2017-03-24)

 

É um ritual que se repete,

pega-se nele e sopra-se,

está livre o caminho.

Enche-se, coloca-se e põe-se mais um pouco,

volta-se a comprimi-lo.

acende-se o fósforo,

aproxima-se e aspira-se pelo bocal.

Exala-se no ar um aroma agridoce,

um fumo branco que se espalha como nuvem.

É o prazer do cachimbo!

Sem pressas, como um ritual,

sentindo o prazer passar-lhe pela boquilha.

Prazeres que se apreciam lentamente, sem pressas.

Com um café quente e aromático a acompanhar

e ao lado um livrinho onde se descrevem os momentos,

os prazeres que a vida nos permite apreciar.


publicado por canetadapoesia às 23:54
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Sábado, 5 de Agosto de 2017

Vantagens (2017-06-07)

 

Se há vantagens de estar longe não sei,

ainda não apurei quais, na certeza, porém,

“não há longe nem distância”

que consiga manter-nos longe.

Longe do nosso mundo pequenino,

queremos saber tudo o que acontece,

longe dos acontecimentos que não queremos presenciar.

Apesar de tudo o que possamos querer,

Ou até fazer para estar longe

o que é verdade é que existe uma velocidade

contra a qual nada consegues!

A velocidade da notícia!

Que corre livre por todos os canais,

que desemboca e se desenvolve

nas redes sociais e que,

mais rápida que o som, mais rápida que a luz,

ali está ela…. Vinda de longe,

bem para pertinho de nós!


publicado por canetadapoesia às 18:24
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Imagem (2017-03-27)

 

 

Com esta lentidão de quem se refaz

aparece-nos uma nova imagem

que apesar de tudo, de tudo e no geral

não passa disso mesmo, uma imagem,

nova ou retocada, velha e usada

mas simplesmente e só uma imagem!

Cola-se a nós como grude

espessa, pegajosa e difusa,

mas a imagem que o espelho

na sua brilhante superfície

reflecte como a realidade,

a verdade que nos custa encarar!


publicado por canetadapoesia às 00:45
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Sexta-feira, 4 de Agosto de 2017

Ping, Pong (2017-03-25)

 

 

Ping!

Ping, ping, ping!

Pong!

Pong!

Ping, ping!

Pong, pong, pong!

A poesia das viagens de metro,

a magia dos jogos de telemóvel,

a abstracção da vida que passa

e num repente a estação,

o apeadeiro da vida!

Já passou!

Ping!

Ping, ping, ping!

Pong!


publicado por canetadapoesia às 00:33
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

Dependentes (2017-03-23)

 

 

Um som qualquer, um bip, uma campainha,

qualquer som que os traga à vida,

daquele torpor de procura incessante

e sem objectivos definidos à partida.

Procura-se simplesmente qualquer coisa,

um sinal qualquer, enfiamos os olhos mortiços

na luz incandescente de um ecrã,

procuramos qualquer coisa, um sinal qualquer

que nos mostre que estamos vivos e procuramos!

Basta um som qualquer, um bip, uma campainha,

talvez mesmo um toque de uma música qualquer!

Algo que nos acompanhe na solidão das nossas vidas,

dele dependemos e com a sua ausência,

sofremos dos horrores desta dependência que nos arrasta.


publicado por canetadapoesia às 00:46
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