Domingo, 9 de Maio de 2021

A Europa que sonhei (2014)

 

 

Ali estava eu, perante o sonho,

defronte da Europa que sonhara,

e era esta, desta forma, mais ou menos assim,

talvez com ligeiros retoques,

ainda que mínimos, sem grande importância,

mas a Europa que me levou ao sonho,

de um europeu que se quis assim mesmo,

que se meteu a europeu como os europeus,

ainda que mais próximo do Magrebe,

mesmo junto a uma África que,

em estado ainda impróprio, relativamente a esta Europa,

faça também parte deste mundo, com fronteiras ligadas,

com os restantes que da Europa são países e mais ainda,

valores, princípios e cultura aproximadas.

A Europa que eu sonhei.

Esta frase está no que aqui encontrei,

onde as diferenças se esbatem,

não onde se alavancam até não se descortinarem as pontes,

a Europa que propõe a alternativa muito mais ecológica,

dos carros eléctricos que se cruzam nas suas ruas,

ao invés do automóvel poluidor,

e que prefere a felicidade do seu povo,

em vez de apostar na destruição da sua cultura.

Esta é a Europa que eu sonhei.


publicado por canetadapoesia às 21:54
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Sábado, 8 de Maio de 2021

Lua cheia (2014)

 

 

Aqui aprecia-se a lua,

deitado de cara para ela,

vendo-a entrar no quarto,

sem cerimónias,

sem pedidos de permissão.

Vai entrando,

enchendo de luz tudo o que a rodeia.

Noite de lua cheia,

em que os lobos uivam nas serras

e na cidade mansa se aprecia o seu brilhar.


publicado por canetadapoesia às 22:54
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2021

Um dia de novo (2014)

 

 

Despertou o sol e nos minutos que o antecederam,

a aurora anunciou-o em cores pintadas no céu.

Um novo dia se aproximava pleno de vida,

cheio de novos caminhos a escolher,

dentre eles os do amor, da tolerância,

do respeito e da amizade.

E tanto que o mundo precisa deles.

com a urgência que a humanidade exige,

para ser considerada humanidade.


publicado por canetadapoesia às 20:47
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2021

E, no entanto, roda… (2014)

 

 

E, no entanto, a terra roda,

a vida continua e o mundo não pára.

Mas para onde caminha esta humanidade?

Que destrói os sonhos,

espezinha as gentes,

despreza a civilização,

determina a ignomínia

da fome e das necessidades

daqueles que deveria amar,

que deserda os herdeiros da terra,

deste mundo que, sem eles nada seria,

que universo será este,

sem os seus filhos dilectos?


publicado por canetadapoesia às 23:55
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2021

Da língua

 

 

Nesta amálgama de gente,

que num congresso fala,

muito haveria a dizer,

fixemo-nos na língua,

e espantosamente,

assombrosamente me dou conta,

de que a maioria dos intervenientes,

de origens diversas no nascimento,

falam a língua portuguesa,

tão nítida, tão clara, tão melhor do que eu,

que me sinto pequenino, insignificante até,

face a esta enorme gente.

Tenho, evidentemente, de agradecer,

a estas pessoas que tão bem a honram.

A língua portuguesa está viva,

não precisa de acordo ortográfico,

e recomenda-se como língua universal.


publicado por canetadapoesia às 22:25
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Terça-feira, 4 de Maio de 2021

Sonhos “insonhados” (2014)

 

 

Deserta estava a praia e a criança remexia

na areia molhada que lhe servia de sonho,

de cada minúsculo grão construía partes do seu castelo,

indiferente ao marulhar das ondas,

que no seu ciclo na praia se deitavam,

esticando-se sobre a areia onde a criança sonhava.

Onde não havia multidão, havia areia e praia,

longa e silenciosa, onde se ouvia de quando em vez,

uma gaivota solitária que esvoaçava sobre ela,

levantava os olhos, imobilizava-se por momentos,

logo voltava à areia, construindo o seu castelo,

sonhando os sonhos “insonhados”,

que um dia serão o seu futuro e ali,

na areia molhada, os construía.

Corria pela praia e castelos de sonho criava,

sem multidões, sem que a praia estivesse repleta,

sozinha, uma criança sonhava.


publicado por canetadapoesia às 22:54
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2021

Sempre fiel (2014)

 

 

Ao meu lado, deitado,

quase imóvel, mas atento,

a cada movimento meu,

uma orelha levantada

e se sou mais brusco,

num repente se levanta,

escutando os ruídos que a minha intolerância

produz aos seus ouvidos sensíveis e fiéis.

Um cão, que não é de guarda,

mas de amizade,

de uma estima que me ultrapassa,

que se mantém num olhar impassível,

quando lhe falo com carinho ou raiva.

Distingue as situações e conhece-me,

sabe quando estou triste ou alegre,

a sua postura adequa-se a cada situação.

Um fiel amigo, um amigo fiel,

companheiro inseparável em todos os momentos, o meu cão.


publicado por canetadapoesia às 22:49
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Sábado, 1 de Maio de 2021

Tarde dormente (2014)

 

 

Pela tarde sonolenta,

com o brilho do sol e o calor dos seus raios,

debaixo de um céu azul

onde despontam fiapos de algodão,

cuja brancura nos remete à pureza da alma,

olhamos a planta que renasce,

a flor que desabrocha,

e num carreirinho laborioso,

as formigas que se apressam a armazenar

o sustento do inverno que virá.

Olhamos a vida em todo o seu esplendor,

tomamos a consciência da sabedoria suprema

em que o nosso universo foi urdido,

sentimo-nos tão pequeninos,

que as estrelas a despontar ao fim da tarde,

lá ao longe, tão longe que as não alcançamos,

são afinal os enormes moinhos de vento

que a nossa ignorância consegue criar.


publicado por canetadapoesia às 22:59
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Sexta-feira, 30 de Abril de 2021

Se dúvidas houvesse (2014)

 

 

Aqui o digo e fica escrito, não sou flor que se cheire,

não por que seja “mauzinho”, mas por outras e variadas razões.

Porque me deixo emocionar facilmente e,

as necessidades dos outros doem-me como minhas,

tudo dou a quem precisa, até ser um necessitado também.

Porque sou um “despassarado”,

perdendo-me nos mais iluminados caminhos,

não ligando às setas que mo indicam,

pela simples razão de que também não vejo os índios.

Porque me perco em divagações da alma,

deixando ao mais puro abandono

as realidades terrenas que me cercam.

Mas afinal nada disto é importante, nem sequer preocupante,

porque tenho um anjo na terra,

para além dos que no céu se esforçam por me ajudar.

Mas o anjo terreno, que sempre está a meu lado,

preocupa-se comigo, demasiado, eu acho,

e nem sequer lhe agradeço,

pois tudo o que faz é de coração,

tão grande que mal lhe cabe na alma.

Ingénuo e “despardalado” me confesso e aqui mesmo, por escrito,

deixo o meu eterno agradecimento.

Obrigado, meu anjo, ou será melhor minha “anja”?


publicado por canetadapoesia às 23:43
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2021

Caminhos de fé (2014)

 

 

Caminham pelas estradas,

correm as veredas,

o fim está longe,

mas na alma, é já ali.

Nos corpos as chagas

visíveis ao fim de cada etapa,

por dentro, bem fundo,

a alegria que os traz,

que os obriga a caminhar,

que lhes enche a alma de satisfação.


publicado por canetadapoesia às 16:23
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