Terça-feira, 3 de Agosto de 2021

Vega (2014-09-14)

 

 

Distante e tão brilhante,

és das estrelas

a que mais sobressai,

porque o teu brilho

apaga todas as que te rodeiam.

E quantas Vegas seriam necessárias,

para ocultar a tristeza do mundo!


publicado por canetadapoesia às 23:04
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2021

Olhos no céu (2014-09-04)

 

 

À minha frente,

estampados no céu,

vi desenhados dois olhos

que em mim se depositavam.

Logo senti o seu efeito,

como pecador me recolhi

ao mais profundo de meu ser,

neles encontrando parte dos males do mundo.

Na sensatez do arrependimento,

levantei os meus,

do encontro surgiu,

na mágica do entendimento,

um sorriso vindo das nuvens,

um sorriso vindo do céu.


publicado por canetadapoesia às 22:52
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Sexta-feira, 30 de Julho de 2021

Branquinha (2014-09-14)

 

 

Aproximou-se de mim,

estacionou mesmo à minha frente,

parada, a olhar-me dos seus alvos fiapos de quase neve.

Nos seus bordos escrevi uma só palavra,

saudade.

Soprei-a, dei-lhe movimento,

via-a partir majestosa,

cruzando os céus da minha alma,

levando para sul a palavra,

na esperança que por ti passasse,

e no momento adequado,

a deixasse cair a teus pés.


publicado por canetadapoesia às 22:43
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2021

Passam sem pressa (2014-09-12)

 

 

Caminham para sul,

sem pressa, sem destino certo.

 

Vagueiam pelos céus

do universo que me rodeia,

da minha imaginação.

 

Levam com elas

sonhos, esperanças,

um mundo imaginário.

 

E passam diante de mim que,

sentado ao sol, as vejo,

depositando futuros em longínquas paragens.

 

As nuvens brancas que por mim passam,

de norte a sul, levam no bojo os meus desejos.


publicado por canetadapoesia às 21:48
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2021

Verdes (2014-08-09)

 

 

Que lindos olhos verdes,

da cor dos campos que te rodeiam.

Uma pele morena,

tisnada pelo sol da planície que percorres.

Um cabelo ruivo,

de tanto vermelho,

do sangue que invadiu estas paragens.

Quem és?

De que pátria?

Pura invenção dos homens,

bem podias ser de uma qualquer.

Correm em ti os ventos de um universo que se prolonga,

de pólo a pólo,

de norte a sul,

de ocidente a oriente,

e no entanto,

estás na Ibéria,

de onde o mundo se fez mundo.


publicado por canetadapoesia às 22:41
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Terça-feira, 27 de Julho de 2021

Nuvem (2014-09-09)

 

 

Olha aquela nuvem!

Que bem desenha o mapa do mundo,

e nele, distintamente se vêem,

a Europa,

e melhor ainda a Ibéria,

com África logo em frente.

A separá-las,

apenas um pequeno abraço de mar.


publicado por canetadapoesia às 23:39
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2021

Sob a macieira (2014-09-03)

 

 

Ao redor havia sol,

muito junto ao tronco

circulava um traço da tua sombra,

sentado sob a sua protecção

olhava o longe,

que se misturava com o enorme espaço azul

à minha frente desenhado.

 

As térreas casas de pedra erguidas

não me impediam de alcançar os maciços montanhosos,

e, para lá deles,

havia um mundo que, conhecendo-o,

o desconhecia por completo.


publicado por canetadapoesia às 22:46
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Domingo, 25 de Julho de 2021

Verde e azul (2014-09-09)

 

 

Envolveste-me em verde,

cobriste-me de azul,

fizeste-me sentir a Tua força.

 

Mostraste-me a minha pequenez.

 

E eu perdido entre os penedos

olhando a encosta abaixo,

de onde regurgitavam

os amarelos da giesta que a cobria.

 

Que bonitas cores tem a natureza.


publicado por canetadapoesia às 22:31
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2021

Noite estrelada (2014-08-17)

 

 

Para lá da escuridão mais próxima

todo um mundo de estrelada iluminação

e a noite transformada,

e o céu de azul em escuro pintado,

em abóbada estrelada engalanado.

Na brilhante Ursa Maior me enleio,

perco-me na Menor,

e na Cassiopeia descortino mais,

todos os sonhos do mundo.


publicado por canetadapoesia às 23:02
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2021

No cimo da montanha (2014-08-15)

 

 

Depois da subida,

chegando bem ao alto,

tendo por cobertura,

o tecto do mundo,

azul-celeste, muito azul,

aqui e ali branqueados por fiapos de alvas nuvens.

Para baixo o vale profundo,

salpicado de empedradas casinhas

já fumegantes a esta hora da tarde,

que o frio da montanha cedo se faz sentir.

Nas encostas o verde cerrado,

vai dando lugar ao negro que da noite vai surgindo.

Mas aqui,

do alto da montanha,

descobrimos um mundo diferente.


publicado por canetadapoesia às 22:04
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