Sábado, 26 de Maio de 2018

Sentir-te assim… (2018-05-23)

 

 

Sentir que te sentes quando

pela tua face lisa te passo os meus dedos grossos,

sorris para mim e piscas os olhinhos que,

ainda mal abertos ao mundo,

não distinguem quem têm à frente.

Eu apaixonado por ti que ainda nem me vez,

emocionado com mais uma vida

tão tenra e inocente e que me sorri,

descaio para a lágrima que me corre pela cara

que a emoção força sem que eu lhe ordenasse a saída

ou permitisse sequer que rolasse livremente dos olhos,

saindo para desaparecer por aí,

por esse chão que agora piso e por onde caminharás.

Sentir-te assim apaixonadamente

dentro do meu coração que bate por ti,

em aceleração crescente e descontrolada,

que te pertence desde o primeiro minuto em que te vi.

Que linda que és, serena e calma,

Não me canso de te olhar e tentar,

com a força deste amor que te tenho,

descobrir um futuro que seja teu,

mas não é possível adivinhar,

não consigo prever-te um futuro qualquer

um que eu desejasse fosse o teu que estou certo,

vai ser luminoso, porque nasceste sob o signo do amor,

vais ser amada toda a vida e terás

toda a protecção que o céu te vai certamente garantir.


publicado por canetadapoesia às 00:18
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Sábado, 19 de Maio de 2018

A janela (2018-05-13)

 

 

A janela abriu-se devagarinho,

meia janela somente,

a seguir surge um rosto fino ou magro,

se quisermos, e branco, muito branco,

daqueles que raramente apanham sol,

vá-se lá saber porque o evitam.

Esticou-se até aos raios quentes

que levemente lhe tocaram a face,

a satisfação era visível e o prazer

de sentir aquele calor nem se conseguia mensurar.

Atreveu-se mais um pouco e expôs-se,

cara descoberta e virada ao,

cara iluminada pelo sabor e satisfação

que o astro rei lhe proporcionava.

Naquela face agora rosada cintilava o brilho

de uma vida cheia de coisas tão simples,

e o calor do sol a aquecer-lhe a alma.


publicado por canetadapoesia às 22:55
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2018

Apesar do sol (2018-05-10)

 

 

E, no entanto, chove,

apesar do sol,

cai devagar,

com a lentidão de quem

não está com vontade de o fazer,

porque está fora de época,

porque não se circunscreve a este contexto!

E, no entanto, chove, apesar do sol,

com este calor que se começa a sentir,

abafado, opaco, opressivo e desgostante

mas humedecido pelas gotas de água

que propiciam vida e amenizam este sufocante ambiente,

apesar do sol, também chove.


publicado por canetadapoesia às 21:36
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2018

Quando me ponho… (2018-05-16)

 

 

Quando me ponho a olhar-te

deixo-me enlevar por esse minúsculo corpo

e perco-me nesse rosto e nas pregas

que ainda compõem o teu crescimento.

Dobra aqui, mais refego ali e uma pele,

que de tão lisa, até brilha na semi-escuridão do quarto.

Não me canso de perscrutar cada esgar,

um sorriso ou mesmo um queixume,

sempre procurando que daí consiga

ver ou descortinar um futuro para ti.

Sondagem infrutífera, que o futuro

não se deixa assim vasculhar,

a surpresa é a única premissa garantida.

Mas quando me ponho a pensar

no anjinho e inocente que és só posso ter uma certeza,

que todos os anjos do céu te protegerão,

que na terra tens mais alguém a ajudar com carinho e amor

com que serás eternamente brindada.


publicado por canetadapoesia às 21:59
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2018

Sinto (2018-05-15)

 

 

Sinto que tacteias e me procuras,

estendes a mão e tentas agarrar a minha,

nesse afã só consegues alcançar o dedo

que tremendo de emoção estendo para ti,

e agarras com a força e a genica

que a tua tenra idade permite.

Aproximo os lábios dos teus tenros ouvidos

e sussurro baixinho, lentamente,

para que entendas o que digo e sintas o que sinto por ti,

bem-vinda Francisca, que o céu te proteja!

Não sei se entendeste, não sei se percebeste,

mas tremeste um bocadinho e eu

optimista e esperançoso tomei

como assentimento e garantia que,

não só entendeste o que te sussurrei

como percebeste que estou aqui para ti.

Um dia sorrirás para mim e ouvirei aquela palavra mágica que dirás

e que transforma a emoção em comoção sem limites… Avô!


publicado por canetadapoesia às 23:47
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Terça-feira, 15 de Maio de 2018

A vida (2018-05-08)

 

 

Como todos os princípios que existem

porque servem determinados fins,

também nós, seres humanos,

comungamos do mesmo estatuto,

servirmos para um fim específico

que nos impõe a preservação da vida.

Temos como princípio criá-la

e na sequência da exigência,

preservá-la para continuação do futuro.

A vida é a humanidade,

com defeitos e algumas singularidades

a que chamamos qualidades e nos levam a perceber que,

dos nossos erros pode vir a desgraça

para o mundo como o conhecemos,

para a humanidade como seres vivos,

para nós e para os nossos como futuro.


publicado por canetadapoesia às 22:31
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2018

Francisca (2018-05-14)

 

 

Quando me anunciaram a possibilidade,

parei por momentos, sem pensar em nada,

estava simplesmente absorto pela novidade,

que já nem o era assim tão grande.

Mas o momento, aquele preciso momento

em que nos dizem… vem aí, é agora!

Fico sem fala e só me ocorrem pensamentos

que só a felicidade ajuda a perceberem-se

de quão grato estou à vida por mais esta vida!

De tão ansioso já a sinto nos braços e mexo-lhe,

remexo-lhe sentindo o calor do seu corpo junto ao meu!

Estou certamente a antecipar o prazer,

todas as sensações que resumirei numa palavra,

Amor!

É tudo o que tenho para lhe dar quando lhe puser os olhos em cima

e a sentir junto ao coração quer baterá acelerado junto ao dela.

Só tenho amor e carinho e dela será por inteiro,

com eles a cobrirei para que o mundo saiba que a partir de agora,

há mais uma vida no planeta, há mais uma menina nesta terra,

porque nasceu, a minha princesa Francisca!


publicado por canetadapoesia às 23:44
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Sussurros (2018-05-14)

 

 

Sussurra-me assim baixinho, ao ouvido,

como se fosse uma leve brisa marinha

que por mim passa quando,

distraído e absorto com a sua vastidão,

me deixo enlear pelo olhar neste imenso mar,

que é verde por vezes e de outras cores também,

consoante variam as suas marés.

Oiço vindas de longe,

vozes que não conheço nem distingo

e línguas que nem sonhei existirem,

mas que me falam hoje como se nos conhecêssemos há séculos,

vindas lá do mais fundo e atravessado oceano,

são sussurros distantes, vêm de longe,

mas nunca estiveram tão perto,

nunca se aproximaram tanto desta casa

que nos viu partir e descobrir que,

para lá das distâncias e muito mais longe ainda

que a profundeza dos oceanos que cruzámos,

estão as vozes que um dia, ouviram estupefactos

e também eles não as entenderam…

mas ouviram e aprenderam que o tempo

tudo muda, tudo transforma e que agora,

de lá da sua lonjura tão próxima,

nos sussurram ao ouvido,

como uma brisa marinha que chega e nos envolve

com a única e sagaz palavra deixada no vento… Saudade!


publicado por canetadapoesia às 00:13
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Sábado, 12 de Maio de 2018

Não sabes (2018-05-12)

 

 

Não sabes, nem eu, e no entanto

aqui estamos os dois, lado a lado.

Tu porque não sabes nem me conheces,

eu porque também não sei nem te conheço.

Ambos ligados pelo mesmo destino

que aqui nos junta para futurar não sei o quê.

Porque as escolhas do destino não são aleatórias,

alguma razão teve para aqui neste ermo de planeta

de alma ferida nos juntar e festejar esse encontro

com a imensidão do chilrear dos pássaros

que nos servem de orquestra nesta troca de olhares.

Eu não sei, nem tu, qual o propósito deste destino

que nos junta sem aviso prévio ou notificação,

mas algum será, algum terá de ser.

Entretanto, ouvindo e encantados pela sinfonia,

damos as mãos, sentimos o bater do coração

e serenos aguardamos o que o destino,

na sua superior sapiência, nos destina para o tal futuro.


publicado por canetadapoesia às 23:49
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2018

No corpo humano (2018-05-11)

 

 

Porque não é um dia normal,

todo passado entre quatro paredes

de uma sala de espera de hospital!

Exames, uns atrás de outros,

concentração e análise…

repetição!

Para melhor verificação!

Porque hoje é o dia e, amanhã,

se porão em prática as observações

que de tanto se examinar,

se acaba por fazer conhecimento

e deste, prática de intervenção

no que é o humano corpo.


publicado por canetadapoesia às 20:57
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