Sexta-feira, 8 de Maio de 2020

10 Km de solidão (2020-05-08)

 

 

Já o dia ia entrado e o sol esplendoroso

alegrava a caminhada fazendo sentir a sua força,

que também era energia e empurrava o corpo ao andamento.

Pé depois de pé,

Andando pela calçada do passeio que se forma marítimo,

sabe-se lá porquê ou talvez por estar ao lado do mar,

sozinho pelo caminho, andava e andava

cabeça levantada, corpo estirado e as pessoas,

as pessoas que aqui e ali íamos encontrando,

na mesma passada de firme caminhada,

iam-se afastando alguns metros à nossa frente.

Sem dar por isso, quase automaticamente,

sofríamos do mesmo afastamento,

fruto da ocasião que se vive,

fruto do receio que outros ou mesmo nós,

possamos contaminar ou ser contaminados.

Pé depois de pé,

olhar além, corpo relaxado, músculos em movimento

caminhando para além do confinamento,

um Km, cinco Km e já se sentem nas pernas

em que o confinamento traçou descanso obrigatório.

O silêncio que nos cerca é assustador.

Pé depois de pé,

caminhando só e finalmente,

nos 10 Km a paragem, o finalizar da caminhada

que o corpo não é de ferro e está meio enferrujado.

Pé depois de pé,

Caminhando em solidão de um mundo que se fecha

por receio do contágio, por medo do medo.

 

Já o dia ia entrado e o sol esplendoroso

alegrava a caminhada fazendo sentir a sua força,

que também era energia e empurrava o corpo ao andamento.

Pé depois de pé,

Andando pela calçada do passeio que se forma marítimo,

sabe-se lá porquê ou talvez por estar ao lado do mar,

sozinho pelo caminho, andava e andava

cabeça levantada, corpo estirado e as pessoas,

as pessoas que aqui e ali íamos encontrando,

na mesma passada de firme caminhada,

iam-se afastando alguns metros à nossa frente.

Sem dar por isso, quase automaticamente,

sofríamos do mesmo afastamento,

fruto da ocasião que se vive,

fruto do receio que outros ou mesmo nós,

possamos contaminar ou ser contaminados.

Pé depois de pé,

olhar além, corpo relaxado, músculos em movimento

caminhando para além do confinamento,

um Km, cinco Km e já se sentem nas pernas

em que o confinamento traçou descanso obrigatório.

O silêncio que nos cerca é assustador.

Pé depois de pé,

caminhando só e finalmente,

nos 10 Km a paragem, o finalizar da caminhada

que o corpo não é de ferro e está meio enferrujado.

Pé depois de pé,

Caminhando em solidão de um mundo que se fecha

por receio do contágio, por medo do medo.


publicado por canetadapoesia às 21:25
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