Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

Bafo de verão

  

Chamo o vento e peço-lhe,

que sopre de mansinho,

e te encontre entre a multidão deste mundo.

Que te solte os cabelos,

e te envolva no bafo quente do verão,

que lentamente te empurre,

para aqui,

onde me encontro e te espero,

para com os meus braços te envolver.


publicado por canetadapoesia às 21:39
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Terça-feira, 30 de Julho de 2013

Acreditar

 

Eu sei que é preciso acreditar,

eu sei que temos de confiar,

alguém terá de ser de confiança,

mas depois de tantos dislates,

depois de tanta traição,

quando o engrandecimento pessoal,

transcende o engrndecimento do País,

quem de boa fé confia cegamente,

em quem tem vindo a enganá-lo,

consecutivamente,

e já lá trinta e oito anos.

Confiar confio,

estou disposto a isso,

mas agora, depois de tudo isto,

só quando o exemplo vier de quem o deve dar.


publicado por canetadapoesia às 22:12
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Velas enfunadas

 

O vento soprava sem pressa,

a vela enfunada com o seu sopro,

enchia e levantava a proa do pequeno veleiro.

tão pequeno que só o tamanho da vela lhe dava importância.

Mas  não sabia o que um pequeno coração,

encerrado no seu casco,

debruçado sobre as ondas que cortava,

pode também encher-se de felicidade,

pelo simples soprar do vento,

nas suas velas enfunadas.


publicado por canetadapoesia às 20:43
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Olhar interno

 

Olho para dentro,

bem no fundo do meu peito,

e a tua ausência,

faz-se presença,

num cantinho do meu coração.


publicado por canetadapoesia às 00:12
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Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

Embate

 

Conhecia-te e não te conhecia,

e porque a vida nos empurrou,

para este caminho inesperado,

pusémos à prova nossa resistência,

aos caminhos tortuosos,

aos imprevistos desta vida,

e foi mais forte que nós,

não resistimos ao embate.


publicado por canetadapoesia às 23:19
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Vociferam

 

Irados contra a vida que não têm,

vociferam.

Contra todos os que os antecederam.

Vociferam.

Esquecendo-se que neles se encontram os seus,

e tantas outras coisas.

Vociferam.

Porque tiveram uma infância talvez feliz,

onde nada lhes faltou e até tiveram demais.

Vociferam.

Porque os anteriores estiveram na guerra,

criaram uma democracia,

e para que tivessem uma melhor vida; sacrificaram-se.

No entanto soçobram às primeiras dificuldades,

Não lutam pelo país em que vivem,

Não lutam pela vida que querem,

e como solução,

Vociferam.


publicado por canetadapoesia às 20:20
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Momentos do futuro livro "Os três mafarricos - Noite escura, Meia de Leite e Branquelas".

"Pegaram no lanche e nas cocas e foram para debaixo da mangueira que estava mais sombrinha, escolheram os lugares, sentaram-se à volta do tronco grosso da árvore e cada um retirou do prato um pão. Um gole de Coca-Cola e uma dentada no pão, em uníssono, deixaram sair pelas cordas vocais a sua satisfação, está mesmo bom, apetitoso, dá duas a cada um. Maravilha. Depois disto, construir gaiolas não custa nada. Durante um quarto de hora só se ouviu o mastigar do pão e o engolir da Coca-Cola, uma vez por outra, um som indeterminado soltava-se daquelas gargantas, mas não queriam dizer nada, era só satisfação mesmo.

Olhavam para o pão, davam uma trinca, mastigavam e olhavam para a copa da árvore que gentilmente os protegia do sol. Até as árvores eram suas amigas, pensaram. Meia, tens aqui umas mangas madurinhas, será que não as comes? Andas a deixar estragar esta fruta boa? Não dá para comer todas de uma vez, vamos apanhando e comendo quando calha. Popilas! Com este aspecto tão doce não parava de as comer. Acho que vou apanhar umas para sobremesa deste lanchinho, vocês não querem umas? Vou trepar, diz Branquelas. Nada disso, eu é que vou, a mangueira é minha e nem se sentiria bem a ter outras pessoas a subir por ela, remata Meia de Leite, só mais um golinho e já lá vou acima retirar algumas para trincarmos."


publicado por canetadapoesia às 13:16
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Domingo, 28 de Julho de 2013

E cresce

 

E cresce uma raiva nos dentes,

ampliando o mal estar que se sente.

E cresce um ódio nos olhos,

que nos tolda o olhar.

E cresce uma força da impotência,

que não sabemos onde nos leva.

E cresce a vontade,

de tudo isto mudar.


publicado por canetadapoesia às 21:53
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Momentos do futuro livro "Os três mafarricos - Noite escura, Meia de Leite e Branquelas".

"Todos estavam com larica, e este trabalho de separar as madeirinhas ainda lhes abriu mais o apetite. O melhor é fazermos um intervalo, trincar qualquer coisita e beber uns goles, depois continuamos o trabalho, que acham? Boa ideia, estávamos mesmo a precisar de um intervalo. São mesmo uns calões, atira Noite Escura, ainda agora começaram e já estão a baldar-se ao trabalho. Vai-te catar Noite, se ...não queres a sandes não comas que eu divido-a com o Meia e olha que não sabes o que perdes, são feitas pela mãe dele, sabes o que têm, sabes? Já devias saber que são sempre uma maravilha, peitinho de frango desfiado e sem ossos, sem ossos, é só trincar, e pelo meio ainda levam daquela coisa acastanhada, como se chama? Mostarda, diz Meia de Leite. Pois, mostarda, é isso mesmo, dá-lhe aquele sabor meio picante e, se apertares bem vês a mostarda a sair aqui pelos cantos. Se não a queres não se vai estragar, está descansado. Quem disse que não a queria? Só estava a chamar a atenção que assim nunca mais acabamos as gaiolas, passam a vida a parar e a fazer intervalos. Não te preocupes que o mundo não acaba hoje. Se não acabarmos as gaiolas hoje acabamos amanhã, e, com sorte ainda temos outro lanchinho destes."

publicado por canetadapoesia às 01:59
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Fiapos de felicidade

 

Um momento de calma,

uma tarde amena de verão,

uma cadeira estirada,

e um bom livro na mão.

Um momento fugaz,

uma tarde de silêncio,

um livro de excelência,

fiapos de felicidade.


publicado por canetadapoesia às 01:40
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