Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

O peso das coisas

 

Fui formiga,

não me transformei em cigarra,

e com a dificuldade do peso das coisas,

nem como formiga me encantei.


publicado por canetadapoesia às 22:27
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Varinha de condão

 

Manchado do sangue,

que não devia ser vertido,

em farrapos de ânimo,

com a alma estrupiada,

e a farda já rasgada,

de tanta violência incontida,

ainda assim, se considerava um Deus.

Tinha nas mãos o instrumento,

a varinha de condão,

que possibilitava a vida ou a morte,

e à sua frente o resultado macabro,

da sua irracional utilização.


publicado por canetadapoesia às 21:42
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Elegância

 

Passaste por mim no passeio,

arrastaste contigo o meu olhar,

sem lascívia, sem malícia.

Perfumaste a rua com o aroma,

que na tua pele trazes vestido,

e deixaste atónitas minhas narinas,

que não criando mais desejos,

me limpou a alma,

com a beleza do teu corpo,

com a elegância do teu andar.


publicado por canetadapoesia às 01:18
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Também cumpri

 

Aí pelo meio dia, dirigi-me ao local,

localizei ponto, dispus-me a cumprir.

Ainda que não me iludisse,

estas eram locais, diferentes das outras,

daquelas em que se amontoam e acotovelam,

uns aos outros na procura de garantir um lugarzinho,

à sombra do mesmo Estado que denigrem,

que procuram por todos os meios destruir,

mas para eles é sempre uma garantia de longa e profícua vida.

Desiludido, consciente disso, mas localmente, cumpri.

Cumpri mas castiguei e espero que bem.


publicado por canetadapoesia às 01:07
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Cabeças baixas

 

Saiam aos pares, sózinhos,

todos tinham uma característica comum,

vinham de cabeça baixa.

Pensando, talvez, em como uma papelinho,

coisa aí para uma medida de 15x10,

cheio de garatujos, siglas diversas,

poderia vir a mudar a sua vida,

ou talvez não!

Cumpriram a sua obrigação, exerceram o seu dever.

E com isso não se sentiam felizes,

de ter conferido à ocasião,

a solenidade e alegria de outros tempos.

Vinham tristes, rostos fechados,

sabendo, bem no fundo do coração,

que nada mudaria, que tudo seria igual,

e afinal o papelinho pomposo,

não era mais que uma nova forma,

rebuscada e engalanada,

de os enganar de trair os seus sonhos.


publicado por canetadapoesia às 00:56
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Domingo, 29 de Setembro de 2013

E assim a vida

 

E assim engalanados,

caminhamos a vida,

galgando as ondas,

cujas dimensão e rispidez,

nos arrastam para mares,

revoltos ou em mansidões,

de aterradora ameaça se manifestam.


publicado por canetadapoesia às 15:35
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Esquina

 

Na esquina do costume por ti esperei,

não demoraste porque a tua urgência era a minha,

porque a tua ânsia provinha de mim,

e o meu desejo, em ti se consubstanciava.


publicado por canetadapoesia às 00:19
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Sábado, 28 de Setembro de 2013

Será que sim?

 

Abre o ano lectivo,

com os problemas de sempre,

outros mais agravados.

Nas ruas limítrofes à escola,

Ouve-se o chilrear da pequenada,

Os homens e mulheres de amanhâ!

O bando de pardais humanos,

que vai chilreando com o passar dos anos.

É da natalidade, reportam uns,

é da falta de capacidade económica, gritam outros.

No meio da cacofonia,

avança outro grande problrma.

Sim, os professores.

Ano após ano, ensinam,

ano após ano, esperam.

Será que sim? Darei aulas este ano?

E o País empobrecendo,

cultural e economicamente.


publicado por canetadapoesia às 23:06
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Núvem

 

E assim caminhando,

vejo ao longe a núvem,

que não tomo por Júpiter,

mas que se desfaz perante mim,

num céu azul e brilhante,

quiçá, desfazendo o futuro,

em destroçados fiapos,

o caminho da esperança.


publicado por canetadapoesia às 21:28
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Outono

 

Amanheceu cinzento.

a custo e a força de braços,

o sol abriu caminho entre as nuvens.

Assim se prenúncia um fim de verão,

assim se demonstra que a época,

onde agora vamos entrar,

não será já de calor intenso,

mas será também prazenteira.

Aproximam-se os ventos do norte,

o frio que conserva as carnes aumenta,

sobbretudo o extenso prazer,

de uma fumarada de castanhas assadas.


publicado por canetadapoesia às 20:05
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