Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013

O desencanto

 

Para dizer a verdade, acho que já vem de longe,

este desencanto que nos leva a afastar-mo-nos.

Porque já são muitos anos e nada de diferente demonstraram,

porque ajudaram a criar e perpectuar,

o mesmo pesadêlo de outros,

seguiam e sucediam-se, mantinham-se agarrados.

Onde deviam criar valores,

criaram dinastias que se iam agarrando ao poder,

de pais para filhos, primos, enteados e outros mais,

nunca de cidadãos para o País.

Instalou-se o desencanto, agravou-se a desconfiança,

confirmou-se o compadrio e de uma séria e viável iniciativa,

nasceu uma aberração em que não se pode confiar.

Afastaram-se dos princípios éticos e programáticos e,

a palavra deixou de ter valor.

Quando aos vendilhões do templo sucedem,

a traição e a desconfiança no que dizem e prometem,

advém o desencanto com tão fraca gente,

e portanto, retiro-lhes o meu voto,

por desencanto.


publicado por canetadapoesia às 19:17
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Cantadores da noite

 

Já caía o dia,

instala-se uma indistinta e opaca luminosidade,

Impera o silêncio que em breve será quebrado,

pelo constante entusiasmo das cigarras cantadoras,

que da noite fazem palco,

agradando à lua em quarto crescente,

a caminho da bojuda e cheia lua de Agosto.


publicado por canetadapoesia às 13:50
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Por onde passas

 

Deixas um rasto,

como um cometa deixa atrás de si uma cauda luminosa,

tu deixas um aroma no ar,

simples e discreto,

paira para que as narinas dilatadas,

de paixão e fremente desejo,

sintam a mulher que há em ti.


publicado por canetadapoesia às 00:04
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Domingo, 1 de Setembro de 2013

Montanhas

 

À minha volta, montanhas.

para onde quer que olhe,

aglomerados de arvoredo e,

sobressaindo por trás, montanhas,

sempre mais altas, mais esguias,

sempre tentando chegar mais alto.

Levanto mais os olhos e,

vejo o mesmo céu que elas tentam alcançar.


publicado por canetadapoesia às 09:12
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Pernas altas

 

Da elegância das tuas pernas altas,

morena de um sol que,

mais que os homens,

se deliciou sobre elas,

nasce o desejo.

E estas mãos ávidas,

de sentir-te entre elas,

tremem do prazer imaginado,

antecipando a expectativa,

de sensações inolvidáveis.


publicado por canetadapoesia às 00:27
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