Terça-feira, 29 de Outubro de 2013

O sonho comanda a vida

 

Porque a noite é minha,

deito-me no sonho da vida,

procuro a verdade no meio de tanta mentira,

nada encontro que me descanse e,

do meu sonho da vida,

retiro a desilusão de só poder sonhá-lo.

A tristeza que se acumula,

por entre os sonhos desfeitos,

de tanto os sonhar me desfaço na ilusão,

 de que o “sonho comanda a vida”,

mas já não comanda os sonhos.


publicado por canetadapoesia às 00:26
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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

Gosto de ti, porque sim

 

Porque és pequenina,

porque és frágil,

porque és atrevida,

porque és curiosa,

porque és inteligente,

porque és linda,

porque és uma flor do meu jardim.

porque tens o futuro à tua frente,

porque sabes o que fazes quando o queres fazer,

porque abusas da tua posição dominante,

porque sabes que ser avô é diferente de ser pai,

porque sabes que te adoro mesmo quando faço cara feia,

porque és a minha neta querida.

Porque sim, gosto de ti.


publicado por canetadapoesia às 15:05
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Por mais um jantar especial

 

No carinho e simpatia,

sou recebido como em casa,

mas, iludam-se, esta não é a minha.

Esta é a casa onde a cada chegada,

me sinto na minha,

pela forma como me tratam,

pela simpatia da gente que me serve,

pelo calor do sorriso que me acolhe,

pela decoração do espaço,

            simples e elegante,

            quente e acolhedor,

que só uma pessoa excepcional consegue impor.


publicado por canetadapoesia às 00:43
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Domingo, 27 de Outubro de 2013

Almoços e outros encontros

 

E no entanto…cá continuam,

mais velhos, mais castigados pela vida,

mas sempre, sempre prontos.

Assim se juntam,

modernizam as antigas conversas,

de tanto darem à língua,

também é necessário lubrificá-la,

e para tal o branquinho, esverdeado,

ou mesmo o tinto aqui cantado,

causam calafrios de prazer,

entre os pratos deglutidos.

Vão-se juntando,

Esperamos por longos anos,

para desespero das finanças e segurança social,

recusam-se a morrer tão depressa como lhes querem vaticinar,

e vão gozando os pequenos prazeres de se encontrarem,

entre amigos, colegas ou mesmo só conhecidos.


publicado por canetadapoesia às 01:54
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Fome

 

Privilegiado é como me sinto!

Ainda não passo fome,

mesmo que ao longe distinga os seus contornos,

vou flutuando sobre este mar tempestuoso,

onde as ondas me levam ao descaminho,

de futuros imprevisíveis.

Não, ainda não passo fome!

Mas vou rareando as ajudas a quem o passa,

não porque não queira ajudar,

mas pelo simples facto de ir atrasando a minha fome.

E portanto sou um privilegiado.

Ainda não passo fome!


publicado por canetadapoesia às 01:52
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Sábado, 26 de Outubro de 2013

Barriga cheia

 

Com essa barriga cheia,

de um amor que se consubstancia,

com a mais bela obra da criação,

que carregas por tantos meses,

que te cansa,

que te disforma,

que te afoba,

mas que te transformará,

num ser abençoado,

que exacerbará o teu amor,

pela pequena flor,

que no mundo lançarás.

Margarida assim será,

amada e acarinhada ainda antes de nascer.


publicado por canetadapoesia às 00:54
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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

Olhar furibundo

 

Olhas-me com a aspereza,

que só o teu olhar furibundo,

consegue em mim depositar temor.

E porquê? Porquê, pergunto-te.

E a resposta célere como um cometa,

arremetendo em minha direcção,

atinge-me e acocora-me de tristeza.

Não gosto de piropos!

E porque não se nem sequer te disse nada ofensivo?

Limitei-me a ser eu,

aquele que tem dentro de si a beleza e a poesia e que,

por vezes não consegue contê-la.

Transbordo do meu silencioso interior,

e desdobro-me em prazeres de olhares sorridentes,

no fundo, das minhas palavras nem se intui um piropo,

foi tão somente uma constatação.

E o que afirmei e constato de novo,

é que a beleza assenta em ti como a primavera nas andorinhas,

és bonita, limitei-me a confirmá-lo.


publicado por canetadapoesia às 00:36
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

Furor

 

Fez furor a notícia,

não se falava em mais nada,

a cidade virada do avesso, o país em delírio,

corriam pelas ruas para chegar a tempo e horas,

estava tudo a postos e, finalmente,

no ecrã da Tv mais próxima,

resplandece a cara do homem.

Aquele que era o mais odiado, também o mais amado,

que estas coisas da política têm disto,

vulgarmente o amor e o ódio caminham paralelos,

falou, respondeu a tudo que lhe perguntaram,

desancou, vergastou, derrubou mitos,

enterrou adversários e anulou-os politicamente.

Lançou a sua tese em livro,

foi acontecimento ouvido e falado em todo o país.

Que outro político conhecem, capaz de tamanha audácia?

Não me lembra de nenhum, mas este, goste-se ou não,

seguramente, perdurará nas mentes portuguesas.


publicado por canetadapoesia às 19:22
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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2013

Pelo coração

 

Vagueiam sensações dispersas,

neste coração cansado,

a vida que se depara,

num relance de olhar,

a saudade dos momentos,

que nos viram sorrir,

o desejo do encontro,

que não acontece.

O coração, esse, bate e pula,

na esperança de que o tempo,

que tudo cura,

nos traga novas do tempo.


publicado por canetadapoesia às 23:56
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Terça-feira, 22 de Outubro de 2013

Paralelos

 

Traços contínuos ou alternados,

mas infinitamente paralelos,

quererei dizer que nunca se encontram?

Se fossem linhas rectas assim seria,

na escrita as linhas não são muito rectas,

por vezes encurvam-se de forma convexa,

outras vezes de forma côncava,

e seguem apondo letras atrás umas das outras.

E se escrevo de forma autónoma,

sem me apoiar em linhas rectas e paralelas,

contínuo independente,

escrevendo para mim e quem queira ler,

aceitando que me emendem nos meus erros,

que são muitos, mas meus e assumo-os,

escrevendo paralelamente,

e talvez um dia, com coincidência de encontros.


publicado por canetadapoesia às 22:02
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