Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

Noite iluminada

 

Havia fogo,

e o artifício com que foi criado,

iluminando a noite escura do inverno,

sem luz artificial por momentos,

antes que os pirilampos da árvore natalícia se acendessem,

rasgou os céus desta cidade,

ecoou nos ouvidos dos que esperavam,

iluminou feericamente a praça.

Cabeças ao alto,

olhares postos nas multicolores rebentações,

e a amargura dos momentos difíceis,

parou por escassos minutos,

coloriu-se de bombinhas de festa,

iluminou os corações e engrandeceu a alma.


publicado por canetadapoesia às 10:58
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Renascer do dia

 

Cabelos soltos ao vento,

de uma cavalgada,

que a noite,

calma e silenciosa permite.

Os sentidos despertos pelo desejo,

o coração à desfilada,

nos corpos em frémitos incandescentes,

uma só vontade,

e o dia renasce pleno de sorrisos.


publicado por canetadapoesia às 01:17
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Frio

 

Está frio,

esta noite está frio,

sinto-me enregelar,

e nada do que me lembre,

me consegue aquecer.

Está frio,

sinto-o nos ossos,

sinto-o na pele.

Está frio,

e preciso de ti,

para com o teu corpo,

me envolveres nas ondas do calor,

que só dois corpos juntos produzem.


publicado por canetadapoesia às 01:14
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Passar pela vida

 

Porque passamos pela vida sem a ver?

Eu sei, sei que por vezes,

é agreste, complicada,

chega mesmo a ser imprópria para viver,

mas a vida não são só desgraças.

Na vida porque passamos,

quase sem a ver, sem a sentir,

também temos coisas lindas,

momentos deliciosos de serem vividos.

São os momentos de carinho e amor,

que nos leva a encará-la,

com o sentir da alma, apesar de tudo.


publicado por canetadapoesia às 01:10
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Domingo, 1 de Dezembro de 2013

Inaugurei o Natal

 

Porque a cidade é minha,

e eu aprendi a gostar dela,

não a largo, não a abandono.

Andei de uma ponta a outra, andei disse eu,

que de automóvel não se conhece a cidade,

que de tão idosa já se pode considerar eterna.

Fui ao Terreiro do Paço,

passei pelo caldeirão de culturas do Rossio,

Cais de Sodré como ponto obrigatório,

e pela rua do Alecrim subi ao Chiado.

Deambulei pela cultura de África,

ali mesmo, na zona mais chique da cidade,

e se tocavam, de tal forma que este corpo insubmisso,

logo se pôs a balançar, pelos tempos da saudade.

Não me contive e continuei pela velha Trindade,

nem parei para uma imperial e uns pastelinhos de carne,

e na caminhada de ver as luzes do Natal inaugurado,

corri o Príncipe Real, olhei de soslaio o Pavilhão Chinês,

local de peregrinação copista,

desemboquei no Largo do Rato,

terminei o passeio e, acima de tudo,

inaugurei o Natal na capital.


publicado por canetadapoesia às 15:13
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