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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

18
Abr14

Quando me ponho a sonhar


canetadapoesia

 

Vejo um mundo perfeito,

sempre que me ponho a sonhar,

procuro não me distrair,

não parar o sonho seja pelo que for,

porque o sonho é a minha realidade,

sonhada, é certo, mas tão possível e tão sonhada.

Se acordo sem querer,

e me deparo com a realidade,

que me desenrola do sonho,

me tira o sorriso do rosto e,

me faz entristecer, envergonhar,

fico inerte perante ela,

porque afinal nada é como o sonho,

mas continuo com a esperança viva,

porque “Quando um homem sonha, o mundo pula e avança”.

17
Abr14

Ausência


canetadapoesia

 

Os sons chegam-me quase inaudíveis,

não é que estejam longe,

ou que sejam em surdina,

mas é que os ouço em repetitivas cantorias,

sonoridades sonolentas e rítmicas,

sem encanto, sem efeito, indolentes.

Encerro os meus canais auditivos,

não ouço o que não quero,

os sons que me chegam,

vêem quase silenciosos,

pequenos rumores se aproximam,

longínquos à minha audição.

Sinto-me ausente do ruído real,

ausente do discurso que me rodeia,

só deixo entrar o que quero,

mesmo estando presente, estou sempre ausente.

Vejo, falo, ouço, não vejo, não falo, nem sequer ouço.

Porque não quero e me recuso.

17
Abr14

No habitual


canetadapoesia

 

É andar de um a outro lado,

o habitual, correr para aqui e ali,

perseguindo o perpétuo movimento,

que a vida obriga a percorrer.

Latejando pela pressa,

coração a disparar em cavalgada,

desnecessária face às prioridades,

que definem as correrias,

como nefastas ao equilíbrio,

de uma vida que se quer feliz.

Então procura-se,

com o alargar da passada,

chegar mais cedo,

correr para a meta e,

na loucura da corrida,

se perde o essencial que a origina,

o encontro da felicidade.

17
Abr14

E se de repente…


canetadapoesia

 

E se de repente, o céu ficasse azul,

brilhante e sem nuvens?

E se de repente, o sol brilhasse,

aquecendo o mundo frio que nos envolve?

E se de repente, a lua se enchesse de luz,

iluminando a noite escura que nos cerca?

E se de repente, na noite iluminada surgisse,

um concerto dado pela natureza em toda a sua força?

E se de repente, o mal fosse erradicado do mundo,

e em seu lugar surgisse o amor?

E se de repente, os sonhos se materializassem,

e o mundo os assimilasse sem reservas?

Que mundo maravilhoso seria!

E se de repente, o poeta se calasse,

deixasse de escrever poemas e odes de esperança à vida?

17
Abr14

Pai galinha


canetadapoesia

 

Parece uma contradição,

mas não é, nada contradiz,

bem pelo contrário, reforça.

Um pai pode ser “galinha”,

não no sentido literal da palavra,

mas no interesse que põe,

em tudo que aos pintainhos diz respeito.

Talvez fosse melhor dizer “uma galinha pai”,

Não sei qual a melhor maneira,

de expressar o que se passa no coração,

e extravasa o sentimento.

Mas é assim, seja como for e qual a melhor,

as frases só são importantes,

pelo que transmitem e não pelo que dizem.

Mas sinto-me assim,

como em qualquer delas, sou sempre um pai,

que por vezes até pode ser galinha.

16
Abr14

Natureza em força


canetadapoesia

 

Sobre um painel de verde luxuriante,

despontavam pequenas flores selvagens,

nem por isso menos delicadas,

no conjunto, uma palete de cores vivas,

amarelas, roxas, azuis e brancas sobre o tapete verde,

davam ao ambiente o ar de festa primaveril,

que anualmente se repete e logo se consome.

Perante tamanha força da natureza,

que sem ajuda humana se resplandece diante de nós,

paramos por momentos e pensamos na nossa pequenez,

de olhos postos no céu, soltamos um agradecimento,

quando olhamos à volta e damos com tanta delicadeza,

que por trás tem toda a força da natureza.

16
Abr14

Como se fosse comigo


canetadapoesia

 

Como se eu próprio as sentisse,

essas dores que ora te atormentam,

ferem-me profundamente,

procuro achá-las como passageiras,

mas custa-me saber,

que essa tua vivacidade,

essa imensa alegria que irradias,

estará por momentos afastada,

e nesse rosto feliz e sorridente,

uma nuvem qualquer,

vem retirar-lhe o brilho habitual.

Abraço-te na distância,

sinto o calor do teu corpo,

e dos beijos fugidios tenho saudades,

espero o reencontro breve,

radioso e feliz entre nós,

para que te enchas do carinho,

que se me acumula no peito e,

mando um beijo, com todo o meu amor.

16
Abr14

Azáfama


canetadapoesia

 

Tudo mexia e se aprontava,

quando cheguei a azáfama era grande,

transportavam-se coisas de um para outro lado,

e havia já um princípio,

de uma organização que se via,

e da desorganização aparente, surgia a luz,

o brilho que o entusiasmo das gentes novas,

das gentes que amam a arte e a cultura,

consegue imprimir ao caos.

E o caos reverencia-se, com a falta de apoios,

com os escassos meios disponíveis,

ainda assim, com todas as dificuldades,

apesar de tudo, fez-se arte, criou-se arte,

Lisboa, em Maio, vai ser a mais linda capital,

de todas as cidades desta Europa.

16
Abr14

Juventude e a cultura


canetadapoesia

 

Ouve-se o som da música,

por onde quer que se ande,

nesta parcela em que a arte,

se move ao sabor dos jovens que a praticam.

Com estes sons se movem e criam,

com eles trabalham e se organizam,

com eles se encantam e desencantam,

porque a arte é pobre,

dos meios que deveria ter para singrar,

mesmo assim não pára, mesmo assim não desistem,

e das tripas fazem um coração,

que de tão grande e desinteressado,

consegue criar arte e cultura,

onde outros encontram despesismo.

Com recursos fracos, que elasticamente esticam,

com vontade férrea de quem,

não tem horas legais para trabalhar,

mas tem gosto e amor pelo que faz,

criam vida e obra que da cidade transborda,

para um mundo que bem os conhece.

13
Abr14

Painel


canetadapoesia

 

Cheguei e sentei-me, frente ao painel,

numa cadeira com pedigree, de Daciano,

esse grande homem do design, antes mesmo de o haver,

enorme, deslumbrante e luminoso na cor das suas tintas.

Absorvido pelas imagens que emanava,

fui-me introduzindo no que representava,

e ali, naquela parede, toda ela ocupada pelo painel,

um gigantesco quadro que ilustrava e mostrava,

toda a história de um pequeno País,

que se fez grande através dos séculos,

que se retraiu com os ventos da mudança,

e que hoje, não representado no painel,

não se reencontra nas marés,

que rebeldes e furiosas,

varrem os seus cidadãos,

um pequeno País que podia ser tão grande.

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