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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

02
Jun14

O ciclo


canetadapoesia

 

Havia pouco tempo tinha parado de chover,

da terra vinha agora,

o aroma do universo recem nascido,

renovadas que estavam as novas esperanças.

Logo nos deparámos com o dia a dia,

de uma vida cheia de escolhos,

promessas mil irradiavam,

das plantas cujas folhas,

novas, verdes e viçosas,

se encontravam pejadas,

das ainda gotículas de chuva,

que se haveriam de tornar vida.

O ciclo, mais uma vez se repetia,

e da morte vinha vida.

02
Jun14

Jogo de luzes


canetadapoesia

 

Reflecte-se na luz sobre a sombra,

que de negro pinta a rua,

e por ela se filtram os momentos.

Nas sombras projectadas,

desfasem-se os sonhos,

em luz e contra luz,

em sombra sobre a luz,

em luz apagando a sombra,

a sombra desvanecendo.

Um jogo de luz e sombra,

uma vida de sonhos,

com fugazes lampejos de luz.

01
Jun14

E quando dançam…


canetadapoesia

 

Tudo esquece, tudo se apaga,

nuns breves minutos de música,

enquanto se embalam no som,

que lhes entra nos ouvidos,

mas que os renovam plenamente na alma.

São esses os momentos que contam,

são breves, ocasionais, mas tão intensos,

que se vivem anos de vida em simples minutos,

nos minutos de uma música.

Toda uma vida de sentimentos e saudade acumulados,

numa lágrima de sal,

como as do mar de Portugal,

que cai desbragada pela face,

inunda uma ruga que o tempo teima em marcar,

abre um sorriso luminoso no coração,

do tamanho do universo que sempre lá coube.

01
Jun14

Entre lembranças


canetadapoesia

 

Descobrem-se afinidades,

entre as lembranças que se contam,

delas se matam as saudades,

se relembram felicidades,

que passaram, e estão vivas,

porque se contam em roda de amigos.

Porque naqueles olhos que brilhavam,

perpassavam os tempos que não passam,

foram tempos de temperar e,

na voz que sentia o que a alma em silêncio,

baixinho, interiormente pensava.

Estavam ali, parados e escutando sentidos,

em fúria de comunicação e falavam, falavam,

falavam empolgados pela conversa e,

recuavam no tempo, viviam,

os dias do início de um futuro que, agora,

agora já é passado e será futuro.

Falavam, falavam e amavam cada frase,

e em cada olhar um brilhozinho de prazer.

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