Domingo, 5 de Outubro de 2014

Se o mundo parasse (2013)

 

Se parasse, ainda que por breves minutos.

Que poderia suceder?

Se parasse e se fizesse silêncio absoluto.

Teríamos ocasião de o olhar,

abismados com a sua beleza.

Extasiados com a sua força,

admirados com a sua resistência.

Se parasse, ainda que por breves minutos.

Poderíamos olhar-nos e, pelo silêncio mútuo,

reconhecermo-nos como seres humanos.


publicado por canetadapoesia às 23:35
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Poisio do sol (2013)

 

Ao longe já se sente,

que o sol também descansa.

Poisa nas águas mansas do oceano,

bem ao fundo até onde nossa vista alcança.

O sol já se põe no horizonte,

que se encurta na memória dos dias passados.


publicado por canetadapoesia às 21:53
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Reflexo (2013)

 

Reflectia-se no mar,

espalhava-se pela imensa massa de água.

Uma intensa claridade se dispersava pelo ar.

Recortes mais escuros,

nos pontos de contacto com terra.

No céu, a origem, uma enorme lua,

abrindo-se a nós, com toda a intensidade,

e uma esplêndida iluminação da noite humana.


publicado por canetadapoesia às 23:51
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O clarear do dia (2014-10-02)

 

Vi o dia clarear o que não seria anormal,

se não fosse o fruto de uma noite em claro.

De um momento para o outro,

o fundo escuro da noite,

apresenta uma claridade espantosa,

brilhante, potenciadora de um novo dia.

Vi o clarear do dia e a esperança a renovar-se.


publicado por canetadapoesia às 21:12
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Sentidos (2013)

 

Sinto, logo mexo-me.

Ao acordar a primeira reacção,

abrir os olhos, mexer os dedos dos pés.

Um esticar de braços, uma espreguiçadela,

e o corpo,

essa máquina perfeita, de coordenação e comando,

a responder, a ordenar.

Sinto que ainda é cedo,

sinto o frio a penetrar-me,

sinto que o dia espera por mim.

Sinto,

Vou sentindo, ao longo do dia,

todo o estremecer do sentir.


publicado por canetadapoesia às 23:51
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Julgamento (2013)

 

Julgaste-me,

julguei-te,

nem juízes somos,

mas ambos julgámos.

A cada um a sua razão,

a cada um a sua justificação,

e depois deste passo,

nada mais restou para julgar.


publicado por canetadapoesia às 22:03
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Espuma (2011)

 

De longe se vinha amontoando,

rolou e embrulhou-se num esgar de prazer,

arrastou areias e cascalho misturando-os.

Num banho de espuma branca,

se espalha pela praia deserta.

Num arrependimento repentino,

enrola-se e de novo se recolhe,

envergonhada,

à profundeza do oceano.


publicado por canetadapoesia às 21:57
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Fim de dia (2014-10-01)

 

Quando a tarde se esvazia no silêncio da noite,

e a casa se transforma no castelo inexpugnável,

desce sobre a cidade o manto diáfano

de um repouso expectável.


publicado por canetadapoesia às 20:20
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Calor interno (2014-10-01)

 

Barriga para o ar, braços estendidos acima da cabeça,

seguram um instrumento que servirá para a intromissão.

Vejo-me a deslizar sob o arco que me vai vasculhar.

Encher os pulmões de ar, não respirar, atravessar o arco, pode respirar.

Um click dá início à introdução, já estava avisado,

o calor invade-me o corpo, vou sentindo,

vou sentindo que me perpassa de cima a baixo.

Mas que calor, nauseante.

O corpo em brasa, conseguirei suportar ou não é a minha dúvida.

É só um exame não posso ceder, mas sinto os olhos a fecharem-se descontrolados.

Um último esforço e mantenho-os abertos.

Consegui, meio zonzo ainda, cheguei ao final de mais uma invasão.


publicado por canetadapoesia às 19:03
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