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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

28
Out14

Revisão (2011)


canetadapoesia

 

Embrulhado no silêncio da noite fria,

passa em revista toda a sua vida,

não salta episódios,

guarda-os todos na memória,

retém os que melhor lhe souberam,

os que mais cor lhe deram à vida,

aos outros marca-os como passos para crescer,

e abandona a ideia de os recordar.

28
Out14

Salteadores do futuro (2010)


canetadapoesia

 

No presente me inscrevo,

para mais à frente nada imagino

porque os grupos organizados,

neste país maltratado,

se transformaram em salteadores

o nosso colectivo futuro.

27
Out14

Diferenças ou talvez não (2011)


canetadapoesia

 

De uma guitarra se tiram melodias espantosas,

uns sons que nos inundam a alma,

que nos preenchem a vida,

e nos alegram a existência.

Da mesma forma,

de um corpo de mulher,

que se dedilha sem cordas,

que se ondula ao sabor do mel,

que nos encanta numa paixão,

se podem retirar pedaços de paraíso,

sonoros e excitantes de promessas de vida,

que nos preenchem a passagem terrena.

27
Out14

Uma lágrima (2011)


canetadapoesia

 

Não vejo bem,

alguma coisa está a falhar,

limpo os óculos,

volto a colocá-los,

continuo sem ver claramente.

Procuro a falha,

esfrego os olhos,

retiro a mão húmida.

Afinal era uma lágrima,

de tristeza pelo mundo.

26
Out14

Os olhos (2010)


canetadapoesia

 

Que dizem os teus olhos

quando neles deposito os meus?

Podem dizer tudo e não dizer nada.

Mas vejo-os luminosos,

abertos e por vezes semi-cerrados,

mas sempre com um brilhozinho especial.

O brilho dos olhos apaixonados.

26
Out14

Silêncio de ouro (2010)


canetadapoesia

 

Fiquei em silêncio,

olhando sem ver,

ouvindo sem ouvir,

falando sem falar,

só o silêncio respondia.

Pode não ser de ouro,

como dizem,

mas era o meu silêncio,

e para mim era mais que ouro,

nele tudo se expressava.

Era o meu silêncio.

26
Out14

Um ser alegre (2010)


canetadapoesia

 

Abateste-te sobre mim,

vil tristeza,

logo a mim que sou um ser alegre

e defendo o optimismo militante.

No entanto, murchaste-me,

diminuindo a minha capacidade de sonhar.

Assim é difícil continuar,

porque sem sonhar,

não consigo viver.

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