Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

O livro (2011)

 

Era um simples arbusto,

cresceu e fez-se árvore,

alargou, engrossou,

foi cortado, retalhado,

e em pasta se transformou.

Hoje, nele viajo pelo mundo,

e mil estórias me deliciam.

Sento-me confortavelmente,

à lareira, à sombra,

na praia, deitado até,

e na mão,

um sonho feito papel,

uma lua cheia de emoções,

um livro com alma de mundo.


publicado por canetadapoesia às 00:04
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2015

Sol e estrelas (2010)

 

Olhei o sol de frente,

encandeei-me, deixei de ver,

por momentos só umas estrelas,

só elas me surgiam à vista,

nada mais distinguia.

Apesar da força brutal,

dos raios deste sol,

ainda havia estrelas em meus olhos.


publicado por canetadapoesia às 23:46
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Que te pára homem (2010)

 

Homem que te fizeste ao mar,

e trouxestes contigo,

de longínquas paragens,

o ouro e as especiarias.

Que engrandeceste o teu país,

pela força da tua aventureira natureza,

e carregaste nos braços o mundo,

que nos oferecestes como novo.

Que te pára agora homem?

Que te impede de, novamente,

engrandeceres este teu país?

Porque não te fazes ao mar?


publicado por canetadapoesia às 22:20
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A estrada (2010)

 

Ao longo da estrada

os marcos sucedem-se,

tanta estrada,

tantos marcos,

tanto caminho percorrido.

Quanto ainda por caminhar?


publicado por canetadapoesia às 21:43
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Carnaval (2010)

De máscara em máscara,

vamos mudando,

retirando uma,

colocando outra,

nenhuma, porém, representa a verdadeira.

A que usamos no dia-a-dia,

a que colocamos de cada vez que,

enfrentando a vida,

encaramos a realidade que nos é imposta.

Carnaval !

Pode ser divertido uma vez ao ano,

mas carnaval são 365 dias por ano,

um dia por cada máscara que envergamos,

e nem merece comemoração.


publicado por canetadapoesia às 19:31
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2015

Tão só (2015-02-21)

 

É que às vezes, demasiadas acho eu,

sinto-me mesmo só, ainda que no meio da multidão,

mesmo com o ruído insano e elevado,

que me envolve e eu ignoro estoicamente,

por necessidade do isolamento que a mente,

castigadora e severa me impõe.

Nessas alturas, tantas que são,

ouço a alma que me segreda,

coisas de espantar e conselhos,

que tantos são que não consigo segui-los,

mas a alma, essa gestora de mim,

dos meus momentos, dos meus silêncios,

obriga-me à castidade mental,

e eu sinto-me, muitas vezes,

tão só, neste mundo repleto de gente.


publicado por canetadapoesia às 23:12
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360º (2011)

 

Pelo corpo correu um calafrio,

sentiu que todos os músculos,

os tendões mais escondidos,

se tinham retesado ao contacto,

com o frio da água da lagoa,

o coração disparou em aceleração.

Ao surgir de cabeça no espelho de água,

rodou-a 360º,

volteou-a de novo,

os olhos piscaram e brilharam,

de tanta beleza natural à sua volta.


publicado por canetadapoesia às 19:03
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

Gioconda (2011)

 

De sorriso pacato e postura serena,

serias quase uma Gioconda,

e naquela mesa de longa toalha de pano,

ninguém diria que eras o vulcão que apreciei.

Quase em pânico tentava, em vão,

esquivar-me às investidas que fazias,

debaixo daquela mesa ia uma revolução,

e entre as pernas da mesa e as outras,

perdido na antecâmara,

dessa efémera e avassaladora paixão,

ali me ficava em tuas sibilinas mãos,

e depois,

depois vinha então a refeição.


publicado por canetadapoesia às 23:41
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Calções (2011)

 

Dos teus curtos calções brancos,

sobressaem as formas do desejo.

Corpo curvilíneo, pernas esbeltas,

e meio palmo de cara,

coberta de escancarado sorriso.

A mulher feita que já és,

estampada no andar,

de umas excitantes primaveras passadas.


publicado por canetadapoesia às 23:14
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O desencanto (2011)

 

Para dizer a verdade, acho que já vem de longe,

este desencanto que nos leva a afastarmo-nos.

Porque já são muitos anos e nada de diferente demonstraram,

porque ajudaram a criar e perpetuar,

o mesmo pesadelo de outros,

seguiam e sucediam-se, mantinham-se agarrados.

Onde deviam criar valores,

criaram dinastias que se iam agarrando ao poder,

de pais para filhos, primos, enteados e outros mais,

nunca de cidadãos para o País.

Instalou-se o desencanto, agravou-se a desconfiança,

confirmou-se o compadrio e de uma séria e viável iniciativa,

nasceu uma aberração em que não se pode confiar.

Afastaram-se dos princípios éticos e programáticos e,

a palavra deixou de ter valor.

Quando aos vendilhões do templo sucedem,

a traição e a desconfiança no que dizem e prometem,

advém o desencanto com tão fraca gente,

e portanto, retiro-lhes o meu voto,

por desencanto.


publicado por canetadapoesia às 20:01
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