Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

Sem gorduras (2011)

 

Sem gorduras e de uma magreza assustadora,

e eu que não me detenho em imaginações,

destravo esta mente em permanente ebulição,

e imagino.

Imagino aquele corpo, que de tão magro,

de tanta ausência de uma gordurinha,

se transforma a meus olhos, numa coisa disforme.

Não me consigo sentir a sentir alguma coisa,

que as mãos me transmitam,

uma sensação, uma excitação,

e nem o olhar ajuda, porque se desvia, porque não quer ver.

Ao menos algo para agarrar,

alguma coisa que nos faça sentir,

que somos homens, com sensações,

e que temos connosco uma mulher.


publicado por canetadapoesia às 15:29
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A memória (2012)

 

Evolui inversamente à idade,

se esta aumenta,

mais nos lembramos

dos primeiros tempos,

rumo ao final e,

consequentemente,

ao paraíso.


publicado por canetadapoesia às 00:27
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Ficaste-me (2012)

 

Vens-me à lembrança,

recordo os momentos sublimes,

ficaste-me na memória,

ficaste-me na alma,

e dos momentos de prazer,

ficaste-me no corpo.


publicado por canetadapoesia às 00:25
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015

De frente (2010)

 

De frente,

olhos nos olhos,

diz-me agora o que te vai na alma.

Não dizes?

Por falta de alma ou por falta de argumentos?

Balbucias uma desculpa,

sem nexo, sem razão aparente, sem motivo.

E no entanto o mal está feito,

o mal-estar criado não tem volta.

Nada será com era.

Nada será mais nada outra vez e,

tudo será como não devia ser.


publicado por canetadapoesia às 19:32
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Procura (2010)

 

Caminham sob o escaldar do sol,

atravessam montes e vales,

seguem rios,

sobem árvores,

vasculham matos e cavernas.

procuram um homem.


publicado por canetadapoesia às 19:28
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015

Vómitos e outros achaques (2012)

 

Olho para fora e o que vejo?

Nada mais do que aquilo que me vai por dentro,

uma profunda agonia na política que me rodeia,

vómitos de nojo por atitudes e declarações,

que no seu íntimo nada dizem,

nada explicam além de lugares comuns.

E a perpetuação de lapas do poder,

que tanto falam em dar lugar à juventude,

causa-me terríveis revoltas no estômago.

Estou cheio desta gente,

estou farto disto,

e não vejo melhoras.


publicado por canetadapoesia às 15:21
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Lucidez (2012)

 

Como me sinto hoje?

vazio de enchimento,

pensamentos dispersos,

sem sentido,

quase longe da lucidez criativa.

E será que alguma vez o foi?


publicado por canetadapoesia às 15:05
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015

A lua da esperança (2012)

 

Vendo bem, daqui de onde estou,

a lua no seu quarto crescente,

até me parece uma barriga grávida.

E na verdade também o está!

Na sua forma crescente,

de barriga empinada,

farta e arredondada,

está prenhe.

Está-o de esperança,

de abundância e crescimento,

está prenhe do futuro que esperamos.


publicado por canetadapoesia às 22:05
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Emergência (2015-02-13)

 

Sempre achei que era uma coisa apressada,

algo que não podia esperar,

uma urgência que tinha que ser cumprida,

ou seja, uma emergência cumprida.

Se a coisa é uma emergência,

então é porque está feia,

tem de se lhe atalhar o caminho

com a rapidez necessária,

porque se faz urgente, é uma emergência.

E nós que nos olhamos ao espelho

desta vida desgovernada,

sentimos a emergência, a urgência,

a pressa mesmo,

que esta emergência seja eliminada.


publicado por canetadapoesia às 18:34
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Quando elas chegam (2015-02-17)

 

O mundo vira do avesso quando elas chegam,

a sala transforma-se em campo de batalha,

uma quer, a outra também,

uma puxa, a outra também,

é um cansaço saudável, de ficar derreado.

Quando chega a hora da partida,

é um desfazer de saudade já presente,

e no abraça beija do adeus,

começa a sentir-se o silêncio que se seguirá.

A sala, repleta de confusão,

de papéis e lápis espalhados,

pela mesa e chão que ora,

jazem silenciosos e ainda desordenados,

mas o silêncio que resta deste caos de emoções,

comprime-nos o coração,

faz-nos ansiar pelo próximo dia,

de descontrolada felicidade.


publicado por canetadapoesia às 03:02
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