Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

Decadência (2013)

 

Conto as moedas e não sei se chegam,

para comprar o pão fresco,

para adquirir o jornal semanal como sempre fiz.

Passo contente pela estrada que a vida me teceu,

e reparo na impunidade dos que,

não respeitando ninguém,

se empinam nos reluzentes automóveis,

em segunda e terceira fila.

Sorriu de soslaio,

e continuo no meu caminho,

indiferente às demonstrações de superioridade,

que de tão bacoca, cheira até a bafienta,

e no deambular do mundo,

a decadência aproxima-se exponencialmente,

à medida em que se enchem de riquezas vãs.


publicado por canetadapoesia às 23:10
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Preocupações (2010)

 

Preocupar-me porquê?

Acaso tenho razão para tal?

Poderei eu imaginar o futuro?

Não.

Então para quê preocupar-me se,

em cada esquina da vida que Ele me faz dobrar,

o desconhecido espera por mim.


publicado por canetadapoesia às 14:55
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015

Querer (2012)

 

Quero tanto quanto queres tu também,

e se o meu querer é mais vistoso,

é porque no teu se esconde o decoro,

de um querer que vem com reticências.

O tempo que em ti ecoa,

esconde a essência do humano querer,

e o teu é como o meu,

urgente, sem demoras, sem restrições,

um querer de querer feito,

e eu quero-te e tu queres-me.


publicado por canetadapoesia às 23:43
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2015

À roda da fogueira (2013)

 

Crepitavam-lhe as palavras naquele fim de mundo,

sentiam-se solidões nocturnas,

medos escondidos nas labaredas,

da fogueira que os aquecia,

da noite fria de um clima tórrido.

Ecoavam na noite os sons,

que das gargantas secas se soltavam,

no revirar dos olhos se percebia que ela os assustava,

ainda que de bravos e valentes procurassem moldar-se,

mas o barro de que eram feitos,

criara brechas ao longo do tempo.

Juntavam-se apertados, ao calor do fogo ateado,

na fogueira das vidas perseguidas,

que produzia o dia nas suas escuras noites.


publicado por canetadapoesia às 23:56
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Por uns breves momentos (2015-02-08)

 

Foi por pouco, não muito momentos,

mesmo assim,

uma eternidade de sensações.

Olhava o mar calmo,

tão sereno, tão azul,

e nesse momento,

tão fugaz como inesperado,

a comunhão aconteceu.

Estava ali, em pleno horizonte,

o céu por cima da cabeça e,

por baixo de mim o mar imenso,

e por dentro, junto ao coração,

transbordando de ausência terrena,

só Deus,

e eu,

um momento de comunhão,

uns minutos de união,

todavia, uma eternidade na alma.


publicado por canetadapoesia às 02:01
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2015

Um dia (2010)

 

Um dia, um dia verei,

em todas as estrelas do firmamento,

um mundo sem as pontas afiadas da desigualdade.

Um dia verei em cada ponta das estrelas,

o leite e o mel derramando sobre a humanidade.


publicado por canetadapoesia às 15:34
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

Maresia (2013)

 

Porque tu és onda,

que se revolve cresce e espraia,

e eu a maresia que sobe e desce,

num contínuo movimento,

em que o tempo é esquecido.

 

Entre o teu revolver,

me contornas e envolves,

em sucessivas imaginações,

dessa tua água salgada,

e eu, em espuma me tornarei,

na praia de nossas vidas.

 

Cheiras a maresia,

inalo o aroma que vem de ti,

e assim inebriado,

me deixo levar pelo doce vaivém,

das ondulações que me deleitam,

onde outras vidas se darão à criação.


publicado por canetadapoesia às 23:40
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Nada sei de poesia (2011)

 

Mas que poeta sou eu,

se nada sei de poesia.

Que poeta serei se, no que escrevo,

nada mais me sai que o olhar da vida.

Poeta não sou certamente,

mas o que vejo é a vida.

Essa mesma vida que de poeta nos faz um pouco,

nos transforma em loucos,

nos molha os olhos de tristeza e,

ao mesmo tempo,

nos distende os lábios em sorrisos de alegria.

Poeta não sou certamente,

pois nada sei de poesia.

Mas de humano sim,

tenho muito de alegria.


publicado por canetadapoesia às 21:42
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Luminosa (2012)

 

Teimas em entrar-me quarto a dentro,

insistes em iluminar-me os sonhos,

e nestas trevas que atravessamos,

onde as iluminadas cabeças,

se fundiram por excesso de maquiavelismo,

continuas a iluminar-me a noite,

com tanta e brilhante luz,

que sinto o calendário de pernas para o ar,

onde pensava ser a escura noite ,

encontro afinal um dia glorioso,

e do dia nada mais resta que o terror,

o medo de o ver nascer de novo.


publicado por canetadapoesia às 00:21
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

Virtual versos Real (2015-02-05)

 

Quando o virtual se torna real,

atravessa-nos alguma emoção,

quando os amigos que não conhecemos,

nesta realidade que palpamos e

damos de caras com eles,

algo se transforma na alma.

É um prazer que nos enche,

em simultâneo nos abraça o coração.

Hoje foi esse dia,

conheci realmente uma amiga virtual,

que escreve e encanta,

pelas letras alinhadas que imprime,

nos imensos livros editados.

Qualidade não lhe falta,

imaginação, quanta se queira,

e para mim que a leio, prazer imenso,

sempre que mergulho nas suas gratificantes leituras.


publicado por canetadapoesia às 23:54
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