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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

01
Abr15

Sonhos “insonhados” (2014)


canetadapoesia

 

Deserta estava a praia e a criança remexia,

na areia molhada que lhe servia de sonho,

de cada minúsculo grão construía partes do seu castelo,

indiferente ao marulhar das ondas,

que no seu ciclo na praia se deitavam,

esticando-se sobre a areia onde a criança sonhava.

Onde não havia multidão, havia areia e praia,

longa e silenciosa onde se ouvia de quando em vez,

uma gaivota solitária que esvoaçava sobre ela,

levantava os olhos, imobilizava-se por momentos,

logo voltava à areia, construindo o seu castelo,

sonhando os sonhos “insonhados”,

que um dia serão o seu futuro e ali,

na areia molhada os construía.

Corria pela praia e castelos de sonho criava,

sem multidões, sem que a praia estivesse repleta,

sozinha, uma criança sonhava.

01
Abr15

A esta distância (2015-03-03)


canetadapoesia

 

Via coisas e outras diversidades,

a esta distância via tudo,

quero dizer, quase tudo,

porque os muros opacos da visão

corriam as cortinas da escuridão,

então não via o que quereria.

Imaginava coisas, inimagináveis,

coisas de encantar,

coisas de decepcionar,

mas tanta coisa que via.

E a esta distância, eu via,

mas a esta distância nada sentia.

A esta distância não tocava,

e a esta distância,

também não imaginava

que os corações sentem e,

vibram a esta distância,

mesmo que não se toquem,

mesmo que não se vejam.

A esta distância tudo é impossível,

mas a esta distância tudo é possível também.

01
Abr15

Assim te vejo (2015-02-28)


canetadapoesia

 

Corpo moldado pelas máquinas do ginásio,

bíceps endurecidos pelo exercício,

corpo tatuado pelas seringas e tintas da moda,

o super homem dos novos tempos.

Mas onde estavas quando,

homens franzinos despojados do brilho,

dos holofotes da sociedade que te alimenta,

se multiplicavam em forças que não tinham.

Que lhes nascia das gargantas secas,

da alma com que honravam a bandeira e,

nos seus corpos, a única tatuagem,

era feita a ferro e fogo,

por estilhaços de máquinas de matar.

Onde estavas que não te vi.

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