Domingo, 21 de Junho de 2015

Uma vela à distância de um olhar (2015-03-02)



Em branco se reflectia,

no azul longínquo,

da esmeralda em que se transformava.

Um oceano fechado,

um mar limitado encravado,

numa margem imaginária.

Nascem da água os muros,

fechados, duros, de betão e ferro,

de praias nada tinham e,

nesta lonjura da vista,

de água calma e dormente,

se refaziam prazeres,

de poesia, de mar e da navegação das velas,

de ventos sentidos,

de brisas incontroláveis.

Ao longe uma vela branca,

sobre o azul das águas esmeralda.


publicado por canetadapoesia às 21:31
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Sábado, 20 de Junho de 2015

Vida activa (2014)



São vidas e querem ser activas,

mas talvez paradas no tempo,

por um tempo ainda não determinado,

suspensas por um buraco qualquer.

Mas são vidas activas,

que se prendem na inactividade,

por uma força desconhecida,

que os impede de ser gente,

activa e produtiva, para seu bem e,

para bem do País que as acolhe.

Olho para eles, e são jovens, tão jovens ainda,

são o esteio, o sangue, a esperança,

que em nós ressalta do futuro congelado,

não pudemos continuar a assistir impávidos,

a esta sangria desatada,

ao corte dos sonhos desta gente,

que vive e quer ser activo e sobretudo,

quer sonhar que é possível haver sonhos.


publicado por canetadapoesia às 20:58
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2015

Perplexidades (2014-11-11)



Pego nele e pasmo, olho por olhar e penso,

como sendo tão simples, ganha tamanha importância.

Um corpo esbelto, sem grandes saliências

que possam estragar-lhe a figura, singelo e belo.

Esguio, assim se podia considerar e,

Desse corpo com ligeiros arredondados,

um interior oco, mas ocupado por fina criatura,

recheada do líquido essencial à vida,

não eram veias repletas de sangue,

mas ainda assim,

essenciais à vida de quem da escrita faz vida.

A esferográfica que fazia sair,

pela esfera da ponta do canal,

repleto da tinta dessa vida,

as gotas que formavam as palavras,

com que se comunicava com o mundo.


publicado por canetadapoesia às 21:30
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2015

A Europa que sonhei (2014)



Ali estava eu, perante o sonho,

defronte da Europa que sonhara,

e era esta, desta forma, mais ou menos assim,

talvez com ligeiros retoques,

ainda que mínimos, sem grande importância,

mas a Europa que me levou ao sonho,

de um europeu que se quis assim mesmo,

que se meteu a europeu como os europeus,

ainda que mais próximo do Magrebe,

mesmo junto a uma África que,

em estado ainda impróprio, relativamente a esta Europa,

faça também parte deste mundo, com fronteiras ligadas,

com os restantes que da Europa são países e mais ainda,

valores, princípios e cultura aproximadas.

A Europa que eu sonhei.

Esta frase está no que aqui encontrei,

onde as diferenças se esbatem,

não onde se alavancam até não se descortinarem as pontes,

a Europa que propõe a alternativa muito mais ecológica,

dos carros eléctricos que se cruzam nas suas ruas,

ao invés do automóvel poluidor,

e que prefere a felicidade do seu povo,

em vez de apostar na destruição da sua cultura.

Esta é a Europa que eu sonhei.


publicado por canetadapoesia às 23:30
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A lágrima no livro (2014-11-29)



Os livros não choram,

mas fazem chorar.

E se uma lágrima cai sobre uma página,

inunda a palavra,

mancha a página,

aproxima-o do humano,

juntos criam emoções,

exacerbam sentimentos,

abrem corações e,

expandem a mente.


publicado por canetadapoesia às 21:39
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2015

Enrolar na areia (2013)



Reparo que já ao longe te vens encrespando,

apressas-te a chegar à praia,

antes mesmo de te espalhares sobre ela,

cresces e enrolas-te.

Desabas em força sobre a branca areia,

e a tua alva espuma sobre ela se espalha.


publicado por canetadapoesia às 23:23
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Terça-feira, 16 de Junho de 2015

Um dia de novo (2014)



Despertou o sol e nos minutos que o antecederam,

a aurora anunciou-o em cores pintadas no céu.

Um novo dia se aproximava pleno de vida,

cheio de novos caminhos a escolher,

dentre eles os do amor, da tolerância,

do respeito, da amizade e do amor.

E tanto que o mundo precisa deles.

com a urgência que a humanidade exige,

para ser considerada humanidade.


publicado por canetadapoesia às 23:59
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2015

Águas límpidas (2014)



Corria transparente pela bica da fonte,

musicalmente tombava sobre o recipiente que a recebia,

por vezes abrupta, cheia de vigor,

com uma intensidade imparável,

noutras ocasiões, mais lenta,

gota a gota satisfazia as necessidades,

mas límpida, sempre,

porque na sua qualidade de fonte de vida,

nunca se deveria conspurcar,

e perder limpidez da sua transparência,

seria embaciar a vida que dela dependia.


publicado por canetadapoesia às 22:49
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Camões (2012)



Que ias dando cabo de mim,

não tenho dúvidas,

suava as estopinhas para separar os teus cantos,

quase chorava para ler a tua poesia,

no entanto eras Portugal.

Cantaste a gesta deste povo,

encantaste os que deste rincão se fizerem maiores,

e que mesmo assim,

não te valorizaram como merecias.

Camões, o poeta zarolho,

és o poeta de Portugal.


publicado por canetadapoesia às 17:58
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Tempo (2010)



O tempo que passou.

O tempo que passa.

O tempo que passará.

O tempo que nos contemplará.


publicado por canetadapoesia às 12:12
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