Domingo, 14 de Junho de 2015

Slogan’s (2015-01-06)



Bem em frente, na parede,

um slogan,

escrito a branco sobre fundo negro,

Pão mole e uvas, às novas põe lindas e às velhas tira as rugas”.

Logo ao lado,

Quentes e bons”.

Presumindo que se refiram ao mesmo produto,

que aqui, à mistura de outros, se vende em quantidade,

o pão nosso de cada dia”,

apetitoso e guloso e,

a ajuizar pelos slogan’s,

regeneradores da juventude e da velhice.

Acrescentando-se “quente e bom”,

como apelativos ao palato,

à gula e ao prazer.


publicado por canetadapoesia às 21:14
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Caminho florido (2014)



Não quero pensar que é assim,

e nem quero ver o que daí virá,

quero sim, manter a esperança que,

outros perfumados caminhos trilharemos,

que apesar do monstro que nos tolhe,

dobraremos o cabo da Boa Esperança.

E nesta premissa de encantamento,

em que o subconsciente me mantém,

olho à volta e vejo a devastação que se instalou,

neste rincão que outrora floriu e que em Abril,

com ou sem águas mil,

caminharam pelas suas ruas, libertos,

do peso que lhes caía em cima,

e sonharam que era possível,

que o sonho fosse realidade e saísse à rua,

em cada esquina da tortura,

para que ao enfrentá-la, não se desviassem os caminhos.


publicado por canetadapoesia às 00:23
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Sábado, 13 de Junho de 2015

Vergonha (2011)



O que sinto quando as notícias me dizem,

que alguém se queixa, indignado,

porque uns mendigos vivem debaixo dos viadutos,

rodeados das tralhas que a vida lhes deixou como prémio?

Vergonha!

Porque gente que se senta no quente das suas lareiras,

ladeada pela comodidade que o dinheiro paga,

protegidos da chuva e do frio,

devia ter vergonha de fazer estas denúncias.

Será este o mundo do futuro de que tanto se fala?

Serão estas as pessoas que pontificarão nesse,

longínquo e tão próximo universo?

Não quero estar presente,

não quero participar nesta falta de solidariedade,

tenho vergonha deste País que assim procede,

tenho muita vergonha desta gente que o habita.


publicado por canetadapoesia às 11:32
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2015

Sem saber (2015-02-04)



Não sabes, nem eu e a diferença é que,

tu queres saber, conhecer,

e eu não, não quero.

São coisas que me perpassam

pelo olhar distante do desinteresse,

na forma como as entendo,

fugazes, sem história,

nenhum passado e futuro algum.

Portanto, se queres saber,

se porventura te interessa,

se o estares ao corrente te faz feliz,

vai em frente, procura o que queres,

que eu, por mim, cá na terra onde me encontro,

não farei esforço algum.

São simples e fugazes,

trocas de mimos entre quem

gosta mesmo de coscuvilhice.


publicado por canetadapoesia às 23:28
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Porque me encerro (2014)



Propriamente dito, por opção,

encerro-me porque quero,

e se assim o desejo,

de imediato o concretizo.

Encerro-me pois!

Não me apetece conversar,

muito menos ver gente,

encerro-me na minha concha,

fecho as portas e até corro as cortinas,

só para não ver, nem sentir.

Porque quero e desejo!

Encerro-me a esta gente.


publicado por canetadapoesia às 18:58
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2015

Inexplicável (2012)



É uma sensação estranha,

não consigo defini-la,

um misto de alegria e apreensão.

Uma alegria por ter nascido tão naturalmente,

uma apreensão pelo desconhecido de quem o vai ler,

se gostam, se não gostam,

se é bom, se é mau,

não sei, dirá quem o ler.

Para mim foi bom, foi excepcional,

mesmo sabendo,

que a partir do momento em que veja a luz do dia,

deixará de ser meu,

será do mundo que o rodeia,

das pessoas que por ele nutrirem algum carinho.

Mas é um livro de poesia,

um livro que não segue as regras,

que se centra nas palavras que a alma cria e o coração dita.

O meu livro de poesia.


publicado por canetadapoesia às 19:38
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Domingo, 7 de Junho de 2015

Sombra (2014)



Perguntaram-me um destes dias,

Que fazes agora?

Como ocupas o teu tempo?

Encosto-me aos muros,

faço sombra, respondi.

Mas só quando faz sol,

porque quando não faz,

evaporo-me nas neblinas da vida.


publicado por canetadapoesia às 21:55
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Sábado, 6 de Junho de 2015

E no entanto roda… (2014)



E no entanto a terra roda,

a vida continua e o mundo não pára.

Mas para onde caminha esta humanidade?

Que destrói os sonhos,

espezinha as gentes,

despreza a civilização,

e determina a ignomínia,

da fome e das necessidades,

daqueles que deveria amar,

que deserda os herdeiros da terra,

deste mundo que sem eles nada seria,

que universo será este,

sem os seus filhos dilectos?


publicado por canetadapoesia às 23:43
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Se dúvidas houvesse (2014)



Aqui o digo e fica escrito, não sou flor que se cheire,

não por que seja “mauzinho”, mas por outras e variadas razões.

Porque me deixo emocionar facilmente e,

as necessidades dos outros doem-me como minhas,

tudo dou a quem precisa, até ser um necessitado também.

Porque sou um “despassarado”,

perdendo-me nos mais iluminados caminhos,

não ligando às setas que mo indicam,

pela simples razão de que também não vejo os índios.

Porque me perco em divagações da alma,

deixando ao mais puro abandono

as realidades terrenas que me cercam.

Mas afinal nada disto é importante, nem sequer preocupante,

porque tenho um anjo na terra,

para além dos que no céu se esforçam por me ajudar.

Mas o anjo terreno, que sempre está a meu lado,

preocupa-se comigo, demasiado, eu acho,

e nem sequer lhe agradeço,

pois tudo o que faz é de coração,

tão grande que mal lhe cabe na alma.

Ingénuo e “despardalado” me confesso e aqui mesmo, por escrito,

deixo o meu eterno agradecimento.

Obrigado meu anjo, ou será melhor minha “anja”?


publicado por canetadapoesia às 20:09
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Sorrisos (2013)



Passaram por mim sorridentes,

cheios de esperança de futuro.

Indiferentes às intempéries da vida,

caminham ao encontro do inesperado.

Sorriem isentos de culpa,

sorriem às suas expectativas.


publicado por canetadapoesia às 00:01
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