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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

02
Ago15

Sendo assim (2014)


canetadapoesia



Nada a fazer, o que tem de ser tem muita força e,

sendo assim,

que se há de fazer? Nada.

Seguir as coisas e deixar andar.

Depois de um dia de sábado a comer,

um domingo em que ao almoço,

o prato forte do dia é feijoada.

Nada a fazer e,

sendo assim,

toca a atacá-la antes que nos ataque.

Para entrada e afinação da garganta,

umas caipirinhas fresquíssimas,

logo a seguir a lauta dita e,

para finalizar em grande,

uma rodada de doces de sobremesa.

Sendo assim,

só nos resta uma soneca,

para descansar de tanto esforço.

01
Ago15

Se olhar para o alto (2014)


canetadapoesia



Nem preciso de esticar o pescoço,

basta-me levantar a cabeça,

olhar para lá do meu restrito horizonte,

onde nada vejo, nada distingo.

E o que vejo quando me exercito,

elevando o pescoço ao alto?

Vejo o mundo que sonhava viver,

vejo a paz que busco pela tolerância,

vejo que olho a utopia e só encontro a realidade,

vejo que tenho vivido enganado e não queria,

vejo que ainda espero e acredito

nesta esperança que me atola,

nesta visão de visões feita,

que me consome a esperança,

de que um dia este mundo,

seja o que dele esperava,

composto de paz, de tolerância e,

do amor que entre iguais devia florescer.

01
Ago15

Foi então que reparei (2014)


canetadapoesia



Após muito olhar,

insistindo no focar da vista,

sobre aquele horizonte,

foi então que reparei,

que nada de real tinha comigo.

Quando me apercebi,

da imagem que ia passando,

diante destes incrédulos olhos,

foi então que reparei que,

estava a criar a minha própria paisagem.

Foi então que reparei que,

as paisagens diante dos olhos,

não são mais que as criações,

dos sonhos de cada um.

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