Sábado, 31 de Outubro de 2015

Assim que a lua se iluminar (2015-10-31)

 

Quando a noite se fizer anunciar,
ao cair do dia,
na esquina ao fim da rua,
aí te espero.
Assim que a lua se iluminar,
não tragas a mala,
vem só contigo,
sobre a pele só o teu aroma,
que aspirarei com ardor.
Viajaremos no tempo,
para longe,
uma lua ainda não descoberta
espera por nós, e ali,
nos confins do universo,
criaremos o nosso próprio.
Voaremos entre as suas nuvens,
com as asas que o amor nos colocar.


publicado por canetadapoesia às 22:06
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

O buraco (2014-11-29)

 

Encontrei um vazio,
um buraco,
suficientemente grande,
escuro e silencioso,
penetrei-o inteiro.
No seu interior me arrumei,
escondi-me do mundo,
e não saio do meu buraco,
para não perder a sua proteção,
nem o silêncio com que me protege.


publicado por canetadapoesia às 22:25
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Se o silêncio … (2014-11-28)

 

 

Se o silêncio não fosse só a ausência de ruído,

se o silêncio fosse também a ausência de palavras.

Como se escreveriam livros?

Onde ficaria a poesia?


publicado por canetadapoesia às 20:42
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015

Assobiando (2015-09-15)

 

 

Passas bruto,

assobiando,

por vezes leve,

uma brisa,

levas e trazes,

de longe ou para mais além,

sopras desenfreado

e acalmas desnorteado.

Sinto a fúria das tuas entranhas,

do teu deambular me recolho.

Sinto o bafo do teu sopro

quando do sul me chegas,

regozijo-me com o calor

com que envolves o meu corpo,

e dos cheiros que transportas

nasce a vida que vais soprando.


publicado por canetadapoesia às 23:34
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Escrever poesia (2015-10-03)

 

Para escrever poesia,
não preciso de nenhum estado de alma,
não preciso de estar triste,
nem nenhuma alegria especial.
O que eu preciso mesmo é de um “gatilho”,
não daqueles que conhecemos como mortíferos,
nada disso, é um simples despoletar,
um soltar de amarras que me liberte a imaginação.
Basta por vezes um olhar sobre algo,
um escutar de um som, uma conversa,
e aí está o vento, a meus ouvidos sussurrando,
palavras que me encantam,
frases que fazem sentido,
ainda que por vezes inverso,
mas sempre uma poesia nestes ouvidos,
sons inconfundíveis vindos do céu.


publicado por canetadapoesia às 18:58
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

Não suporta (2015-10-27)

 

Porque um olhar desperto,
percorrendo a vida que nos cerca,
se arrepende de um vislumbrar de tristeza,
não suporta tamanha dor,
desmaia em ruidosos prantos
de lágrimas secas que o ar transforma,
desaba em águas que turvam,
e gota após gota,
cria o mar de desespero,
que a vida tem dúvidas em justificar.


publicado por canetadapoesia às 20:55
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2015

As Princesas (2014)

 

 

Hoje são duas, duas princesas,

mais a rainha mãe, é claro,

e não uma rainha qualquer,

esta tem uma responsabilidade acrescida,

é a mãe de duas belíssimas princesas,

daquelas que hão-de fazer para o transito,

que me obrigarão a adquirir uma caçadeira para afastar os atrevidos.

Será simplesmente mais um momento de felicidade.

Apanhar uma na escola, brincadeira até casa e outras coisas mais,

como a preocupação que se mantenha na cadeira,

que não fuja das correias que a seguram,

que não me dê com o guarda-chuva na cabeça,

enquanto tento, em segurança, levá-la até casa,

olhar para elas, pegar na mais pequenina que me olha atrevida,

com aquele olhar desafiador, já ameaçando que mas vai pregar,

mas eu, embevecido de a ter na mão,

emocionado com o milagre da vida,

deixo-lhe em cima das vestes de princesa,

duas lágrimas de felicidade.


publicado por canetadapoesia às 23:31
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Custa cada vez mais (2014)

 

É que custa muito, cada vez mais,
fico exausto, descontrolo-me,
já não suporte com facilidade,
a presença de outros humanos,
quero o silêncio que me ensurdece,
ouvir os pássaros sem interrupção pela voz humana,
sou um bicho do mato,
habituado ao rumor do vento nas árvores,
sentindo o rastejar das serpentes,
ou o borbulhar do jacaré quando vem buscar ar,
e estou a piorar com os anos.
Quero viver no campo, longe da civilização,
acordar com o ruído do sol a nascer,
adormecer com o ronronar da lua sobre mim,
escutar o som das plantas a crescer
e o chilrear da passarada ao fim do dia.
Quero muito o silêncio que minha alma anseia e que,
na cidade ruidosa não consigo encontrar.


publicado por canetadapoesia às 00:37
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Domingo, 25 de Outubro de 2015

Pelas ruas de Lisboa, o mundo (2010)

 

Por estas avenidas,
pelas suas ruas,
pelas vielas incontáveis,
encontro o mundo neste cantinho.
Viajo pelas Índias,
passo pela Oceânia,
dou um pulinho à China,
deparo-me com as Américas,
dou de caras com África.
E tudo isto num passeio por Lisboa,
que é coisa boa, todos o sabem,
e por isso aqui se juntam,
vindos de todos os lados deste globo terrestre.
Que lindo é sentir este pulsar de culturas,
esta variedade de gentes,
este arco-íris de cores.
Que linda esta Lisboa.


publicado por canetadapoesia às 22:37
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Ao vento, ao sol e à lua (2010)

 

Deixo ao vento a liberdade de me levar,
por aí, descendo ruas, subindo colinas,
andando pela cidade.
Deixo ao sol a capacidade de me aquecer,
nos dias frios de inverno que aí venham,
enquanto ando pelas ruas da minha cidade.
Deixo à lua a facilidade com que a sua luz me comove,
quando à noite me debruço na janela,
e nela deposito meu olhar.
Deixo a estes três elementos essenciais à minha vida,
o apreço por me manterem vivo e de alma desperta,
para o mundo que me rodeia,
e para o amor que me encanta.


publicado por canetadapoesia às 12:02
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