Domingo, 4 de Outubro de 2015

Pirilampos da noite (2015-07-16)

 

 

É a escuridão que nos envolve,

é o manto de silêncio que nos cobre,

e do alto deste breu em que só o pirilampo faz luz,

de tempos a tempos,

e se desvanece ante nossos olhos,

brilhas como nunca te vi antes.

Sobre mim, o brilho estonteante de Vega,

a 90º tenho Virgem, a minha constelação,

regente do signo que me define.

Entre ambos, aparece Escorpião,

com a sua característica figura,

um pouquinho mais abaixo, Antares,

a estrela que brilha impávida e clara,

como se da noite fizesse um dia,

e em sol, se transformasse.

Levanto a cabeça, çogo atrás,

a enorme Ursa Maior, Marte, Neptuno,

a seguir a Ursa Menor e a noite,

mágica e silenciosa, se transforma,

em iluminações que só o campo permite,

e no cimo da montanha,

desta Galícia que de Portugal nada lhe falta,

depois de ver o sol deitar-se,

em clarões de vermelho alaranjado,

perco-me na Cassiopeia,

quase oposta a um Capricórnio,

que ainda não existe em iluminação.

Noites de silêncio e luminosidade,

que do mundo retiramos encantados,

do cimo desta montanha galega.


publicado por canetadapoesia às 00:19
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Sábado, 3 de Outubro de 2015

Porque sinto falta (2015)

 

Não sei mas sinto falta,
sinto a tua falta,
e quando não estás,
cresce um vazio em mim,
e quando estás enches o espaço,
e eu queria silêncio,
mas fazes-me sentir vivo,
e isso eu não posso pagar,
porque sinto a tua falta,
quando não estás por perto.


publicado por canetadapoesia às 19:35
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Reflexo (2015)

 

Olho para ti e vejo
a vasta e imensa desilusão
que a sociedade,
que te deve protecção, amparo e cidadania,
reflecte nesses olhos de água marejados,
vazios e distantes,
num rosto que devia ser de juventude e esperança.
Choro interiormente, em silêncio,
porque as lágrimas do meu sal,
se soltam directamente do coração.


publicado por canetadapoesia às 00:31
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

Vibrando com o som (2015)

 

Na sala escura onde o silêncio imperava,
soltavam-se os acordes,
vibrava o corpo, alegrava-se a alma.
Em cada nova nota uma trepidação acrescida,
sem força, sem peso, leve.
Só plumas connosco deleitadas,
se igualariam a esta sensação,
de uma leveza que nos eleva,
amachucando-nos em simultâneo.
Vibram os tendões a cada nota emitida,
e no conjunto da sinfonia,
vibra-nos o corpo e a alma,
sentimos a música,
como bálsamo da vida.


publicado por canetadapoesia às 01:52
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015

Por cada dia de vida (2015-09-29)

 

 

Por cada dia a mais que ainda me reste,

pelos minutos mais pequenos que possa ter,

nunca poderei ter maior satisfação,

maior sensação de amor e carinho,

que aqueles momentos em que,

juntos perdemos a razão,

juntos encontramos o momento,

juntos sentimos a satisfação

a emoção e a comoção do momento,

com ou sem disparates

que nisso o avô também alinha.

E são caretas, brincadeiras e aventuras,

inocentes já se vê,

mas os olhares, os abraços e os beijos,

são o cumular de toda a emoção,

e nisso sente-se o bater do coração.

Por cada dia de vida que ainda tenha,

estes serão sem dúvida os meus momentos.


publicado por canetadapoesia às 00:27
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