Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2015

Espírito de ano novo (2014-12-31)

 

 

Envolvamo-nos neste espírito de ano novo,

que o velho já lá vai,

não deixou saudades nem sequer,

nos queremos lembrar dele.

Fiquemo-nos pelo novo,

que aí vem cheio de incertezas,

mas tão repleto de esperanças que,

acreditamos sinceramente,

que é novo em todos os seus aspectos,

um ano a estrear,

ainda sem defeitos,

um ano novo que podemos moldar,

à vontade dos nossos desejos.


publicado por canetadapoesia às 11:33
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

Numa noite quente de verão  (2015)

 

 

E se numa noite quente deste verão Lisboeta,

numa qualquer praça desta bela cidade,

onde a lua não apareceu com uma única desculpa,

não queria distrair ninguém, e assim, por trás de uma nuvem,

escondida dos olhares humanos,

assistiu a um belíssimo espectáculo.

Um concerto ao ar livre e a praça repleta de gente faminta,

de cultura e música erudita,

brilhava à luz dos holofotes.

Os músicos informalmente vestidos, divinamente inspirados,

proporcionaram o sonho de uma noite de verão,

música para todos,

excelente momento com várias e diversas peças musicais,

que encheram o coração de quantos a ele assistiram,

transbordaram a alma de portugueses e estrangeiros,

que em silêncio, quase em oração,

num recolhimento extraordinário a absorveram,

estou certo que foi uma noite de felicidade.


publicado por canetadapoesia às 22:22
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Negros (2014)

 

 

Negros e brilhantes,

misteriosos e curiosos,

os olhos que o futuro

terá como testemunha,

os teus olhos negros.


publicado por canetadapoesia às 19:31
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Meninas Jesus (2015-12-25)

 

 

Não nasceram nas palhinhas de um estábulo,

nem nas terras quentes da Palestina,

foi aqui, neste torrão, à beira mar plantado,

mas com o mesmo carinho e amor

que o menino teve em Belém.

Para elas a mesma veneração

de quem é pequenino e precisa de crescer,

bem, amparado e seguro,

com o calor que o coração permite.

Para elas, como foi para nós,

este será também um dia importante,

porque na sua tenra idade,

nada mais vêem que o sabor dos presentes,

que embrulhados a preceito,

brilhantes e lustrosos,

lhes fazem a delícia da noite.

As minhas meninas Jesus, que me enchem os olhos,

afagam o coração e alegram a alma.


publicado por canetadapoesia às 00:41
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015

Universo (2011)

 

 

Do universo só conheço os planetas e as estrelas.

Procurando dentre todas a que mais brilha,

amiúde me revejo, em noites muito escuras ou enluaradas,

calcorreando os caminhos da procura.

Sempre em vão esta busca.

Já que a mais brilhante,

a que me ofusca com o seu clarão,

de todas as estrelas a mais apetecida,

se encontra aqui bem perto do coração.

Um dia hei-de mostrar-lhe as estrelas do universo.


publicado por canetadapoesia às 22:26
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015

Sobrevoando (2013)

 

 

Por cima, olhando-te dos céus,

na tua sonolência madrugadora,

no descanso do guerreiro que há em ti,

e eu por cima, sobrevoando-te,

ainda o dia se espreguiçava e a noite,

em acentuada decrepitude,

ia acendendo os raios de um sol,

que ao longe se anunciava.

Olhava para baixo, extasiado,

e tu, cidade, dormias o sono dos justos,

ainda que a injustiça seja a tua constante,

mas dormes, dormes a noite dos justos,

e enganas os que em ti confiam,

mas desta altura em que me encontro,

e tu não passas de um amontoado de luzinhas,

pequenas e brilhantes, estás em paz.

Lisboa na madrugada de um adeus,

que será breve, rápido,

mas que servirá para recordar,

a saudade da sua beleza imortal.


publicado por canetadapoesia às 23:14
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Um horizonte (2013)

 

 

Para a frente,

quilómetros de asfalto,

à direita e à esquerda,

campos a perder de vista,

por cima o azul brilhante deste sol de verão.

Não paro,

sigo em frente,

calcorreando o silêncio da estrada solitária.

Hei de atingir o final,

em algum momento lá chegarei.


publicado por canetadapoesia às 15:13
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Braços abertos (2013)

 

 

Do alto do seu pedestal,

braços abertos à cidade,

que do outro lado do rio,

se acolhe à sua protecção.

Olha tranquilo o rebanho,

que das suas palavras fez caminho,

e que delas ainda retira,

os trilhos que a vida,

decidida ou aos solavancos,

vai criando e desbravando,

nos caminhos do presente,

e com os olhos brilhantes de futuro.


publicado por canetadapoesia às 01:34
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Sábado, 26 de Dezembro de 2015

Duas pérolas (2015)

 

 

É sempre uma emoção,

estar com uma ou com outra,

mas com as duas é felicidade.

A mais nova sossegadinha que ainda mal se mexe,

a outra, mais velha,

quase não pára e anda que desanda,

mexe e remexe, pinta e repinta,

trinta por uma linha.

No conjunto das duas,

umas pérolas que me emocionam,

que me enchem de prazer de estar com elas,

com ou sem confusão.


publicado por canetadapoesia às 19:49
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Sonho-vos (2015)

 

 

Assim vos vejo e anseio,

que não verei talvez seja certo,

mas que o sonho, é a realidade,

desta alma que com amor,

e todo o carinho do mundo,

vos enlaça pelo coração,

cansado, sem dúvida,

mas sonhador e esperançoso.

Quero-vos no mundo,

Que só o sonho constrói,

e o meu tece-o para vós,

com fios de fina prata,

cravejada de esmeraldas,

do verde mais cristalino,

para que o futuro,

que vos sonho e anseio,

seja da mais pura transparência,

e vos encha a alma,

da mais translúcida esmeralda.


publicado por canetadapoesia às 00:00
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