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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

25
Dez15

Sei de antemão (2015-12-23)


canetadapoesia

 

 

Sim sei, sei de antemão como vai ser!

Vai passar o almoço a assediar-me,

logo atrás a mais pequena,

que é uma sombra da mais velha.

De perguntar-me-á das prendas,

o que eu acho do Pai Natal,

e sentada no meu colo enquanto almoço,

vou ter dificuldade em suster as duas,

falando uma e algaraviando a outra,

mas sempre a olhar para a árvore de Natal,

sempre com os olhos nos embrulhos,

que à sua volta enchem o espaço do carinho,

que por estas princesas nos enche o peito.

Sem desarmar vais perguntar,

o que julgo que está dentro das caixas,

daquelas embrulhadas em “popotas”,

e eu direi, como de costume,

depois de comerem tudo vamos abrir os sonhos.

23
Dez15

Belém sem presépio (2015)


canetadapoesia

 

 

Percorri a cidade,

segui a estrela,

ziguezagueei pelas ruelas e,

finalmente encontrei-a lá para os lados de Belém,

mesmo junto à famosa torre.

Com surpresa e apesar da intensa busca a que me propus,

não encontrei o Deus menino,

não encontrei Maria e nem sequer José.

Quase desiludido resolvi abandonar as buscas e o local,

quando de repente me lembrei que Belém podia não ser aqui,

podia não ser esta mas outra mais longe,

lá onde de facto nasceu o Menino,

rodeado pelos seus progenitores e até pelos animais.

Nesta Belém que visitei não encontrei nada,

mas é certo que os animais andavam por ali,

mas sem brilho, sem presépio.

22
Dez15

O sonho e a realidade (2010)


canetadapoesia

 

 

Um sonho aqui,

outro mais ali,

vamos empilhando os sonhos,

todos os que sonhámos.

Se não se realizam?

A maioria deles não passa disso mesmo,

sonhos que não se realizam.

Mas acontece quando,

a realidade da vida bate de caras connosco.

Sonhar sem olhar à realidade,

aí reside o verdadeiro sonho.

Mesmo que tenhamos de os empilhar todos,

mas sonhar, sonhar sempre.

20
Dez15

Num domingo, as letras (à minha amiga Filipa Epifânio) (2015-12-13)


canetadapoesia

 

 

Qualquer altura é boa para as letras,

porque elas enchem-nos os dias,

mesmo os que parecem vazios

e quando não lhes encontramos sentido,

vêm as letras e lentamente,

devagar, tão devagar como quem lê um livro

e se extasia e excita com o seu conteúdo,

abresse-nos um sol que encandeia.

Um livro pode ter dentro de si

todo um universo, uma galáxia,

e mesmo, tantos mundos diferentes.

Como hoje, domingo, não uma estória,

mas um livro delas, cheio de diversidade,

repleto de corações que se abrem,

que se enchem de outros mundos,

de estórias que nos enchem a alma,

do livro que nos traz ao ser

um mundo quase perfeito,

que devemos agradecer aos escritores,

que como a de hoje, fazem escrita,

sem grandes e outras preocupações,

que pintar-nos um mundo cinzento

com as cores de um arco-íris

de palavras deslumbrantes.

18
Dez15

Gosto (2015-12-14)


canetadapoesia

 

 

Gosto quando a noite chega,

de mansinho e escura como breu.

Gosto quando o silêncio me acolhe,

envolvendo minha alma.

Gosto quando perante a multidão,

sou eu, e no seu centro nada vejo ou ouço.

Gosto quando a vida me devassa,

pensamentos e sentimentos.

Gosto quando cruzo os braços,

e sinto a brisa do mar invadir-me.

Gosto quando me sento,

e olho lá longe a lua sonhadora.

Gosto quando fecho os olhos,

e a vida me sussurra baixinho aos ouvidos.

Gosto quando a vida e a felicidade,

por vezes, me adoçam a existência.

15
Dez15

Amor incondicional (2013)


canetadapoesia

 

 

Que leve me parecias,

e tão pequena que cabias na palma da minha mão.

Enrugadinha ainda,

já com umas mãos enormes,

uns dedos compridos como os de um pianista.

O calor que o teu corpo emanava,

envolveu-me os braços que te seguravam,

e a comoção que criaste foi tal,

que contigo ao colo me senti pequenino,

face ao milagre da vida que tinha entre mãos.

És linda e eu amo-te,

como se te conhecesse há muito tempo,

sou feliz por tantas e tão belas bênçãos,

que chego a pensar que as não mereço,

mas tu, que agora aqui chegas,

a este mundo que te é hostil,

mas que estou certo saberás moldar,

mereces tudo o que de bom existe,

e se for o caso, de mim poderás dispor por inteiro.

14
Dez15

No caminho (2010)


canetadapoesia

 

 

Com calçadas e linhas de eléctricos,

desactivadas na maioria.

Sob os pés espreitam buracos,

nos prédios decrépitos,

se notam renovações.

A beleza da cidade,

que coberta de sol,

expande o brilho,

muito além dos Pirenéus,

muito para lá dos oceanos.

13
Dez15

A guitarra (2011)


canetadapoesia

 

 

Gemia em sonoros trinados,

som límpido, sonoridade forte e excitante,

que se fazia ouvir na tarde da cidade.

Dedilhada com mestria e saber de quem da arte faz vida,

de quem da vida faz arte,

e gratos pelo momento,

sorrateiramente nos esgueiramos para o interior do pátio,

em pé, sentados no chão ou nas cadeiras disponíveis,

deliciamo-nos com a maravilha da guitarra portuguesa,

única no mundo, única no som,

presente na saudade e na presença,

o som da Alma Lusitana.

13
Dez15

Num domingo, as letras (à minha amiga Filipa Epifânio) (2015-12-13)


canetadapoesia

 

 

Qualquer altura é boa para as letras,

porque elas enchem-nos os dias,

mesmo os que parecem vazios

e quando não lhes encontramos sentido,

vêm as letras e lentamente,

devagar, tão devagar como quem lê um livro

e se extasia e excita com o seu conteúdo,

abresse-nos um sol que encandeia.

Um livro pode ter dentro de si

todo um universo, uma galáxia,

e mesmo, tantos mundos diferentes.

Como hoje, domingo, não uma estória,

mas um livro delas, cheio de diversidade,

repleto de corações que se abrem,

que se enchem de outros mundos,

de estórias que nos enchem a alma,

do livro que nos traz ao ser

um mundo quase perfeito,

que devemos agradecer aos escritores,

que como a de hoje, fazem escrita,

sem grandes e outras preocupações,

que pintar-nos um mundo cinzento

com as cores de um arco-íris

de palavras deslumbrantes.

13
Dez15

Angústia (2010)


canetadapoesia

 

 

Quando no silêncio da minha angústia,

me deste o carinho do teu amor,

esqueci as tormentas,

deitei fora as traições,

pus de lado a maldade,

que não constava no meu coração.

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