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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

04
Dez15

Corpo acima, corpo abaixo (2015-12-04)


canetadapoesia

 

 

Ali se espremiam e aspiravam,

num banco de jardim,

ao frio e ao vento, que o amor,

produz calor suficiente

para tudo isto ultrapassar.

Eram mãos que percorriam

corpos incandescentes, ao rubro,

indiferentes a quem passa,

ignorantes a quem olha.

O prazer do amor fortuito,

na idade de todas as inocências,

talhando nos corpos entrelaçados,

a marca de tabus ultrapassados,

pelas mãos ávidas de quem,

sem tempo para o ter guardado,

desfilava em loucas correrias,

corpo acima, corpo abaixo.

Entre lábios se cingiam

amores e prazeres,

que os corpos já em excitação,

não conseguiam suster,

entre abruptas convulsões

e as mãos, sem descanso,

corpo acima, corpo abaixo.

03
Dez15

Senti-te em mim (2010)


canetadapoesia

 

 

Quando a tua pequena mão,

no meu dedo se enrolou,

senti um fugaz relâmpago,

que meu coração iluminou.

E dessa vida que já é vida,

veio a sensação de que entre nós,

algo se havia trocado,

ainda não um olhar,

mas uma pequena comoção.

Finalmente conhecemo-nos,

carne com carne,

coração a coração,

e nesse preciso momento,

apaixonei-me por ti.

02
Dez15

A mola (2010)


canetadapoesia

 

 

A mola que prendia a roupa no estendal,

à primeira vista não mais que uma mola.

Olhei para ela e distingui as suas formas,

engenhosa, pensei, voltei a olhar,

peguei numa e manuseei-a.

Quem diria que um objecto tão simples,

mas com “design” e muita imaginação,

tinha tão grande utilização!

Um objecto inventado por mão experiente,

que segurava a roupa,

e a deixava vagar ao sabor do vento.

Uma simples mola de roupa.

mas sobretudo uma demonstração,

da capacidade inventiva da humanidade.

02
Dez15

Da nostalgia (2015)


canetadapoesia

 

 

Cinzentão, húmido, meio triste,

a atirar para o nostálgico,

a pedir reflexão sobre a existência,

de pacatos humanos sobre a terra.

 

Não deixa, no entanto, de ser mais um dia de Lisboa,

felizmente não são todos assim.

 

Nalguns, a maioria, brilha o sol,

esquecemos a nostalgia,

banhamo-nos de luz quente e acolhedora,

sentimos a existência pecadora de que somos feitos.

01
Dez15

Essa voz (2015)


canetadapoesia

 

 

Essa voz longínqua,

que pelo silêncio do campo,

se distingue sobre os outros sons,

é a voz do solitário,

que do amanho da terra,

cria a sua sobrevivência,

e dela, com árduo trabalho e carinho,

retira uma infinita felicidade.

01
Dez15

Terça-feira (2015)


canetadapoesia

 

 

São sagrados estes dias, semanalmente,

são os dias das minhas Bichinhas.

Por muito que me reprima,

acabo sempre em ânsias,

vou buscá-las mais cedo que o desejado.

É a prerrogativa de ser avô,

não respondo ao correctamente político,

mas sim ao apressado coração.

Vê-las correr para mim, abraçar-me,

pelas pernas que não chega mais alto,

é o supremo prazer do dia.

Depois, é a brincadeira, as histórias inventadas,

o jantar e o banho a seguir,

o carinho e amor das Terças-feiras das minhas princesas.

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