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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

23
Abr16

Por este livro adentro (2016-04-23)


canetadapoesia

 

 

Assim aconteceu, no dia do livro,

abri-o de novo,

fazia tempo que não lhe mexia

e de dentro daquelas páginas

saíram letras e palavras que

já nem me lembrava de ter escrito.

Continuei a leitura por mais uns minutos

e revivi toda a emoção que foi contar uma estória,

aquela estória.

Memórias reunidas e transformadas em letras,

em palavras com significado,

uma saga contada com palavras de carinho,

um livro humano, de amor e com amor,

um livro, o meu livro,

revisitado e relido no dia do livro.

22
Abr16

Azul (2016-01-29)


canetadapoesia

 

 

Porque é azul o céu?

E o mar, que tão depressa o é

e outras vezes não?

E os pássaros que por aqui voam

e os peixes que por lá nadam?

Porquê?

Porquê isto tudo?

Porque somos humanos,

animais que pensam e sentem,

o belo, a dor, o mundo!

Por isso questionamos,

por isso perguntamos

e à falta de melhor,

também respondemos.

Somos humanos,

animais que sentem a dor,

que amam o belo!

Simples seres humanos.

22
Abr16

Deitar-me com ela (2016-04-22)


canetadapoesia

 

 

Que prazer indescritível,

olhá-la de baixo para cima

apreciar os seus contornos

e sempre que possível,

deitar-me com ela.

Adoro-a de várias formas,

mas quando a vejo assim bojuda e cheia

plena de sorrisos e encantos,

perco-me nela,

e rebolo na cama para ajustar posições,

escolher a melhor para dela disfrutar,

senti-la em mim assim tão plena.

Ela não se faz rogada e abraça-me,

rodei-me o corpo e deixa-me sonhar,

e eu encho a alma do prazer de a ter comigo

ali na minha cama plena do calor

que o corpo aconchegado liberta.

Adormeço no sonho de com ela acordar,

uma impossibilidade,

já que o dia a troca pelo astro rei

que a apaga dos meus sonhos,

esta lua que me encanta e por quem me apaixono,

cheia e redonda,

que me entra pela janela,

para me aconchegar o sono.

21
Abr16

A taça (2016-04-19)


canetadapoesia

 

 

Não era especial, mas era bonita,

gostava dela,

sobretudo pela elegância do traço,

mas era só uma taça,

onde guardava os chocolates,

as sombrinhas de chocolate,

tão apreciadas por lindas princesas.

Até já tinha imaginado que,

um destes dias,

naquela ânsia de lhes chegar,

de os escolher, este é meu e este da mana,

haveria de ter um fim a taça,

cair do seu pedestal,

partir-se e estilhaçar-se.

Não tardou e hoje foi o dia,

caíu e espalhou-se pelo chão,

e da taça restaram pedacinhos de vidro,

nas mãos, seguros e apetitosas,

as sombrinhas de chocolate,

que haveriam de ser gulosamente apreciadas.

A taça, afinal tinha valor,

mais do que eu suspeitava,

valia a emoção de saber que ali estava

para me iluminar o coração,

sempre que as princesas nela buscavam,

os chocolates do seu encanto.

21
Abr16

Iluminado (2016)


canetadapoesia

 

 

Pelas ruas desta cidade,

caminhando a passo de cão,

levanto os olhos para a imensa iluminação,

que sobre mim cai nesta noite de quase primavera.

Vejo e revejo esta lua enorme,

que nesta noite nos brinda com o seu olhar brilhante,

sentindo que ali, bem longe daqui,

talvez a vida seja mais humana que na terra,

que a tem desumanizado.

20
Abr16

Linda é a amizade (2016-04-20)


canetadapoesia

 

 

Quando inesperadamente,

a nosso lado se posta uma amiga,

só porque nos viu passar,

mesmo ali,

à frente da janela do seu trabalho

e nos propõe um café com palavras,

entremeadas pela satisfação do encontro,

isto é amizade,

daquela que nos lava a alma,

que nos deixa o coração satisfeito

e pela emoção de que a amizade,

pode ser e acontecer e,

quando é pura e de vontade própria,

tudo é possível.

Com o carinho de que o coração se apossou,

aqui lhe deixo um abraço,

um obrigado e um agradecimento.

20
Abr16

Rebelde gulosa (2013)


canetadapoesia

 

 

Não queres e pronto! Mas insisto e chamo,

tento-te com palavrinhas mansas,

nada, estás a fazer os teus trabalhos,

não desgrudas das pinturas e hieróglifos,

que com o brilho estampado nos olhos,

me presenteias com um prazer estonteante.

Vem, vai ao bolso do avô,

procura e vê se há lá qualquer coisa que te agrade,

e com o ar inquiridor de surpresa que montas no rosto,

decides-te pela investigação e,

lá vais com uma corridinha rápida,

metes a mão, vasculhas o interior,

encontraste qualquer coisa,

olhas-me e sorris ao mesmo tempo que a retiras,

é então que desses olhos sai, sem mais palavras,

um sorriso guloso pelo chocolate encontrado,

corto-te a rapidez e arremeto, quase em vão,

só depois de comeres, só depois de pedires à tua mamã,

qual quê, já é tarde, a primeira trincada já lá vai,

e lambuzada terminas o prazer de uma coisa doce.

18
Abr16

Fazemos assim… (2013)


canetadapoesia

 

 

Agora fazemos assim avô,

ficas com o meu gelado um bocadinho,

eu fico com o teu um bocadinho.

Hum! O teu gelado é muito bom avô,

podes ficar com o meu mais um bocadinho?

18
Abr16

Ao fundo, o sol (2016-04-16)


canetadapoesia

 

 

Ao fundo via-se o mar

o sol batia-lhe em cheio

e brilhava num esplendor estonteante.

Para tocá-lo,

bastava descer a ladeira,

estender a mão

e senti-lo húmido e quente entre os dedos.

Mas isso seria perder o espectáculo

onde os fios reluzentes bordados a ouro marinho,

levemente ondulantes,

brilhavam até que o sol quisesse.

Chegada a hora,

o sol resolveu descansar,

deitando-se suavemente

para lá do fim do mar,

ele sereno deixou de brilhar a ouro,

passou a luzir à luz da lua,

que do sol recebeu a recomendação

de nunca deixar de se reflectir nas águas,

que agora lentamente adormecem,

em fiapos de prata alongada.

16
Abr16

Salpicos de amor (2016-04-13)


canetadapoesia

 

 

Polvilhado de temperos,

em camas de acetinada cebola,

coberta das especiarias,

que das Índias aqui chegaram.

Revolvia-se em calores intensos,

já o louro se tostava

e o alho se acobreava,

em cheiros e sabores incontroláveis.

Marinada por um dia inteiro,

temperada com carinho,

cozinhada com amor,

a refeição que só princesas merecem.

Embalada de emoção,

polvilhada de carinho

e salpicada de amor,

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