Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

Amigos de longe ou de perto (2012)

 

 

Do sorriso nas faces abertas,

ressaltava o carinho,

de almas descobertas,

que se puseram ao caminho.

 

De alguma forma o soube,

alguém disso me inteirou,

e com carinho me coube,

o que do seu acto me honrou.

 

Uma amizade discreta,

dizem-na digital,

pois para mim é concreta,

que outra não vejo como tal.

 

De longe chegaram,

sem especial intenção,

logo me saudaram,

com grande satisfação.

 

Com sua presença me honraram,

na poesia que então lancei,

com carinho me encheram,

o agradecimento que lhes deixei.

 

A amizade é assim, sem segunda intenção,

sem temor, mas com amor,

muitas vezes até sem grande razão,

e sempre um hino de louvor.

 

A todos agradeço,

e aos que de longe vieram,

com muito mais apreço,

que o que me dedicaram.

 

E por isso lhes afirmo,

que como sou, fui e serei,

minha amizade lhes confirmo,

pois no coração sempre a trarei.


publicado por canetadapoesia às 00:03
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

Presente e futuro (2016-07-17)

 

 

Derrete-se lentamente no corpo,

seguindo a mesma velocidade dos pensamentos,

ambos observados por um olhar ausente,

ambos lentos no caminhar.

A vida corre à sua velocidade,

nasce-se, cresce-se e morre-se,

na renovação da espécie,

na evolução continuada

do planeta que nos alberga.

O olhar dispersa-se

num horizonte inescrutável,

perdendo-se em desaguisados interiores

com efeitos entre passado e presente,

sem perder de vista

um futuro sempre incerto.


publicado por canetadapoesia às 01:17
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Terça-feira, 19 de Julho de 2016

Do Bósforo (2016-07-18)

 

 

Vêm más notícias do Bósforo,

não é o simulacro de revolução

que me apoquenta o espírito.

É o resultado que daí advém e,

o que se nos depara à vista desarmada,

que a armada pode configurar uma revolução,

é que o ganhador da contenda

estava há muito decidido ainda ela não tivera lugar.

Nos momentos de escuridão humana,

que se repetem ciclicamente,

aparecem sempre os apóstolos dos tolos

que sonham acreditar que as palavras,

quando vêm do alto e são escorreitas,

são a palavra de um Deus que nos ilumina.

Estas serão ou não as correctas,

as palavras de um Deus qualquer.

que na minha modesta visão do abate dos ignorantes,

estas são as palavras e os actos de um Deus, sim,

mas de um Deus da guerra,

e serão escritas com o vermelho

da cor do sangue dos inocentes.


publicado por canetadapoesia às 11:00
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

Estirpe (2013)

 

 

Dependendo de quem seja,

pode ou não singrar,

e se o nome ou a estirpe,

no rosto se patentear,

o caminho se abrirá em rosas,

perfumadas e não espinhosas,

será leve e solarengo,

sem nuvens nem sobressaltos,

que se atrevam a atrapalhar-lhe o brilho.


publicado por canetadapoesia às 20:49
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Domingo, 17 de Julho de 2016

Escaldante (2013)

 

 

A ardente bola de fogo,

difusa no dourado céu azul,

começou a definir-se claramente,

e quanto mais descia das alturas,

mais nítida se tornava.

Transformou-se num confuso novelo,

um indistinto emaranhado,

de raios de fogo ardente,

ao mergulhar no mundo se findou.

Apagou-se no horizonte,

mergulhou-me na noite.


publicado por canetadapoesia às 12:42
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Sábado, 16 de Julho de 2016

Churrasquinho (2012)

 

 

Pois sim, digam que não gostam,

mas eu gosto e pelo-me por mais,

juntar os amigos à roda de uma mesa nesta espécie de quintal,

que de tão pequeno nos faz sentir mais próximos,

e até, com algum jeitinho,

sentimos o coração uns dos outros.

Rimos, falamos, comemos e bebemos,

apesar da crise ou por causa dela,

enquanto pudermos assim faremos,

que o grelhador está mesmo ao lado,

nem cansa andar de um lado para o outro,

e o churrasquinho vai estalar,

sente-se a felicidade de os juntar,

não a todos que não cabem,

mas alguns muito próximos.

Desta tarde se fará noite,

e por aí fora será madrugada,

o sol será o limite,

mas pode ser até desaparecer,

o que seria muito bom.


publicado por canetadapoesia às 00:25
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016

Silhueta (2016-07-10)

 

 

Fazia-se sentir intenso

o calor que nos retirava acção

e sentia-se inerte na espreguiçadeira.

Do olhar eram disparados raios laser

que varriam o areal,

a não mais de uns metros

jazia de costas voltadas ao sol,

semi-núa ou semi-vestida,

dependendo de cada apreciador.

Quase imóvel aos raios insistentes

que lhe abrasavam o corpo e impiedosamente

lhe vergastavam as costas.

Num relance prolongado apreciou-lhe a silhueta,

Deliciou-se com as curvas suaves daquele corpo,

quase inerte, quase imune aos olhares,

que displicentemente varriam o corpo e a silhueta

excitante e erótico que se dispunha

num abandono corporal,

para deleite dos mirantes da natural beleza

de uma silhueta, de um corpo,

que apelava aos sentidos.

Assim, de olhos vagos e distantes do horizonte,

se fixa no corpo tisnado por um sol impiedoso,

que lhe ressalta a silhueta.

Prostrado pelo cativante corpo

se fica ali mesmo,

na areia quente da praia,

à vista de tão bela silhueta.


publicado por canetadapoesia às 22:29
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2016

Conversas cruzadas (2013)

 

 

Pela esplanada repleta,

caracoleando ao sol de quase inverno,

cruzam-se conversas,

trocam-se impressões,

põe-se em dia a conversa,

que os dias de chuva atrasam.

conversas cruzadas,

enchem-nos os ouvidos,

esvaziam-nos o cérebro,

do seu conteúdo nada nos fica,

no olhar ausente que as ignora.


publicado por canetadapoesia às 00:17
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Terça-feira, 12 de Julho de 2016

Couro sintético (2013)

 

 

Que mal fiz eu?

Que mal fiz para andarem vinte pessoas atrás de mim?

Como se não chegassem,

Ainda há dois que me agarram com toda a força,

E por vezes até me socam.

Depois há aquele imenso bruaá que me deixa louca,

e que num espaço fechado mais eleva o eco.

É mesmo insuportável.

Afinal sou só um pouco de couro inchada de ar,

ainda por cima sintético,

que nem abona uma qualidade superior.

Deixem-me em paz,

Deixem-me rolar tranquilamente,

Levem os vossos problemas psicológicos para longe de mim,

Que eu, só quero divertir-me.


publicado por canetadapoesia às 00:38
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Segunda-feira, 11 de Julho de 2016

Absorção (2012)

 

 

Sentado no areal,

rodeado de solidão,

e à frente o mar de prata,

plantado nesta tarde quente,

com o intuito de me dar prazer.

Via os pequenos passeios à beira-mar,

os toques de bola na maresia da praia,

as raquetes com o singular bater de bola,

ora para aqui, ora para ali.

Não pensava nem analisava o momento,

absorvia-o, deglutia-o,

com estes olhos que querem ver,

mais do que lhes é permitido,

e estes ouvidos que da concha do mar,

só escutavam o longínquo ruído da praia.


publicado por canetadapoesia às 20:56
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