Domingo, 20 de Novembro de 2016

Anoitece (2013)

 

 

Vai perdendo a luz este dia de chuva,

já vai longo e,

o sol nem se deu ao trabalho de aparecer,

mas a luz que o dia nos transmite,

realça a vida que há em nós e,

por ela nos defrontamos com os fantasmas,

que a noite escura e sombria,

nos trará nestas madrugadas frias.


publicado por canetadapoesia às 23:40
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Vogando sobre as nuvens (2013)

 

 

Sinto que viajo no tempo,

vogando sobre nuvens,

ora escuras e carregadas,

ora claras e calmas,

sou isso mesmo que me sinto,

um viajante de um tempo que não controlo,

um viajante sem passaporte,

que circula nesta atmosfera,

onde há tanto tráfego,

e eu já não pertenço a este sururu,

que me quebra a alma de penas por cumprir,

que me devasta o coração sem rumo.


publicado por canetadapoesia às 12:31
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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

Caminhos (2013)

 

 

Que se cruzam,

tornam-se paralelos,

convergem,

de um só se pode falar,

e num repente,

um flash de momento,

retornam a paralelos,

em determinada altura,

a vida que os recebeu,

aponta-lhes uma bifurcação,

divergem,

perdem-se no mundo.


publicado por canetadapoesia às 20:51
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

Caminho iluminado (2013)

 

 

No teu corpo vi o negro da escuridão intensa,

que só a noite mais longa nos oferece,

mas no fundo,

bem no fundo desse negrume,

na profundidade de teu corpo,

brilhavam ainda umas luzinhas,

as estrelas que da noite fazem dia,

e do escuro um caminho iluminado.


publicado por canetadapoesia às 00:36
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016

Pequeno pavio (2013)

 

 

Senti o ruído da cabeça do fósforo,

raspou ao de leve na superfície áspera da caixa,

acendeu-se à velocidade da luz e dela fez iluminação,

aproximei-o com cautela da vela, virgem ainda,

que o aguardava na serena pacatez da cera que a compunha,

ao seu pequeno pavio encostei a minha chama intensa,

acendi-o, iluminou-se, contorceu-se um pouco,

mas a vibrante chama com que me mimoseou,

iluminou minha noite e estonteou-me a memória,

já não me lembrava como as velas acendiam,

como se contorciam os seus pavios,

mal o fogo intenso se lhes chegasse e as iluminasse,

mesmo que isso significasse queimar-lhes o pequeno pavio.


publicado por canetadapoesia às 01:08
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

Com ela pela noite fora (2016-11-14)

 

 

Queria dormir e descansar de um dia sem cansaço,

deitei-me sob as cobertas que me aqueceriam

pela noite que entrava fria e desagradável,

mas não consegui dormir e nem se quer aquecer-me.

Ela entrou-me pelo quarto dentro,

silenciosa e de sorriso maroto,

foi-me envolvendo no calor do seu abraço,

e do frio sentido se fez calor

e do negro da noite se fez luz e assim,

abraçados e aquecidos pela sua imensa beleza,

passámos a noite em claro,

olhando um para o outro,

amando o momento e a noite que o propiciava.

Foi uma noite de carinhos e amores tantos

que a madrugada reconheceu como única,

porque entre nós havia algo mais que amor,

havia admiração, respeito e um prazer infindável

porque esta noite, a lua veio passá-la comigo.


publicado por canetadapoesia às 00:25
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016

Adormecer (2013)

 

 

Tentou adormecer,

rodou na cama, virou-se várias vezes,

não conseguia pregar olho.

Levantou-se, foi até ao escritório,

percorreu a estante repleta de livros,

escolheu um, leitura leve,

pensava que lhe traria o sono,

puro engano, não aparecia,

o desespero acentuava-se.

Chegavam os primeiros fiapos de luz,

de uma madrugada que se sentia morna,

com eles veio o torpor da sonolência.

Fechou os olhos e sonhou.


publicado por canetadapoesia às 01:04
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Domingo, 13 de Novembro de 2016

A pomba estropiada (2013)

 

 

Sobre os ombros dos teus discursos,

pousava a pomba da paz,

esvoaçando, veio de longe,

repleta de esperanças que aí conseguiria,

e a paz que procurava, mal conseguia distingui-la,

na altura em que frágil e alquebrada,

sobre teus ombros pousou,

refugiava-se nas palavras doutas que disparavas,

e na multidão ávida de segurança, de paz,

que espera uma palavra sem dor,

uma voz se levanta e grita,

a pomba está toda estropiada.


publicado por canetadapoesia às 00:33
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Sábado, 12 de Novembro de 2016

Noite serena (2013)

 

 

E veio a noite serena e calma pôr ordem no caos,

abriu a escuridão do céu e encheu-o de estrelas,

tão brilhantes que quase ofuscaram o brilho da lua,

e juntas iluminaram esta terra,

que se encheu do branco que o céu cinzento lhe enviou,

que transformou em água toda a brancura deste gelo inusitado,

que cobriu a terra da humidade necessária à renovação.

Encheu corações de esperança,

Que de um desajuste inesperado,

se podem afinal criar outras vidas,

outros caminhos de felicidade e futuro,

bastando para tanto vontades,

e muitas estrelas que se juntam e,

com a lua de permeio iluminam a nossa existência.


publicado por canetadapoesia às 00:56
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016

Rubro (2013)

 

 

Sinto-te correr-me,

pelos canais a que chamam veias,

e vais grosso e pastoso,

mas quando extravasas os canais,

em que a custo te conténs,

sais de rojo, esguichas,

e vens vermelho, rubro,

das raivas que te contiveram encanado,

confinado ao teu ciclo fechado,

o ciclo da vida que manténs.


publicado por canetadapoesia às 23:29
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