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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

08
Jan17

Por Lisboa, deambulando (2016-12-11)


canetadapoesia

 

 

Gosto de deambular por esta cidade

sobre o melhor meio de locomoção,

estas pernas que a vida,

com a força que a natureza lhe dá,

tem vindo a tornar mais fracas.

Ainda assim se mexem

e calcorreiam esta Lisboa

de tantos amores

e outros horrores imensos e inesquecíveis.

A meus olhos a vejo transformar-se,

dia após dia, ano após ano,

regozijo-me com a sua beleza,

encontro-me com os seus recantos,

assombro-me com a sua luz,

única no mundo das almas

contaminadas pelo belo

e encantadas com o sonho.

06
Jan17

A espera (2016-12-20)


canetadapoesia

 

 

Cheguei e sentei-me

num banco solarengo,

em plena praça central à cidade,

estiquei as pernas e alonguei os braços,

reconfortei-me refastelando-me.

Ao longe ouvia os acordes de uma guitarra,

tocada por alguém que por aqui,

esperava encher a caixinha de moedas,

ouvida por apreciadores da música dos anos setenta,

que tocava os melhores êxitos ininterruptamente.

À minha frente passava gente,

de todos os continentes e das cores mais diversas,

falando entre si despreocupadamente,

com línguas tão diferentes que,

em grande parte, não entendia.

Um prazer sem preço,

estar sentado num banco de uma praça de Lisboa,

com o sol a aquecer-me o corpo,

com o mundo a engrandecer-me a alma

e em pleno mês de Dezembro!

Só em Lisboa, a melhor cidade do mundo

e onde este mesmo mundo se encontra

e as línguas se cruzam despreocupadas,

para dar vida à vida que esta vida merece.

06
Jan17

Uma vitrine de recordações (2017-01-04)


canetadapoesia

 

 

Olhei-a de longe,

fui-me aproximando,

ali estava um armário repleto de coisas

que só a memória sabia.

Uma vitrine de recordações,

eram tantas que já nem se sabia

o que cada uma representava,

mas eram sem dúvida as recordações de uma vida.

Uma coisinha daqui outra de acolá,

foram-se amontoando na vitrine,

cada uma com uma estória,

cada uma com algo para contar,

cada uma parte de uma vida,

que se foi enchendo de coisinhas.

Objectos variados,

cachimbos e outros artefactos,

de todos os pontos cardeais

por onde esta vida foi passando e,

com a paciência que ela encerra,

foram-se aglomerando em prateleiras,

cheias de coisinhas que enchem uma vida.

05
Jan17

É a bola, é a bola (2016-12-10)


canetadapoesia

 

 

Gritam e levantam-se aos berros,

foi mão, foi falta, foi…

e nem sequer são árbitros,

e nem sequer são jogadores,

nunca o foram, nunca o serão,

mas a teoria do que deve ser está toda presente!

Gritam e gesticulam,

espantam o espectro de tudo o que,

de assombro os assola.

É a bola, é a bola,

e é redonda e pontapeada,

agredida por todos os jogadores,

espezinhada na mesma grandeza,

e no entanto, é a bola, é a bola.

Entusiasmo de tantos,

espanta espíritos, afasta tristezas,

eu sei lá que mais,

que mais poderei acrescentar a esta coisa?

É a bola, é a bola,

E gritam e gesticulam,

no evento de mais um chuto certeiro

…quase!

Ainda não foi desta,

mas será na próxima certamente,

um dia será um chuto em cheio.

Quem sabe?

É a bola, é a bola.

04
Jan17

Vinte minutos (2016-12-12)


canetadapoesia

 

 

O tempo que é escasso e,

mesmo agora que o tenho quase todo para mim,

reservando uma parte às minhas reais Princesas,

ainda assim não me chega,

para encher esta alma ávida.

Mas vinte minutos são suficientes,

para de casa me dirigir ao coração de Lisboa,

esta cidade de encantos mil.

Nesse trajecto sob a terra,

de comboio feito e metro denominado,

vejo com estes olhos todo um mundo.

Abro-os de espanto pelas pessoas,

que entram,

que saem,

que sorriem ou não,

mas que se misturam,

nesta amálgama de cores e diversidades

que só Lisboa permite que existam em si.

03
Jan17

Passaste por mim no Rossio (2016-12-23)


canetadapoesia

 

 

Algaraviavas alegremente

quando por mim passaste no Rossio.

Descontraída e com o à vontade

de quem irradia felicidade por todos os poros do corpo,

e passaste por mim, no Rossio.

Do teu corpo esbelto se soltam os aromas

de um subtil perfume,

que encheu o ar e me despertou a alma.

Nem me viste, não me olhaste sequer,

mas eu penetrei vibrantemente

na felicidade que espalhavas e,

mesmo sem te tocar,

senti-te em mim,

como a mulher de sonho que eras.

02
Jan17

À minha volta (2016-12-24)


canetadapoesia

 

 

Era um mar revolto de folhas secas

das árvores que se detinham no tempo.

Atapetava o chão que se pisava,

rodopiavam, e volteavam no ar

com as pequenas rajadas

de um vento de inverno

e à minha volta,

eram folhas e mais folhas.

Ainda que o mundo rodasse

e em volta do sol dançasse,

ali eram só folhas

que à minha vista dançavam.

Por uns leves minutos,

nada mais importava porque,

o meu mundo estava ali

com todo o esplendor do universo

só porque à minha volta,

eram só folhas dançantes.

01
Jan17

Quente e frio (2016-12-25)


canetadapoesia

 

 

Como o sol que me aquece

e o inverno que me vai arrefecendo,

assim está este nosso mundo.

Umas vezes demasiado frio,

sem o calor que os humanos,

na sua suprema forma de sentir,

lhe imprimem com amor,

outras vezes quente,

demasiado quente,

com o calor da discórdia sem fim

que por ele se arrastam e o arrasam!

E as crianças Senhor?

Que mal fizeram ao mundo?

Que mal nos fizeram para merecerem tamanho castigo?

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