Quinta-feira, 13 de Abril de 2017

Num dia destes (2012)

 

 

Cinzento por natureza,

escuro pela sombra das nuvens,

triste por falta de sol,

mergulho no pensamento,

de iluminadas sensações,

de tristeza infinda.

Procuro nas letras,

agrupar sentimentos,

alinhados, seguidos,

formo palavras que nem eu compreendo,

e escrevo o que sai da alma.


publicado por canetadapoesia às 12:50
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2017

Vácuo (2011)

 

 

Olho-te sem te ver,

passas-me à frente e nem noto,

mas tenho de te ter ligada,

para fazer ruído, ou companhia,

debitas sons estranhos a meus ouvidos,

palavras soltas que nada me dizem e

verberas em discursos pomposos,

de uns e outros ditos eruditos,

e eu nada, não te ligo nenhuma,

és um vácuo total na minha retina.

Na maior parte das vezes estás ligada,

e eu desligado de ti, sem te ver,

com estes olhos que vêm o mundo,

por um prisma muito diferente,

sem imagens distorcidas nem parangonas,

pelos livros que leio enquanto estás ligada,

e por isso, volta não volta levanto-me e

trás, catrapus, desligo a televisão.


publicado por canetadapoesia às 22:43
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Terça-feira, 11 de Abril de 2017

Manjedoura (2012)

 

 

De uma tarde solarenga,

de calor caindo em catadupas,

de raios sobreaquecidos,

transformada em modorra,

que uma leve aragem de fim de dia,

compensa numa amena “siesta”.

E lá fora, com a sombra ausente,

presa do abutre calor,

sofre uma gente que,

não usa a mesma manjedoura.


publicado por canetadapoesia às 21:56
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De onde estou (2010)

 

 

De onde estou vejo a rua,

às vezes até vejo a lua,

olho para a janela e vejo o tempo a passar,

apelo à memória e luto contra o esquecimento,

desperto os sentidos e sinto a alma a meditar.

Volto atrás na minha viagem,

procuro não sei o quê,

regozijo-me com a felicidade,

apesar da lembrança e da saudade.


publicado por canetadapoesia às 00:02
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017

Quando bate… (2011)

 

 

Entra discretamente e vai-se assenhoreando do espaço,

acabrunha-nos, amachuca mesmo,

por mais que o tentemos não a conseguimos afastar,

e então fechamo-nos numa concha de tristeza,

a preocupação começa a ganhar lugar à esperança,

o desespero galopa sem freios,

o optimismo desvanece-se e foge de nós,

e a alma entristece-se com o nosso desespero.


publicado por canetadapoesia às 00:39
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Sábado, 8 de Abril de 2017

O caminho (2010)

 

 

Será este o meu caminho?

Escrever e reescrever,

alinhar palavras,

tentar dar-lhes sentido.

Gostar de o fazer eu gosto,

gostarem do que faço não sei,

mas sei que o faço por vontade,

porque gosto de o fazer,

sei que não agradarei a todos,

uma impossibilidade estatística,

mas sei que me agrado a mim,

uma importância fundamental.


publicado por canetadapoesia às 23:47
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Pequenas gotas (2010)

 

 

Das pequenas gotas que caíam janela abaixo,

Não via mais que lágrimas de Deus.

Zangado?

Não que ninguém se zanga com os filhos,

Mas triste, muito triste,

Pelo que eles têm feito ao mundo que lhes ofereceu.


publicado por canetadapoesia às 20:13
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Computadores (2011)

 

 

Encontro-me com o mundo,

pelas teclas do meu computador,

portátil assim o designaram,

mas não consigo andar com ele,

sem que esteja ligado à corrente eléctrica.

Mas não me trás boas notícias,

é a crise, são os suicídios,

é a indignação generalizada por esse mundo fora,

é a tristeza completa de quem pouco mais aguenta.

A conclusão a que chego,

nas minhas elucubrações,

é que já não se fazem computadores,

como antigamente,

em que só víamos o futuro brilhante,

pelas teclas que pressionávamos.


publicado por canetadapoesia às 01:24
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2017

Flor de primavera (2010)

 

 

Aqui e ali surgiam agrupados ou solitários,

Tufos de florzinhas primaveris,

De todas as cores do arco-íris.

Pequeninas,

Muito frágeis,

Mas resistentes.

A chuva impiedosa,

Caía-lhes em cima às catadupas,

Vergava-as,

Tudo fazia para as destruir.

Mas eram flores de primavera,

Vinham para a anunciar,

Não podiam perder a oportunidade,

Não podiam desiludir os humanos,

Queriam mostrar-lhes a força da natureza.

Vergadas sob o peso da água à noite,

Deslumbra na manhã seguinte,

Logo aos primeiros raios de sol.

Não decepcionam a humanidade,

Antes a envergonham.


publicado por canetadapoesia às 22:54
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O repicar do sino (2010)

 

 

No sino da igreja se encontrava o sinal.

E ele repicava, e voltava a repicar.

Chamava as gentes,

indicava-lhes a hora,

contava-lhes o tempo,

comunicava a chegada,

anunciava a partida.

E repicava, e voltava a repicar.


publicado por canetadapoesia às 22:49
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