Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Maia (2013)

 

 

Pelo Porto passei,

pela Maia andei,

pelos seus passeios cuidados,

vi jardins, verdes, de uma relva tratada,

por ali andavam comboios, o metro assim se chama.

E no belo aeroporto,

de uma moderna escultura,

me refresquei do ardente calor,

que o sol teimava em me enviar.


publicado por canetadapoesia às 21:01
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 17 de Maio de 2017

Que fúria (2014)

 

 

Com a energia que lhe era habitual,

soprava forte, tão forte que assobiava,

já nem sequer me preocupava,

se o cabelo se desalinhava, ou voava mesmo.

Era um vento tardio, mas forte e,

se calhar, por isso mesmo, furioso,

como um dragão, abriu as narinas e delas,

sem impedimentos, saiu com desespero,

açoitava tudo e todos que,

pelo seu caminho se atrevessem.


publicado por canetadapoesia às 23:55
link do post | comentar | favorito

Lendas (2012)

 

 

Na paranóia da história,

o eco das lendas obscuras,

de ovnis ou discos voadores,

portadores de tantos presságios,

senti que, como na Idade Média,

por entre erráticas alusões a espíritos,

e outros mais que nos povoavam o imaginário,

careciam todos de efeitos práticos,

que o narrar dos seus efeitos pedia.


publicado por canetadapoesia às 00:33
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 16 de Maio de 2017

Mãe (2013)

 

 

Que me geraste,

Que me criaste,

Que me aturaste,

Que me amparaste.

Que me amaste.

Minha mãe.


publicado por canetadapoesia às 00:50
link do post | comentar | favorito
Domingo, 14 de Maio de 2017

A oportunidade (2014)

 

 

Aproveitar a oportunidade,

conseguir ultrapassar os bloqueios,

tirar o pé da lama.

Ganhar confiança!

Em nós, no que fazemos e,

ter quem acredite que,

apesar de tudo o que se passa, passou,

somos capazes, conseguimos,

ultrapassaremos o vale escuro,

que da luz da ribalta,

nos encobre dos luminosos raios,

que do sol nos são apontados.

Aproveitar a oportunidade,

deixar o vale, subir a encosta,

expormo-nos directamente ao sol,

sem intermediários, sem obstáculos,

que se interponham e o escondam.


publicado por canetadapoesia às 23:10
link do post | comentar | favorito

Estrelas absorventes (2011)

 

 

Olho o céu e vejo estrelas,

longínquas, brilhantes e sedutoras,

e nos momentos de clarividência,

reparo que têm uma missão importante,

são aglutinadoras de sonhos.

Olham-nos do alto da sua distância,

distraem-nos com seu brilho intenso,

piscam-nos os inúmeros olhinhos, intensamente,

e escutam os nossos sonhos,

absorvem os nossos pensamentos,

sobretudo, acolhem os sonhos que,

pela vida fora nos assaltam,

os sonhos sonhados e não realizados,

os sonhos do sonho de ser humano e sonhar.


publicado por canetadapoesia às 23:06
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 12 de Maio de 2017

O peso (2011)

 

 

Sinto-o no corpo,

empurra-me para o chão,

arrasta-me na lama da vida,

viro-me e reviro-me,

não consigo a separação,

e aperta-me o coração.

 

Tento em vão libertar-me,

desta tensão que me causa dor,

uma sensação de incapacidade,

porque não liberto a mente,

para pensamentos mais elevados.


publicado por canetadapoesia às 21:20
link do post | comentar | favorito

Olhar distante (2011)

 

 

Sentado, aguardando também,

passa por mim engalanada,

um olhar distante,

na procura do que espera já estar perto.

Na cabeça umas hastes de rena,

vermelhas vivas sobre bandolete verde,

no olhar o vazio de quem o espera encher,

das saudades acumuladas,

e as hastes na cabeça,

não são mais que um sinal,

para mais fácil reconhecimento,

de quem vem preencher o olhar vazio e distante.


publicado por canetadapoesia às 21:17
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 11 de Maio de 2017

Ponto de encontro (2011)

 

 

Como loucos, alucinados,

deslocados do seu estado normal,

apressavam-se de um a outro lado,

nada viam na passagem,

na ânsia de chegarem,

aos que ansiosamente os esperavam.

Vinham de fora, vinham de dentro,

aqui era o ponto de encontro,

o aeroporto.

De onde saem para a moderna diáspora,

onde chegam felizes para matar saudades,

das vidas que não os acompanharam.

O ponto de encontro de vidas trocadas,

pela voracidade do mundo.


publicado por canetadapoesia às 17:46
link do post | comentar | favorito

Levantar de olhos (2011)

 

 

Escrevia as patetices do costume,

dedilhava o teclado ao sabor do que me vinha à cabeça,

textos, poesia, coisas diversas,

pelo rabinho do olho sinto uma sombra,

levanto a cabeça e deixo-a viajar até à janela,

e pelo vidro duplo de que é construída,

assisto ao espectáculo da natureza,

como se tivesse sido preparado só para meu deleite,

cai uma folha seca da árvore em frente,

cai outra e mais outra e,

neste corrupio de quedas, pasmo,

talvez uma rajadita de vento,

ou quem sabe o cansaço da espera de vez,

caem como flocos de neve,

seguidas e em quantidade espantosa.

O espectáculo da natureza em todo o seu esplendor.


publicado por canetadapoesia às 17:43
link do post | comentar | favorito

Mais sobre mim


Ver perfil

Seguir perfil

. 15 seguidores

Pesquisar

 

Dezembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts recentes

O vento (2011)

Encontro de titãs (2011)

Queria e não queria (2011...

Náufraga (2011)

Dias de doidice (2011)

A alvura de uma folha de ...

Corre-me nas veias (2011)

Olhos cansados (2011)

Houve um tempo de pecado ...

Frio, calor (2011)

Arquivos

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Links

SAPO Blogs

subscrever feeds