Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017

Insistência (2015-04-21)

 

 

Porque insisto não sei

mas sei que o faço amiúde,

quase sem ter a noção,

quase sem saber o que faço.

Mas faço-o e o que vejo não estranho,

vejo um rosto envelhecido,

vejo uma vida vivida

que se expressa pelos cantos dos olhos,

que se pinta pela cor dos cabelos.

Não sei porque insisto,

não sei o que espero encontrar,

mas sei que é o retrato

do caminho percorrido.


publicado por canetadapoesia às 00:44
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

Admito (2015-02-13)

 

 

Admito só uma forma de abate,

não aceito em vão o seu derrube,

e só para a nobre função da pasta,

consigo aceitar que se mate.

Olho para ela e vejo, no seu altaneiro porte,

a elegância, a forma e a importância da sua vida.

Respiro e sinto o ar, impregnado do oxigénio

que alimentando meus poros, me garante a vida na terra.

Como posso aceitar que outro ser, seja facilmente abatido,

deixando os viventes mais pobres?

Não, não aceito que aconteça e,

só o aceito com pesar,

para ser transformada em pasta,

em papel, em livros incandescentes,

de almas buscadoras de leituras,

de conhecimento e saberes.


publicado por canetadapoesia às 23:51
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

Pó que o tempo amontoa (2017-08-24)

 

 

Porque apesar dos nossos imensos defeitos

com algumas qualidades à mistura,

somos isso mesmo, Pó!

Um pó que se vai amontoando com o tempo

e com ele ao início retornará!


publicado por canetadapoesia às 22:57
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

Apressados (2014-10-28)

 

 

Entram a correr, apressados,

encostam-se ao balcão,

pedem um café,

sôfregos,

engolem-no de um trago.

Sentem a adrenalina a subir,

trepa-lhes o corpo,

atinge-os no cérebro,

desencadeia reacções e,

sentem-se, enfim,

preparados para um novo dia,

prontos a enfrentar o stress que esta vida,

mais que qualquer outra coisa,

lhes proporciona em quantidade.


publicado por canetadapoesia às 22:41
link do post | comentar | favorito

Uma brisazinha (2014-10-06)

 

 

Manhã cedo e já corre,

porque entre as folhagens,

bate no rosto e resvala,

pelo corpo se atravessa.

Sente-se já,

como anunciando o início

de uma época de parco calor,

e o sabor dos lençóis,

quentes e apelativos,

vêm-nos à memória,

à medida que esta brisazinha,

nos cerca e açoita.

Que bem nos sabe o calor,

que dos lençóis,

nos enche a alma,

que o corpo adormece.


publicado por canetadapoesia às 00:19
link do post | comentar | favorito
Domingo, 20 de Agosto de 2017

Primeiros raios (2017-06-08)

 

Começaram a entrar timidamente

por entre a folhagem espessa que cerca a área protegida

do lazer e da piscina.

Lentamente e com eles aparecem os alados autóctones,

habitantes da zona verde, arborizada e tranquila

da paisagem do fim de semana.

Pousam sobre a relva e afundam as minúsculas cabeças

por entre o verde da relva ainda húmida do orvalho da noite,

debicam aqui e ali na sua profundidade e catam

coisas que só as aves sabem ser deliciosas.

Buscam alimento, migalhas ou simplesmente

pequenas sementes que encham os papos de tão alegres animais,

que afinal,

são parte desta paisagem de paz e tranquilidade que nos rodeia.

É o mundo, a natureza, o universo que desejamos em harmonia.


publicado por canetadapoesia às 23:08
link do post | comentar | favorito
Sábado, 12 de Agosto de 2017

Ventos e ventanias (2017-05-08)

 

 

Sentindo-o assim tão forte,

zumbindo-me ao ouvido

soltando-me os cabelos

desequilibrando-me até,

me imagino que também para além do agreste,

pode haver nele algo de diferente.

Sinto por vezes a sua mansidão e sopra-me baixinho

nos mesmos ouvidos em que desesperado,

sopra raivoso e agressivo

e diz-me coisas de encantos,

embala-me o sono e empurra até mim sonhos

que nem imaginei ainda.

Uma brisa, só um pequeno sopro

e a vida correrá suave e os sonhos serão sonhados.

Uma rajada forte e agressiva e as ondas da inquietação

revolverão a mesma vida que podia ser de mansidão.


publicado por canetadapoesia às 22:51
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

Porque sinto e sofro (2017-08-10)

 

 

Porque a vida tantas vezes madrasta

não escolhe os alvos a atingir e eu sofro quando tu sofres!

Aperta-me o coração e magoa-me a alma quando te vejo triste

e amargurada com esta vida que não te contempla

com o céu que na terra que pisas e mais que ninguém merecias.

Sinto um aperto e uma angústia por incapacidade própria,

porque não consigo dar-te o paraíso que mereces e,

sofro contigo e choro contigo,

porque sinto que a vida não te dá o que deveria dar

e eu, não tenho como fazê-lo.

Sinto contigo e sofro contigo,

porque sei que o melhor do mundo seria pouco

e eu não compreendo porque ela te retira a felicidade

que devias ter e que eu tanto desejava que assim fosse

e por isso sofro contigo e choro sempre que te vejo chorar.


publicado por canetadapoesia às 00:33
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

Faz frio e calor também (2017-05-10)

 

É que faz frio, mesmo estando calor!

São arrepios a percorrer a espinha

e no entanto,

está um calor de derreter.

Mas faz frio, mesmo estando calor!

É inadaptação a tanta mudança

é a incapacidade de acompanhar o tempo.

E faz frio, mesmo estando calor!


publicado por canetadapoesia às 00:42
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017

Simplicidade (2017-06-21)

 

De sandálias calçado,

com as mais velhas jeans vestido

e uma simples T-shirt,

se apresentava no dia a dia

dos seus prazeres primeiros.

Viver, deixar viver e,

sobretudo,

aprender a conhecer,

apreciando o que pela vista lhe entrava

em catadupas desordenadas que depois,

pacientemente alinhava,

segundo as ordens que da alma recebia.

Vivia!

Com amor e prazer agradecido,

por tudo o que a vida lhe oferecia.


publicado por canetadapoesia às 00:00
link do post | comentar | favorito

Mais sobre mim


Ver perfil

Seguir perfil

. 14 seguidores

Pesquisar

 

Agosto 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts recentes

O que assusta (2010)

Poesia sem dono (2010)

Pequenas coisas (2010)

Sucesso (2010)

Menino (2010)

Imagem (2010)

Pingos (2010)

Prazo de estadia (2010)

Pardais de Lisboa (2010)

De frente (2010)

Arquivos

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Links

SAPO Blogs

subscrever feeds