Terça-feira, 31 de Outubro de 2017

Tentar, tentei (2017-10-29)

 

 

Tentar, eu tentei, muito mesmo,

esforcei-me até à exaustão!

Mas acabei por desistir,

afinal, parece que esta tecnologia digital

não é para a paciência que eu lhe dedico,

ou então a minha está muito por baixo!

Primeiro verifiquei as pilhas

estava tudo certo, cheias de vigor energético,

pressionei o botão, “mode”, assim rezava,

pesquisei e tentei várias vezes chegar à hora para a acertar,

nada de nada e mais uma tentativa

agora com o botão de “set”…..

nada de nada, com a agravante de que

quando pressionava um, accionava os dois!

Chega, disse eu, desisto, isto não é para a minha paciência!

Fui à prateleira das velharias e de lá retirei a peça,

um velhinho relógio analógico!

Desses em que se accionava o senfim com umas voltas da corda,

depois de se acertarem manualmente os ponteiros!

Pronto! Consegui, lá mudei a hora para a hora de verão

com a vantagem de ter, ao mesmo tempo,

um meio de adormecer extraordinário, mesmo à antiga!

Era um tique-taque sincopado e certinho,

pelo menos enquanto o ouvi,

e segundo a segundo, lá me foi marcando a nova hora!

Entrei no horário de inverno sem a era digital

mas com um prazer renovado e um sono reparador!


publicado por canetadapoesia às 22:15
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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

Pelo vosso olhar (2016)

 

 

Pelo vosso olhar passa um raio de sol,

e nele distingo alegria,

dele,

sobressaem os sorrisos de duas almas puras,

neles encontro a felicidade estampada,

de ser criança e inocente.


publicado por canetadapoesia às 23:27
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Domingo, 29 de Outubro de 2017

Galos do campo (2017-09-12)

 

 

Cantam os galos no campo,

fazem-se ouvir a qualquer hora,

seja tarde ou cedo!

Começam ainda o dia não acordou

e prosseguem sempre que a vontade lhes dá.

São os galos do campo!

Vivem em liberdade na imensidão

deste campo que lhes dá por companhia

uma infinidade de galinhas e,

sempre que cantam,

temos ovos frescos pela manhã.


publicado por canetadapoesia às 22:25
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No cimo da montanha (2017-09-10)

 

 

Cheguei ao cimo, quase no topo da montanha

que se faz cordilheira,

o silêncio, entrecortado aqui e acolá

pela algaraviada dos pássaros

que nos pesa como única companhia.

O zumbido de uma abelha corta este silêncio,

desvia-nos o olhar para o que a natureza nos reserva,

para os pequenos seres que compõem o mundo.

O silêncio de que se goza entre plantas,

árvores e pequenos animais,

enche-nos a alma da pureza do universo

e reparamos na ramagem de vetustas árvores,

quase com barbas e quase brancas,

um sinal inequívoco de que o ar que respiramos

se encontra no estado mais puro.

Um prazer que se procura

e só se encontra na natureza.


publicado por canetadapoesia às 00:31
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Sábado, 28 de Outubro de 2017

Porque sorris (2017-10-27)

 

 

Porque quando te olho

vejo o teu sorriso rasgado,

aberto e franco,

como o perfume de uma primavera

que ainda agora desponta.

Sorris como o sol que desponta

e ilumina toda a humanidade,

tendo em mim o escultor atento

que o molda na minha alma.


publicado por canetadapoesia às 00:48
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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017

Do ruído se faz o silêncio (2017-09-28)

 

 

Neste silêncio que procuro

me encho de todo o ruído envolvente,

sinto-o pesar quando dele me abstraio,

fica um fundo, lá longe,

enquanto o pensamento vagueia e viaja

muito para além da fronteira que me cerca.

Ouço-o bem perto, juntinho a mim,

afasto-o do meu silêncio que,

com ele não pactua

vibro nos sons e pensamentos

quando atravesso esta galáxia

que me permite, sem grande esforço,

suporta e engrandecer para mim

tanto e ruidoso silêncio,

que me dá paz e me sossega a alma!


publicado por canetadapoesia às 22:39
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Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

Três comprimidos (2017-10-18)

 

 

Pela manhã, ao pequeno almoço.

Três comprimidos!

Um para isto, outro para aquilo e,

ainda outro, para mais qualquer coisa.

Três comprimidos!

Todos os dias e à mesma hora.

Três comprimidos!

O tributo da idade à vida que se prolonga.


publicado por canetadapoesia às 22:41
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

Ao longe, as velas (2017-09-02)

 

 

Já se vêm para lá da lonjura neste azul

esverdeado de esmeralda pintalgado.

Velas brancas sobre um minúsculo ponto,

que sobre este mar se aprontam.

Vêm firmes e pelo vento açoitadas,

que do Sudoeste as transformam

nas asas de sonho de quem ama o mar.

E as saudades são imensas!

E a vontade de o sulcar redobra,

mesmo sabendo que sozinho,

como antes o fazia,

a vida já não o permite.

O mar e um barquinho à vela,

toda uma vida de sonho.


publicado por canetadapoesia às 22:08
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Estacionado em ti (2017-10-14)

 

 

Em boa verdade, até acredito

que me queiras cobrar,

por ter estacionado em ti.

Cheguei e aqui fiquei,

sem sequer olhar para os sinais

que poderiam, eventualmente,

condicionar o meu aparcamento.

Não dei razão ou importância

Ao que a razão me aconselhava,

simplesmente ouvi o coração

que tantas e repetidas vezes nos trai.

Cheguei e estacionei!

Sem sequer pensar no que cobrarias

Ou mesmo nas multas estabelecidas

Por tão grande ousadia e abuso.

Cheguei e estacionei!


publicado por canetadapoesia às 00:08
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Domingo, 22 de Outubro de 2017

Uma tela (2017-10-20)

 

 

Porque assim me sinto

quando por tuas mãos

me deixo pintar.

E são cores diversas,

pinceladas de várias formas,

compondo o poema que nesta tela

será visível ao longo da composição,

que o artista leva tempo,

saboreia e aprecia cada uma das formas

com que vai moldando

a arte que se expõe,

em sentidos de alma as sinto,

e por cada uma delas,

mais a tela se compõe para a vida.


publicado por canetadapoesia às 00:34
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