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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

20
Out17

E se um dia… (2017-09-06)


canetadapoesia

 

 

E se um dia, numa simples esplanada

desta cidade encantada e maravilhosa

a que se dá o nome de Lisboa e que já foi Olissipo,

formos atendidos numa língua gentes

que se espalhou por esse mundo e que,

de poesia fazem mote de vida e da cortesia uma canção,

a língua da terra a que os árabes chamaram de laranjas,

um português que até pode não ser correctamente pronunciado….

Isso é sem dúvida a maravilha da aculturação,

isso é Portugal no seu melhor e Lisboa na boca do mundo!

19
Out17

Pela intolerância (2017-09-18)


canetadapoesia

 

 

Pelas pequenas coisas e vêem as grandes!

Pelas pequenas intolerâncias,

que nas nossas vidas verificamos,

que no nosso País sentimos,

que no mundo se agigantam,

sentimos quão mal andamos neste universo

que é o único que temos para viver.

E, no entanto, tudo podia ser diferente,

bastava para que tal acontecesse

mudar simplesmente o sinal

e em vez de uma negativa,

apor atrás de cada uma das nossas acções

um sinal mais, positivo.

Certamente que as pequenas tolerâncias

se repartiriam no mundo,

tal como se repercutem a intolerâncias.

Que bom seria ter o universo,

que é único e nosso,

em tolerância efectiva,

resplandecendo de uma paz duradoura,

sejamos, pois, tolerantes,

para bem do nosso futuro.

19
Out17

Não me leias (2017-09-22)


canetadapoesia

 

 

Não me leias como um livro aberto

porque sou fechado como uma concha

e só me abro a corações despertos,

à sensibilidade a que os humanos,

com carinho e emoção,

chamam amor e paixão.

Portanto, não me leias sem que

a tua vontade e sentimento o queiram e possas,

livremente, sentir em ti

o que de melhor há em mim!

Então lê-me, com o carinho e o amor

que o teu ser pode emanar,

sente-me em ti enquanto me lês.

17
Out17

Descabelados (2017-09-14)


canetadapoesia

 

 

Sem réstia de verde, descabelados,

montanhas atrás de montanhas,

nem uma árvore verde,

que as transforme em produtoras de oxigénio!

Montanhas a perder de vista

que dividem um País do outro,

pretas quando deviam ser verdes.

Por trás, a mão do homem,

esse predador que não arde!

16
Out17

Uma casa sem idade (2017-09-08)


canetadapoesia

 

 

Da casa centenária se via uma nesga do mundo,

pela minúscula janela envidraçada,

por onde se distinguia bem perto do peito,

o azul do mar e o sol nele reflectido!

Caiada de branco se escondia no verde emaranhado da vegetação

à noite, muito tarde,

era banhada pela luz que a lua projectava nas águas

que na pequena janela tinham reflexo.

Era uma casa antiga,

tanto que não se lhe sabia a idade,

mas de onde se via o mar,

que na sua magnanimidade lhe retribuía com o luar!

15
Out17

O primeiro olhar (2010-10-15)


canetadapoesia

 

 

Cheguei-me mais perto,

com um ligeiro tremor no coração e uma névoa no olhar.

Aproximei-me mais,

passei-lhe um dedo na bochecha rosada

pensando que a aspereza desta pele castigada pela vida

a iria incomodar.

Não se queixou.

Aninhou-se ligeiramente,

como quem recebe um carinho.

Parou o mundo à nossa volta,

tudo estava em perfeita harmonia

com o universo que nos rodeava.

13
Out17

Talvez se navegue (2017-09-04)


canetadapoesia

 

 

Nas asas do sonho me vou adormecendo

e me embalo no lento ondular do mar calmo

que o sonhar um dia em realidade se transformou.

Sonho inalterado que se repete e em cujas ondas,

cheiros e ruídos sem fim,

tão reais como acordado,

se sobrepõem ao dia cujo contraste confirma

esta realidade de um sonho apagado pela vida,

que em nada me é meiga.

Sonha-se!

E talvez se navegue também!

12
Out17

Com o olhar no vazio (2017-10-08)


canetadapoesia

 

 

Uma mesa cheia dos que ainda restam

do que foram os anos de chumbo da sua juventude,

os olhares num vazio que a vida encheu

das atrocidades de uma guerra que os marcou.

Conversavam entre si até que os pratos se enchessem,

com os rostos inexpressivos em esgares de sorrisos.

Os olhares vazios de uma vida cortada nos tenros anos da idade,

indicavam a dureza e a resistência

de quem ainda não sucumbiu à voracidade da vida.

Sobreviventes de uma época que marcou toda uma juventude,

e todas as cores, credos e crenças,

que se encontram e reencontram amiúde

contando sempre os presentes e cada mais, menos um!

Dos verdes anos dourados, cortados abruptamente,

já nem falam, nem sonham, porque também eles,

os sonhos da juventude, lhes foram retirados.

Hoje faltou mais um e pesou no silêncio dos seus corações,

estamos a desaparecer, lentamente, sem apelo nem agravo.

Um destes dias não resta mais nenhum de nós!

Entretanto, vamo-nos juntando, até que não reste nenhum,

reunindo o que resta dos sonhos arrasados na voragem da guerra

e dos pedaços do império destroçado!

11
Out17

Não passam despercebidos (2017-08-30)


canetadapoesia

 

 

Não passam despercebidos!

Arrogantes e mal-educados,

sentindo no umbigo o centro do mundo.

Não passam despercebidos!

Nem na ostentação de símbolos,

marcas e posturas de um mundo em mutação.

Não passam despercebidos!

Porque não encarnam a humanidade

em todo o esplendor do humano,

o ser com a racionalidade

que o distingue dos outros animais.

Não passam despercebidos!

06
Out17

Entre duas cidades (Lisboa e Barcelona) (2017-10-06)


canetadapoesia

 

 

Caminho por entre esta pequena multidão

de cores e culturas tão diferentes e

sempre tão iguais nas suas crenças,

sinto-me mais um deles,

daqueles que escolheram esta cidade,

dela fazem o seu poiso temporário,

atrevendo-se até a dela fazer o porto de uma eternidade.

Lembro-me da minha jóia preferida,

neste mediterrânico clima que se fez cosmopolita,

que agora se atreve a por um ponto final aos seus amantes,

Barcelona! A do Gaudy e das Ramblas que,

sempre repletas da mesma diversidade

e se vê agora com o estigma de não voltar a ser

a meca dois que viajam e a escolhem como destino.

Linda Barcelona, em que triste te transformaste!

E eu que te amo como à minha Lisboa,

não sei quando voltarei a ver-te com o ar festivo e alegre

com que sempre nos recebeste.

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