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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

15
Abr18

Seca… (2018-03-26)


canetadapoesia

 

 

E, no entanto, chove,

não é pouco nem é muito,

simplesmente chove o que o destino,

que se sabe insondável,

permite que chova.

Molha o chão e alimenta a vida

com gotas de deslumbramento

que a capacidade humana,

na sua máxima clarividência,

não consegue deixar de admirar.

13
Abr18

Com… (2018-03-24)


canetadapoesia

 

 

Com sonhos e desesperos,

com alegrias e tristezas,

com desilusões e expectativas,

com tudo e com nada,

com vida… por enquanto!

12
Abr18

Com tempo (2018-03-22)


canetadapoesia

 

 

Com calma e com tempo

tudo se resolverá,

porque a calma é essencial

para que o tempo

tudo resolva… ou tente.

O tempo!

Esse grande aliado de tudo,

o que é bom e o que é mau,

diminuindo um e exacerbando o outro.

Apesar de tudo,

o tempo na sua essencialidade

como origem de todas as esperanças.

09
Abr18

Do que aqui se vê (2018-03-20)


canetadapoesia

 

 

Do que aqui se vê,

uma nesga do mundo,

cinzento quanto baste,

pelo tempo que é de chuva,

pelo tempo que é de incertezas.

Do que aqui se vê,

nada nos indica que vá mudar

de mau para melhor,

mas é o que se esperaria.

Do que aqui se vê,

pouco mais é que esta agonia

por tanto sofrimento por cá,

num mundo que se queria

para humanos bem conviverem.

Do que aqui se vê,

não há justificações

que “justifiquem”

tanta aberração e intolerância!

08
Abr18

Por entre nuvens (2018-03-18)


canetadapoesia

 

 

Abrindo caminho por entre a escuridão

de nuvens carregadas que ensombram um sol

que seria radioso se elas deixassem.

Com lágrimas do céu enchem a terra da vida

que fecundam humidamente.

Tu que és quente e as secas na tua passagem

apagando as grávidas nuvens com esses raios que ela acolhe,

tentando resistir, solta mais lágrimas,

mas a tua insistência logo as seca,

deixa de chorar o céu,

abre-se ao azul infinito,

deixa caminho a teus raios que

logo aquecerão a húmida terra.

07
Abr18

Devassas (2018-03-14)


canetadapoesia

 

 

Com a devassa do meu íntimo

pela entrada brusca e abusiva

onde não o deviam fazer sem permissão,

desvendam os mistérios que a luz do dia esconde

nas profundezas da minha timidez.

Digo que parem!

Continuam, escudados sei lá em que realidade.

Eu posto a nú!

Sem nada que vestir que me cubra esta nudez

que timidamente guardo para mim e que,

vejo agora devassada e aberta a olhares

que não deviam descortina-la.

Vazio de negação, aberto ao mundo!

Sem roupas que me cubram,

sem palavras que recusem,

sem forças.

Exposto ao mundo!

06
Abr18

Um olhar (2018-03-10)


canetadapoesia

 

 

Quando de um olhar se retira

todo o erotismo de uma mulher

que nos prende pelo simples pestanejar,

onde não há palavras ou outras acções,

fica-nos o sabor de uma imaginação,

onde tudo é possível!

Basta um olhar, cai o mundo a nossos pés,

perde-se a compostura e o coração acelera.

No entanto é só isso, um olhar,

que pode derreter tudo o que o circunda,

que nos dá as asas necessárias a voar

sem nunca tirar os pés do chão e,

desse olhar retirarmos sonhos e esperanças,

vontades e desejos infindos.

Um olhar, simples olhar que nos derrete o coração,

nos inculca o erotismo extremo

dos sonhos por realizar… com este olhar

que amachuca o ego e desperta a sedução.

05
Abr18

Passam… (2018-03-16)


canetadapoesia

 

 

Passam anos, meses, dias, horas, minutos,

os segundos são uma eternidade!

Vejo-os agora.

Correndo desalmadamente,

não sei porquê, não sei para onde,

mas correm, correm.

Por mim passaram com a velocidade

que da luz parece ser dupla.

Quero agarrar o tempo!

Procuro segurar, agora,

nestas mãos que já são tremores, o tempo!

Esse tempo que corre sempre à minha frente,

que nunca consegui parar,

que me deixou sonhar à mesma velocidade.

Assim corre e passa sem parar!

Passam os anos, os meses, os dias, as horas, os minutos

e com os segundos a eternidade!

05
Abr18

Fogo e água (2018-03-12)


canetadapoesia

 

 

Porque me sinto fogo

quando entro em tua água,

assim me desvaneço,

em efervescências e vapores.

Nas ebulições que nos misturam

me sereno e acalmo,

no ar me evaporo.

04
Abr18

Entre árvores (2018-02-22)


canetadapoesia

 

 

Duas árvores cuja idade ultrapassa a da razão,

olhando-se do alto das suas largas copas.

Por baixo, entre elas,

um espaço aparentemente vazio

por onde se esgueiram séculos de paisagens,

de guerras com intervalos de paz,

de partidas e chegadas,

de amores dispersos e correspondidos,

outros talvez nunca o tenham sido.

Entre duas árvores,

todo um mundo de acontecimentos,

todo um universo desconhecido!

Pág. 2/2

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