Domingo, 30 de Setembro de 2018

Faz sol (2018-07-20)

 

 

Sabe-se que faz bom tempo

E que para além disso

Faz sol!

Porque somos como o caracol

Logo que sentimos os calores,

Destes raios quentes que nos envolvem,

Saímos da caixa e na rua caminhamos

Sentindo e procurando o sol que nos bronzeia

E nos aquece o corpo a que a alma se apega.

Faz sol e aquece-nos dos invernos da vida!


publicado por canetadapoesia às 00:37
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018

Pertença (2018-07-18)

 

 

Aqui sentado de costas voltadas à praça

Ouve-se o bulício que nela vai.

São correrias e brincadeiras,

Crianças ainda e já menos também,

Que a enchem de uma característica

Unicamente destinada aos humanos!

Sentem e gostam de se juntar

Neste sentimento de pertença a algo

Que no caso é a civilização que abraçam

O país que é seu e a cidade que habitam.

Sentimento de pertença que bem podia

Alargar e abranger o mundo, ao qual,

Sem dúvida, pertencem também!


publicado por canetadapoesia às 20:22
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018

Perscrutador (2018-08-02)

 

 

É esse teu olhar quando em mim te fixas,

Para me conhecer e entender,

Para quando deres de caras com o avô

Saberes quem ele é e a que se compara.

Olhas-me com esse olhar perscrutador

E penetras-me na alma apaixonada

Com a doçura do teu tenro olhar,

Por vezes até emites sons,

Que eu tento decifrar,

Com sorte até com um sorriso me brindas.


publicado por canetadapoesia às 23:37
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

Padrões (2018-07-24)

 

 

Na desorganização e compadrio

Que se estabelece no país,

Desponta a oportunidade

Da miséria política para,

Como abutres,

Abocanharem todos os pedacinhos

De uma carne que seca aos calores

Da podridão dos que se assumem como

Pastores de um rebanho de mansos cordeiros!


publicado por canetadapoesia às 21:34
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

Desta janela (2018-07-16)

 

 

Que é quadrada

Talvez mais para o rectangular

E é grande e larga,

De vidro inteiro,

Vê-se a rua que passa mesmo ao lado.

Tem passeios de ambas as margens

De onde desaguam automóveis,

Ao centro, entre as margens,

Um pequeno jardim a separá-las

E nele há árvores, muitas árvores

E sombra que se abraça neste calor.


publicado por canetadapoesia às 22:40
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Verão/Inverno (2018-07-14)

 

 

Porque se acendem os raios de sol

E o calor aperta e aquece

E nos faz despertar aquecendo ainda mais.

São roupas a menos que faz calor,

São carnes a mais que ainda não desapareceram,

É um, despe veste, um, tira põe,

De manhã calor de derreter

E pela noitinha,

Uma brisa fria para arrefecer.

De qualquer modo, acalora…

Já se vinha sentido saudades dele,

Do verão que encanta,

Pelo calor e pela facilidade do despir

Tudo o que no corpo se acumula

Por todo o tempo em que o inverno

Nos vai habitando sem o querermos.


publicado por canetadapoesia às 18:07
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Sábado, 22 de Setembro de 2018

Porque é sábado (2018-07-28)

 

 

Mesmo assim, sendo sábado e fim de semana

A vida não pára, obriga e impõe

Que se peçam coisas que não queremos,

Melhor ainda,

Que não gostamos.

Ah! Vida, vida que a tanto nos obrigas!

A mesma vida que não queremos deixar,

Por isso nos obrigamos a coisas que não gostamos

Mesmo que seja a um sábado,

Para que a saúde não nos abandone,

Para que a vida possa continuar.


publicado por canetadapoesia às 21:39
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

Evoluções (2018-07-22)

 

 

Esta gente que vagueia por cidades evoluídas

De onde inexoravelmente se retiram os automóveis

E no seu lugar se sobrepõem bicicletas,

De todos os tipos e de formas mais diversas,

Mas sempre movidos a pernas humanas.

São de facto pessoas evoluídas neste mundo

Que é também nosso, mas que caminha

A velocidades diferentes e portanto,

Se uns evoluem mais depressa,

Outros demoram muito mais tempo.

São diferentes percepções da vida e de vida

Que defendem a primazia das pessoas

Sobre a voracidade autofágica do automóvel,

Gente de outras latitudes, mais a norte,

Gente de outra educação e entendimento,

Atrevo-me, pois, um pouco mais,

Direi que é gente civilizada!


publicado por canetadapoesia às 12:02
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