Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

Cansaço (2018-08-28)

 

 

A espera também cansa

e cria receios e dúvidas.

Enquanto se espera tem-se tempo

para pensar e remoer,

o que a vida nos dá e o que a vida nos tira!

A espera cria a esperança,

mas se muito remoermos a ideia

que nos traz a ela amarrados,

vai-nos enchendo de dúvidas

que só a espera nos traz

e cansa-nos tanta espera!


publicado por canetadapoesia às 22:55
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Como todos os dias (2018-08-26)

 

 

Nasce o dia e põe-se o sol

como todos os dias deste universo.

No entanto,

muita vida escorre por entre as horas

que são muitas e assim compõem o dia.

Os dias…

que passam ou que aí virão,

cheios de vida ou na sua ausência,

não param nem se aquietam

e correm desenfreados como sempre

por esta ladeira que é a vida,

acima ou abaixo,

não deixa de ser a vida que decorre

mesmo aqui, à nossa vista

todas as horas e minutos do dia,

com todos os dias do universo.


publicado por canetadapoesia às 00:10
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

Com borbulhas (2018-08-16)

 

 

Subia e descia, rodopiando,

nessa loucura de líquido desejado

criava borbulhas de espuma branca,

quase incolor, quase transparente.

Era água simplesmente!

Não pura, mas reciclada por inúmeras passagens

por bombas que a forçavam a sair em altura,

quase borbulhenta, quase incolor!

Refrescava tudo à volta

com a miríade de gotículas

deixada num ar que ainda aquecia,

assim refrescava quem dela se aproximasse.

As crianças deliciavam-se,

correndo entre os altos repuxos,

esquivando-se à molha certa,

saindo sempre encharcadas, mas felizes.

Eu feito criança de tempos idos,

olhava e sentia,

a mesma sensação de alegria que ali via.

As crianças e a água com os adultos a apreciar,

um espectáculo de vida,

um quase paraíso terreno,

umas memórias que se reavivam!


publicado por canetadapoesia às 22:33
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

Parece mesmo (2018-10-05)

 

 

Pois assim parece,

ao primeiro olhar e num vislumbre,

parece mesmo que as coisas que aqui aparecem,

se parecem mesmo

com aquela realidade que julgamos

tão igual ao que nos parece.

Mas as aparências enganam,

e enganam mesmo muito!

Portanto, tudo o que vemos e nos parece a realidade,

obriga-nos a um segundo olhar,

desta vez com mais acuidade,

de preferência com uma análise

o mais fidedigna possível

de tudo o que parece ou se pareça,

mas que a realidade se encarrega

de mostrar o quanto estamos errados

na apreciação das parecenças.


publicado por canetadapoesia às 20:16
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2018

Era verão e chovia (2018-08-18)

 

 

Estavam quentes os dias

a aragem não trazia humidade

o ar quente era quase irrespirável.

De repente o fogo!

Que consome as vidas,

que destrói o luxuriante verde,

que nos torna irracionais!

Correm sirenes de um a outro lado,

aviões carregados de água

passam por cima de olhares incrédulos,

as labaredas atingem picos elevadíssimos,

querem atingir o céu,

transformam-se em deuses da destruição!

Infernizam na terra os homens

que do paraíso criaram o inferno e a destruição

e choram sobre o leite derramado

como patéticos inocentes

a quem o céu não perdoará.

Ainda assim e apesar de tudo,

caem pingas de água sobre este inferno

amenizando a dor que o fogo cria.

É verão e chove na serra,

sobre os restos do fogo que se eterniza!


publicado por canetadapoesia às 21:32
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018

Pingo de água (2018-02-19)

 

 

Deixa que o pingo de chuva te desça pelo corpo,

sente o acariciar dessa pequena gota de vida,

abraça o mundo que ela te oferece,

regozija-te porque estás vivo e sentes a vida.


publicado por canetadapoesia às 21:56
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

Um sopro (2018-08-29)

 

 

Estou vendo daqui que sopra um ventinho

que encontra os ramos pendentes da árvore

e os abana de mansinho sem os quebrar.

Apenas um sopro ligeiro,

para que se sacuda da árvore o que lá está a mais

e nesse leve abanar se limpam energias

que de tão negativas afectam o seu viver.

Apenas um sopro, ligeiro, suave,

é o que vejo daqui de longe.

Mais perto me admiro que o simples sopro

que de longe aprecio e admiro,

se transforme em vendaval uivante

que verga e quebra os ramos contorcendo a árvore.

Separa-nos a distância que vai

de um sopro a um vendaval.


publicado por canetadapoesia às 21:18
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2018

Enquanto (2018-08-04)

 

 

Desenvolve-se a acção,

mexem-se os personagens,

preparam-se os instrumentos,

enquanto o tempo corre

para os primeiros acordes

da música que vem de além atlântico,

mas anima o fim de tarde.

São modinhas, são musiquinhas tradicionais

a que um violão dá vida

e duas vozes acompanham.

No palácio do Marquês de Pombal que,

nem imaginava que o tempo daria outro uso

ao que foi um quase mundo dentro de outro mundo.


publicado por canetadapoesia às 22:09
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2018

Esplanada das araucárias (2018-07-26)

 

 

Sentia-se o vento na esplanada das araucárias

E nem sei se é por causa delas,

Acredito que pelo menos incentivam,

Mas o assobio do vento a cortar pelas ramadas

Agiganta-se assustadoramente.

O calor que faz fora da sua sombra

Tira-nos a ideia de nos afastarmos

Porque aqui,

Sob os espessos ramos que a rodeiam,

Estamos calmos e repousados

Beneficiando da sombra protectora que as araucárias,

Gigantes como só elas,

Nos oferecem para colmatar a brasa do dia.


publicado por canetadapoesia às 22:28
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2018

Se te apetece (2018-07-30)

 

 

E se te apetece,

Pára por momentos,

Estica-te na cadeira,

Alonga os braços acima do corpo,

Espraia os olhos pela vida que corre,

Ouve o som do vento quando atravessa as árvores,

Imagina o que quiseres,

Tudo o que a alma te sugerir,

E se te apetece,

Podes até parar o mundo por momentos

E escrever qualquer coisinha,

Um poema ou dois… talvez, ou até mais!

Sempre que te apetecer.


publicado por canetadapoesia às 23:16
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