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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

21
Mar19

A Guerra


canetadapoesia

 

 

Disseste-me que era necessária,

argumentaste que levava à paz.

Vestiste-me e armaste-me de forma sumária.

Preparaste-me física e psicologicamente,

mandaste-me avançar e matar se necessário.

Tudo em nome e defesa da Nação.

Tenho de te confessar que não cumpri,

recusei-me a ser o ceifeiro da morte,

na seara da vida humana.

20
Mar19

Um olhar


canetadapoesia

 

 

Um relâmpago, no entra e sai do comboio.

Um mundo de emoções trocados num só olhar.

Um sorriso envergonhado, de soslaio,

recebido no recato de quem tem tanto para dar.

Um trovão de sensações, em ambos os corações.

19
Mar19

Do meu olhar (2011)


canetadapoesia

 

 

Do meu olhar saem tempestades,

trovões, faíscas,

ventanias sem fim,

marés alteradas,

ondas assustadoras.

Mas neste olhar também crescem,

águas mansas,

suaves brisas,

um brilho intenso de carinho e amor.

Estes são os olhos que se cerram de ira,

e os mesmos que se abrem de espanto,

carinho, amor e tolerância para com o nosso mundo.

17
Mar19

A raiva


canetadapoesia

 

 

Vai surgindo pelos caminhos que trilhamos,

silenciosamente,

empurrada pelos arautos da devastação.

Cresce e multiplica-se, lenta mas decididamente,

e em surdina,

cega quem atinge o limite da frustração.

16
Mar19

Não me digas nada (2016-08-28)


canetadapoesia

 

 

Não, não me digas nada disso,

porque essas são palavras eroticamente relevantes,

e se mas dizes,

não fazes ideia do efeito que em mim produzem,

porque afinal sou humano e sou homem

e quando te ouço dizer-me ao ouvido,

que estás gordinha que devias estar mais magra,

a excitação que me causas é tremenda.

Não, não me digas essas coisas que me deixas fora de mim,

só me crias a ansiedade que este corpo quase inerte e esquecido,

tem de sentir o teu corpo roliço e cheio,

não gordinho, mas com o tamanho suficiente,

para que estas mãos ávidas o percorram em toda a sua extensão.

Correm de cima abaixo e vasculham cada centímetro,

no fim, satisfeitas e cobertas do prazer de te encontrar,

repousarão no teu farto regaço dessedentadas de amor e paixão,

com um corpo onde vale a pena ser homem.

Não, não me digas nada que não sejam palavras de amor.

16
Mar19

Era um tempo…Sem liberdade (2016-09-11)


canetadapoesia

 

 

Era um tempo de angústia na vida de cada mancebo,

um tempo em que o tempo marcava o ritmo da liberdade.

Era um tempo em que as mães choravam em silêncio,

se faziam fortes na presença dos filhos, soçobrando de seguida.

Era um tempo em que tudo era negado a quem não tinha do tempo

o tempo certo para ter a liberdade de ser livre e nessa liberdade

limitada pelo tempo se encerrava em masmorras sem alma.

Era o tempo em que o sonho era negado e a vida parava no tempo,

até que o tempo certo os recolhesse entre muros e casamatas

recheadas da nata da juventude parada no tempo.

Era um tempo em que a vida tinha um único objectivo

que o tempo se encarregava de marcar e permitir viver ou morrer

com o tempo que marcava os intervalos de cada explosão.

Era um tempo em que as mães rezavam pelos filhos perdidos

num tempo madrasto onde, sem a liberdade ansiada,

procuravam sobreviver ao tempo que os aprisionava.

Era um tempo que o tempo não apagou da memória de todos

os que viveram o tempo carcereiro, e acabrunhados por esse tempo,

vagueiam pelas ruas de uma amargura sem cura,

vergam-se ao peso que lhes tolhe os movimentos,

com o pensamento no tempo que lhes tolheu a vida.

Era um tempo em que as mães choravam baixinho

e os filhos sangravam da alma.

Era um tempo em que a palavra liberdade

era excluída das vidas da juventude deste País.

14
Mar19

O sonho comanda a vida


canetadapoesia

 

 

Porque a noite é minha,

deito-me no sonho da vida,

procuro a verdade no meio de tanta mentira,

nada encontro que me descanse e,

do meu sonho da vida,

retiro a desilusão de só poder sonhá-lo.

A tristeza que se acumula,

por entre os sonhos desfeitos,

de tanto os sonhar me desfaço na ilusão,

 de que o “sonho comanda a vida”,

mas já não comanda os sonhos.

12
Mar19

Palha


canetadapoesia

 

 

Absortos na difusa distância,

entre o céu sobre si e a terra de onde o olhavam,

mãos entrelaçadas, respiração alterada,

cabelos desgrenhados, suor escorrendo pelo corpo.

Extenuados sobre a palha,

que de leito lhes servia,

numa antecipada viagem,

de núpcias descontrolada,

gozavam o resto do sabor a nada e a tudo.

Sabor a céu, na terra consumado,

e em corpos, desejosos,

levado ao extremo do epicentro da carne,

assim prostrados pelas asas do amor.

11
Mar19

Sementes


canetadapoesia

 

 

Nas tuas sedosas mãos,

que me acarinham,

percorrem o meu corpo,

e me excitam o ser,

repousam as sementes,

do infinito prazer,

que o amor proporciona.

10
Mar19

Roçar de mãos


canetadapoesia

 

 

Um simples olhar,

um virar de cabeça,

um aroma no ar,

um roçar de mãos.

O desejo a despertar,

e o amor a vaguear,

no etéreo espaço que nos separa

do inferno ao paraíso.

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