Domingo, 10 de Março de 2019

Sonho-vos (2018)

 

 

Assim vos vejo e anseio,

que não verei talvez seja certo,

mas que o sonho, é a realidade,

desta alma que com amor

e todo o carinho do mundo

vos enlaça pelo coração,

cansado, sem dúvida,

mas sonhador e esperançoso.

Quero-vos no mundo,

que só o sonho constrói

e o meu tece-o para vós

com fios de fina prata

cravejada de brilhantes

do verde mais cristalino,

para que o futuro que vos sonho e anseio

seja da mais pura transparência

e vos encha a alma da mais translúcida esmeralda.


publicado por canetadapoesia às 00:08
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Sexta-feira, 8 de Março de 2019

Porque gosto de mulheres (2019-03-08)

 

 

Sim, é verdade,

mentiria se dissesse o contrário,

gosto de mulheres.

Porque sou neto de duas,

porque sou filho de uma,

porque sou pai de outra,

porque sou avô de outras,

porque vivo com uma.

Por fim e porque sou homem

não podia deixar de gostar de mulheres.

Que coisa maravilhosa,

gostar de mulheres.

Sempre com um sorriso na dor

e sempre mulheres,

donas de um encanto especial

mesmo quando nos mostram o rosto fechado.

Gosto especialmente de mulheres

porque a elas tudo tenho a agradecer e,

porque são o futuro do mundo.


publicado por canetadapoesia às 00:00
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Quarta-feira, 6 de Março de 2019

Tenho mulheres no coração (2019-03-06)

 

 

Tenho um coração que ora está calmo para logo se alterar

dentro dele tenho todo um mundo

de imaginação, carinho, compreensão e amor

mas também lá encontro num cantinho mais escuro

a amargura, a tristeza, o desencanto e até a raiva.

O que mais aprecio neste coração tão cheio,

de tanta diversidade e sempre pronto a mais receber,

é a capacidade de entre todas as coisas que o ocupam

ter mulheres, as mulheres da minha e de outras vidas.

Em permanência tenho agora três pequeninas ainda,

mas que o enchem de forma permanente,

e é vê-lo alegre quando com elas se encontra

e sabê-lo feliz e contente porque o seu futuro

será bem diferente de outras mulheres de antanho.

Para elas se vem preparando um espaço de igualdade

onde não cabe mais o ódio daqueles que se julgam homens,

para elas se prepara o mundo onde não serão desiguais.


publicado por canetadapoesia às 23:12
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Eis-me aqui perante ti (2019-03-05)

 

 

Venho assim despido perante teus olhos,

e assim me verás diante de ti,

despido de coisas mundanas, que as roupas,

essas peças que me escondem o corpo,

não são suficientes para me esconder a alma.

Estou, pois, nu perante ti

sem as máscaras que a vida me obriga a usar,

sem qualquer outra protecção

que não a minha alma aberta

onde poderás ver-me por inteiro.

Desta forma me disponho a aceitar o teu veredicto

e sobre ele escutar a voz da razão

cuja ressonância me fará humildemente

aceitar a tua provação e sentir que dessa forma

me redimo de todo o mal que possa ter-te causado.

Eis-me aqui perante ti

aguardando a tua decisão!


publicado por canetadapoesia às 00:03
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Sexta-feira, 1 de Março de 2019

Fica no ouvido (2019-02-28)

 

 

Estridência do som de novos habitantes

de uma primavera que se anuncia e lá de cima,

da copa das árvores, lançam os trinados que me alegram.

Uma nova espécie invasora que lentamente

vem tomando conta dos céus e árvores desta cidade

em bandos desmesurados e tresloucados.

Talvez predadores de outras espécies que,

sendo ancestralmente nativas,

estejam agora a ser empurradas para as periferias

das zonas arborizadamente verdes da cidade.

Como os humanos, que os olham espantados e desconfiados

de tanta proliferidade e à-vontade por céus desconhecidos,

também eles, empurrados pela onda de visitantes

e novos inquilinos desta cidade centenária

a caminho do milénio de existência nos mapas de um mundo

que finalmente, acaba por descobri-la e nela tomar assento.

É imparável o movimento e insuportável

aos que fizeram da urbe a sua cidade,

não há quem restaure e ordene a tranquilidade

perdida e quase consentida pela invasão

das hordas de curiosos transformados,

pelo mundo global,

em investimento económico imediato

ainda que à custa de outras destruições.


publicado por canetadapoesia às 21:44
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