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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

24
Mai19

Falar com a alma (2010)


canetadapoesia

 

Pedem-me que fale,
e eu falo, eu grito,
mas tais palavras ninguém ouve.
No silêncio dos meus gritos,
só as almas entendem,
que uma palavra, um grito vindo de dentro,
do fundo do coração,
do mais puro que a alma tem,
não podem ser ouvidos.
A alma sente, fala e até grita,
mas a alma não tem voz,
só sentimentos.

24
Mai19

A noite (2010)


canetadapoesia

 

Deixo-te o silêncio da noite estrelada.
A lua arredondada iluminar-te-á
e o manto de estrelas te cobrirá.
A noite será apenas o teu leito,
o reino do teu repouso,
e a manhã radiosa de sol,
estará atenta ao acordares,
envolvendo-te no calor dos seus raios.

24
Mai19

Do outro lado (2010)


canetadapoesia

 

Conheço-te cidade linda,
não inteiramente,
porque muitos dos teus segredos,
se encontram guardados em improváveis locais.
Percorro as tuas ruas,
as vielas mais sombrias que me protegem do sol,
das escadarias tortuosas que te percorrem as entranhas,
subo às tuas sete colinas e do cimo,
resplandeço no olhar sobre os teus telhados vermelhos,
e da serpente que se faz rio,
recebo os solares raios reflectidos.
Da outra margem, mesmo em frente,
vejo em ti o brilho das grandes capitais,
coberta por uma auréola solar,
que encanta quantos te apreciam,
serás sempre uma rainha entre iguais,
a mais bela entre as belas,
serás sempre Lisboa.

24
Mai19

Já se dorme aqui por perto (2011)


canetadapoesia

 

Roda a máquina de lavar roupa,
semi-circula a de secar,
e a noite contínua serena, silenciosa,
sem ouvir os pássaros ou,
sem sentir que os grilos estão despertos,
ficamos na penumbra da dúvida,
será dia ou a noite já se apresentou à lua?
Mas a máquina dá o tom,
é noite e passa das dez horas,
definitivamente noite,
silêncio que já se dorme aqui por perto.

24
Mai19

Olhar perdido (2011)


canetadapoesia

 

No teu olhar perdido em horizontes indecifráveis,
descubro o mar,
as ondas brandas do silêncio,
entrecortado pelo seu namoro com a praia.
No imenso azul esverdeado fixo o olhar,
procurando o fim dessa largueza,
mas ao longe,
muito para além do meu olhar,
só encontro o teu,
e nele se reflectem,
os raios alaranjados do pôr do sol.

24
Mai19

Pelas ruas de Lisboa, o mundo (2010)


canetadapoesia

 

Por estas avenidas,
pelas suas ruas,
pelas vielas incontáveis,
encontro o mundo neste cantinho.
Viajo pelas Índias,
passo pela Oceânia,
dou um pulinho à China,
deparo-me com as Américas,
dou de caras com África.
E tudo isto num passeio por Lisboa,
que é coisa boa, todos o sabem,
e por isso aqui se juntam,
vindos de todos os lados deste globo terrestre.
Que lindo é sentir este pulsar de culturas,
esta variedade de gentes,
este arco-íris de cores.
Que linda é esta Lisboa.

24
Mai19

Rugidos nocturnos (2011)


canetadapoesia

 

No meu íntimo ouço a noite,
rugindo enfurecida no silêncio que lhe peço,
e quero aquietar-me,
e quero silenciá-la,
mas impede-me de o fazer.
Vai-me rugindo amiúde,
acordando-me da letargia em que quero mergulhar.

24
Mai19

A vida (2011)


canetadapoesia

 

Tem sido vivida com momentos de extrema frustração,
encerrando em si silêncios que a alma esconde,
tristezas que a palavra nem comenta,
mas aqui e ali aponta momentos de pura satisfação,
sentimentos únicos, sensações fantásticas,
que chegam a esconder as sombrias esquinas
que penosamente vamos dobrando.
E tentamos de novo, vamos correndo contra o vento,
que agreste e acintoso, teima em nos fustigar,
olhamos as estrelas, apreciamos a lua,
sentimos na pele o sol que nos aquece e,
com uma réstia de esperança, sonhamos,
que um dia, um destes dias que nos acolhem,
tudo será diferente, tudo será melhor.
Um dia, um destes dias, teremos uma vida diferente.

24
Mai19

Ao vento, ao sol e à lua (2010)


canetadapoesia

 

Deixo ao vento a liberdade de me levar,
por aí, descendo ruas, subindo colinas,
andando pela cidade.
Deixo ao sol a capacidade de me aquecer
nos dias frios de inverno que aí venham
enquanto ando pelas ruas da minha cidade.
Deixo à lua a facilidade com que a sua luz me comove
quando à noite me debruço na janela
e nela deposito meu olhar.
Deixo a estes três elementos essenciais à minha vida,
o apreço por me manterem vivo e de alma desperta
para o mundo que me rodeia
e para o amor que me encanta.

24
Mai19

O grito (2012)


canetadapoesia

 

 

Ecoa neste silêncio desmesurado,

repercute-se nas paredes deste quarto,

extravasa para fora destas janelas.

E eu ouço, o teu grito de desespero,

sinto o teu desapontamento,

deixo que grites a tua dor,

sem desprimor de a sentir também em mim,

junto-me a ti e grito,

com toda a força do meu ser,

grito pelo meu e pelo teu desespero.

Um grito rouco, abafado,

que as forças vão faltando,

mas o grito não, o grito grita-se,

no desespero que nos tolhe,

e vai atravessar este universo,

que de gritos desesperados,

começa a ficar insuportável.

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