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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

13
Jul19

...


canetadapoesia

 

 

Um momento de calma,

uma tarde amena de verão,

uma cadeira estirada,

e um bom livro na mão.

Um momento fugaz,

uma tarde de silêncio,

um livro de excelência,

nos intervalos,

o pensamento disperso no ar,

dentro deles todos os que são queridos,

uma vida diversa repleta,

de fiapos de felicidade.

12
Jul19

Filhos de várias madrugadas (2015-04-22)


canetadapoesia

 

 

Consubstanciam-se em horas sem sono,

insónias que ajudam a criar e construir,

noites infinitas,

madrugadas proveitosas ou não,

com a única companhia do silêncio que a noite nos traz.

Nascem e espalham-se,

perdemos-lhe o rasto,

vão por esse mundo sem que nada os impeça, mas,

no momento em que os apresentamos à sociedade,

no instante em vemos alguém neles pegar,

desfolhar as páginas da emoção,

emitir um sorriso de satisfação,

ainda que seja só um,

ainda que seja o único exemplar,

é o nosso filho, que pusemos no mundo para o alegrar,

de tristezas tantas e alegrias poucas,

é o filho de várias madrugadas.

11
Jul19

As ondas (2015-05-06)


canetadapoesia

 

 

Bramiam à minha volta

ensurdecedoras no silêncio da manhã

calando até o piar das gaivotas.

O seu encontro com a areia,

permitia-lhes um arrulhar de paixão

que só elas no seu amor pela praia

conseguiam transformar

em pura sensação de prazer.

11
Jul19

Abstracção (2015-05-01)


canetadapoesia

 

 

Na abstracção total,

entrecortado o silêncio

pelo longínquo ruído das vozes

que na tarde não se apagavam.

Fez-se luz.

Olhou à volta e viu o mundo

das diferentes gentes que por ali deambulavam.

Um mundo de diferenças,

um mundo de semelhanças,

um mundo por acertar.

10
Jul19

Música (2012)


canetadapoesia

 

 

Soava no ar,

saía não sei de onde,

mas alegrava o ambiente.

Um flamengo,

sentido,

como o nosso fado,

o fado dos nossos irmãos de jangada.

Intercalava com os blues,

de um saxofone entontecedor,

daqueles que fazem deitar a cabeça,

quando se dançam.

Um ambiente de fantástico sossego.

Um oásis de calma e silêncio.

Um espaço para pensar.

09
Jul19

Um horizonte (2013)


canetadapoesia

 

 

Para a frente,

quilómetros de asfalto,

à direita e à esquerda,

campos a perder de vista,

por cima o azul brilhante deste sol de verão.

Não paro,

sigo em frente,

calcorreando o silêncio da estrada solitária.

Hei de atingir o final,

em algum momento lá chegarei.

08
Jul19

Num claro dia de sol (2015)


canetadapoesia

 

 

Subitamente, num claro dia de sol,

a nuvem, que é esguia e se solta sabe-se lá de onde,

aproxima-se de mansinho,

atravessa o céu sem que se dê por ela e,

imbuída do silêncio das nuvens, vai-se chegando.

E num dia claro de sol, a nuvem que não o respeita,

ofusca-o e, depois de se colocar mesmo por cima de nós,

como se debaixo deste céu não houvesse outro espaço,

descarrega com toda a força da conjugação,

uma espécie de associação “nuvulenta”,

grossas e pesadas gotas,

toda a água que vinha acumulando.

E num dia claro de sol,

faz-se ouvir a trovoada,

acendem-se relâmpagos que,

iluminam a noite feita à nossa volta.

Tudo num dia claro de sol,

com nuvens, chuva e trovões relampejantes.

08
Jul19

O violino (2015-05-11)


canetadapoesia

 

 

O violino estava ali em pleno palco,

afinou com uns acordes soltos,

um silêncio caiu sobre a sala,

segundos depois os primeiros sons.

Inolvidável.

Um violino nunca está silencioso,

mas o silêncio à sua volta,

granjeia-lhe um estatuto superior

e ouvi-lo,

é entrar no paraíso do sublime.

07
Jul19

Reflexo (2015)


canetadapoesia

 

 

Olho para ti e vejo

a vasta e imensa desilusão

que a sociedade,

que te deve protecção, amparo e cidadania,

reflecte nesses olhos de água marejados,

vazios e distantes,

num rosto que devia ser de juventude e esperança.

Choro interiormente, em silêncio,

porque as lágrimas do meu sal,

se soltam directamente do coração.

06
Jul19

Águas azuis (2015-05-10)


canetadapoesia

 

 

Das tuas águas me satisfaço e com elas,

em olhares directos,

banhos de sonhos ou luares discretos,

em que o brilho de prata da lua em ti reflectido,

sedento da noite em que a calma,

alucinante neste silêncio oceânico

escrevem, de mim, mas não promovidas,

indescritíveis palavras de espanto

que elevam os sonhos de filigrana bordados.

Passo por ti e reparo que o rastro que na água deixas,

imenso e brilhantemente ondulado, caminha na minha direcção,

paro e ele pára, ando e ele acompanha-me,

e no olhar que me brilha em fiapos dourados,

reconheço as azuis águas, turquesa marinho,

que me encantam e deslumbram, que me deleitam,

e me relembram outras águas, outros sonhos,

e de ti são o poema que me há de alimentar.

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