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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

05
Ago19

Verde (2010)


canetadapoesia

 

 

Foi então que ouvi.

O vento que assobiava ao meu redor,

sussurrou-mo.

Ao princípio nem percebi,

parecia-me um ruído como outro qualquer,

mas não era.

Por entre as rajadas uivantes consegui,

finalmente,

escutar a voz.

Uma voz distante,

quase imperceptível,

mas agitada, suplicante.

Ajuda, peço ajuda.

Despertei os sentidos, apurei a vista,

foi então que deparei com ela.

Retorcida, meio quebrada,

ainda assim com a vitalidade que só a natureza possui.

A pequena árvore aguentava-se,

apesar dos maus tratos ia espalhando o verde,

que nos mantém vivos,

tanto quanto lhe era possível.

04
Ago19

No fundo da gaveta (2010)


canetadapoesia

 

 

No fundo de uma gaveta,

jazia há muito a poesia.

Dali não saía,

atormentada pelo brilho de grandes poetas que,

na sua superior magnificência,

a fariam empalidecer de vergonha.

Afinal quem sou eu,

para me postar ao lado de gente tão ilustre e conceituada?

Não sou nada.

Não sou ninguém.

Apenas uns lampejos de alma,

apenas unas gotículas de sentimento.

Mas sou poesia, caramba.

Da mais sentida,

da mais profunda.

Daquela que só aparece vinda de muito fundo do coração.

Abriu-se a gaveta.

A poesia saiu e espraiou-se pelo mundo.

03
Ago19

Existência (2010)


canetadapoesia

 

 

Não quero limitar-me a esta existência.

Procuro a essência daquilo que da vida se faz vida.

Debaixo de todo o amontoar de passado, rastejo,

e busco o éter do sublime.

Não quero limitar-me, jamais, a esta existência.

Procuro os campos verdes que nos levarão a prados azuis.

Quero a sublime elevação dos justos e,

busco as vestes da inocência, habito os passos dos culpados,

mas não quero limitar-me a esta existência.

02
Ago19

Sereno (2010)


canetadapoesia


 



 



Sereno é o vento,



que na sua loucura avassaladora,



nada deixa de pé.



Serenas são as ondas,



que do alto da sua imponência,



esmagam tudo o que lhes aparece pela frente.



Serenos somos nós,



que na nossa brandura,



aceitamos todos os vexames e violências.


 


 

01
Ago19

Sol (2010)


canetadapoesia

 

 

Entrou pela janela,

iluminou o quarto,

foi-se espalhando,

esquadrinhou todos os metros quadrados,

finalmente repousou,

de frente,

aquecendo-me o rosto,

engrandecendo-me o dia.

Um calor matinal,

recebido directamente do rei sol.

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