Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019

Adão e Eva (2011)

 

 

Percebi em Adão a hesitação,

afinal vivia no paraíso.

Mas se Eva assim não pensava,

se ela o atentava com coisas que nem imaginava,

que poderia ele fazer senão segui-la?

Ver pelos seus olhos que outros paraísos existem,

sentir pelo seu corpo que Eva,

afinal, era o próprio paraíso.


publicado por canetadapoesia às 23:43
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Domingo, 29 de Setembro de 2019

Amanheci-me (2011)

 

 

Amanheci-me com olhos de sol,

amanheci-me com sede de calor,

amanheci-me com abraços para dar,

amanheci-me.

Abri a janela, alonguei os braços,

acabei abraçado ao sol,

com a esperança aquecida pelo astro rei,

amanheci-me.


publicado por canetadapoesia às 23:49
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Vibração (2011)

 

 

Senti a calor do teu corpo

mal nele depositei minhas mãos.

Fizeste-me vibrar,

sentir tremores que o corpo não justificava,

senão pelo calor do corpo teu.

Em sentimentos desencontrados,

em sensações inolvidáveis,

conhecemos o êxtase do nosso encontro.


publicado por canetadapoesia às 00:05
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Sábado, 28 de Setembro de 2019

Lábios (2011)

 

 

Ao primeiro olhar se revelaram os sentidos,

Semicerraste os olhos,

Arfou-te o peito,

Mordeste os lábios.

Vermelhos, carnudos e sensuais,

a tentação feita coração em plena face.

E as mãos com que seguravas o prato,

tremeram e agitaram-se.

Depois,

foi tudo o que o tempo e os sentidos permitiram.


publicado por canetadapoesia às 00:28
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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2019

A nesga (2011)

 

 

Foi assim que me acordaste,

por uma nesga da janela,

entraste sem pedir licença,

espalhaste-te pelo espaço disponível,

encheste-me o quarto.

Não contente,

apontaste teus raios,

directamente à minha cara,

obrigaste-me a acordar,

e que bom foi fazê-lo contigo por perto.

O calor e alegria que transmites,

faz com que o dia seja,

à partida,

um excelente dia.


publicado por canetadapoesia às 22:15
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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2019

Repressão (2011)

 

 

Reprimir as ideias,

reprimir os sentidos,

reprimir o ser que somos,

não é mais que reprimir a vida,

que nos formata,

que nos reprime,

que nos compacta,

que nos retira a capacidade de sermos “eu”.


publicado por canetadapoesia às 21:38
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Enfrentar o mundo (2011)

 

 

Olhas para o mundo com a admiração

de quem acaba de nele entrar.

Abres os olhos de espanto,

pelas maravilhas que eles te retratam.

Serás amparada e encaminhada,

tanto quanto possível for.

Depois será contigo,

irás conhecê-lo melhor,

entende-lo de formas diversas e,

terás de o moldar à tua percepção.

Vive, mas não permitas,

que te escureçam o mundo em que acreditaste.


publicado por canetadapoesia às 00:04
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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019

Sinais contrários (2011)

 

 

Dizem que sim, alguns,

outros há que dizem que não,

nesta dualidade vamos caminhando.

Esta diferença que faz a diferença,

aceitar os outros,

aceitar o que os outros gostam,

aceitarem o que nós gostamos.

Talvez sejamos seres civilizados,

se assim procedermos.

O grande problema são os sinais,

que vêm contrariando estes princípios.


publicado por canetadapoesia às 23:15
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Domingo, 22 de Setembro de 2019

Esquinas da vida (2011)

 

 

Pelas esquinas da vida

nos vamos arrastando.

Umas arredondadas,

outras afiadas como punhais.

Em cada esquina uma novidade,

em cada uma a esperança dobrada,

em todas elas uma vida vivida,

uma vida a viver.


publicado por canetadapoesia às 23:00
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Sábado, 21 de Setembro de 2019

Guerra e paz (2011)

 

 

Pela guerra se constrói a paz.

Pela paz se alcança a guerra.

Mas a guerra acontece

quando a paz apodrece.

Quando o horizonte da esperança humana

se esbate na conveniência bruta,

de quem da guerra faz negócio.


publicado por canetadapoesia às 23:16
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