Quinta-feira, 31 de Outubro de 2019

O concerto (2011)

 

 

Rosto sereno, olhar atento,

no desfilar dos instrumentos que, à sua frente,

emitiam os sons mais diversos.

A cacofonia de afinação terminou,

o início do concerto teve lugar,

os sons afinaram-se, organizaram-se,

aconteceu o que o universo há muito havia conseguido,

em uníssono, emitiram os mais belos sons,

certos e coordenados, sem falhas.

E o rosto sereno alegrou-se,

emitiu uma satisfação, escutou atentamente,

rasgou um sorriso.

A música que lhe entrou na alma,

também lhe encheu o coração.


publicado por canetadapoesia às 00:14
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Terça-feira, 29 de Outubro de 2019

A guerra e a amizade (2011)

 

 

No meio do capinzal,

ali onde as armas falavam mais alto,

escondidos do mundo,

em lados opostos,

mas firmes nos princípios,

celebraram a amizade.

Nenhuma guerra,

por mais violenta e opressora,

podia estragar o momento do encontro,

de tão grandes amigos de infância.

Fez-se o abraço,

soluçou-se a saudade,

estreitaram-se os corações,

e a amizade voltou a ser selada.


publicado por canetadapoesia às 21:59
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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2019

Outras coisas (2011)

 

 

O corpo roliço atraía-te,

os longos cabelos escuros deliciavam-te,

mas a vida é feita de mais coisas.

O amor não se compadece

com esta ordem de grandezas,

quer mais, quer muito mais,

quer coisas que os olhos não vêm,

mas o coração sente.


publicado por canetadapoesia às 20:42
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Domingo, 27 de Outubro de 2019

Despertador (2011)

 

 

Entusiasmas-te com o seu olhar,

o sorriso encanta-te,

o seu corpo deleita-te os pensamentos,

imaginas-te nos seus alvos braços,

sentindo-lhe o bater do coração.

E são beijos e abraços,

são tudo o mais que imaginas,

e quase sentes real.

Mas toca o despertador e acordas para o mundo.


publicado por canetadapoesia às 22:13
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Sábado, 26 de Outubro de 2019

Tela da vida(2011)

 

 

Não sou pintor, nunca pintei,

acho mesmo que não tenho jeito para a coisa.

Mas olho a vida como uma tela em branco,

tentei pintá-la, ainda tento,

escolho as cores mais bonitas do meu arco-íris,

e vou dando pinceladas,

sempre na esperança de que dali saia uma obra prima.

Não sei se atingi ou de alguma forma o conseguirei,

o certo é que hoje a tela branca,

apresenta cores de várias tonalidades,

pinceladas simétricas,

outras cruzadas,

muitas pinceladas fui dando para que no fim,

tenha obtido a minha tela da vida.

Uma obra que não sendo prima,

é, contudo, a que pintei.


publicado por canetadapoesia às 22:47
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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2019

Ondulações  II (2011)

 

 

No teu corpo ondulante,

vi crescer as marés,

vi o vento empurrar-te as águas,

descobri,

em cada ondulação do teu corpo,

carneirinhos de espuma,

esbranquiçando o prateado do teu mar,

e em cada maré uma nova ondulação.


publicado por canetadapoesia às 20:09
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2019

Não sei (2011)

 

 

Matei a saudade,

desferi-lhe o golpe de misericórdia,

aniquilei-a de vez.

Não voltei,

não sei se um dia voltarei,

o que sei é que não se deve retornar,

não se deve voltar à casa

de onde nos mandaram embora.


publicado por canetadapoesia às 21:51
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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

O botão (2011)

 

 

Olhando para ti só vi um botão vermelho,

dois dias depois resplandecias,

e ao sol deste dia primaveril,

abriste-te em cores de borboleta e arco-íris.


publicado por canetadapoesia às 23:14
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Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

Nenhures (2011)

 

 

Os olhos no horizonte,

fixos em nenhures,

olhando o nada que a vida traz.


publicado por canetadapoesia às 21:33
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Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

A pena (2011)

 

 

Era uma pena de ave,

tão leve, tão leve,

que mal lhe batia um sopro,

esvoaçava e volteava no ar,

e era uma pena,

que uma pena de ave tão prendada,

no seu voltear dançarino,

se mantivesse fora dos palcos da sociedade.

Percebi que não era assim,

o seu palco era maior que estes,

era enorme,

destinava-se a um público mais entusiasta,

era o palco do mundo.

Por isso volteava no ar,

arrastando-se daqui para ali,

para que todos a pudessem apreciar.


publicado por canetadapoesia às 21:27
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