Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2019

Sol de frente (2011)

 

 

Bates-me de frente,

encandeias-me a vista,

deixo de ver as sombras que projectas,

não consigo distinguir os teus contornos,

mas contínuo a apreciar o teu calor.


publicado por canetadapoesia às 21:19
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Domingo, 29 de Dezembro de 2019

Desencontro (2011)

 

 

Se vais por aí,

tomas o caminho contrário,

pois eu vou por aqui.

Deste modo,

jamais nos encontraremos.


publicado por canetadapoesia às 20:55
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Sábado, 28 de Dezembro de 2019

Silencioso (2011)

 

 

E se te custa muito,

não digas nada,

não faças nada,

deixa-me só,

silencioso como sempre.

Olhando o céu azul,

assistindo ao pôr do sol.

Só e silencioso,

como sempre.


publicado por canetadapoesia às 20:45
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Sexta-feira, 27 de Dezembro de 2019

Vaguear (2011)

 

 

Vagueio pelo vento

que te envolve.

Vagueio pelos teus cabelos

que se levantam e ondulam pela sua força.

Vagueio pelo teu corpo

que se arrepia à sua passagem.

Vagueio por ti

que te acolhes em mim.


publicado por canetadapoesia às 23:04
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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2019

País único (2011)

 

 

Que dentro de si tem todo um mundo

é único, não existe outro assim,

é um país que dentro de si toda uma diversidade.

Há por aqui uma rua que tem um nome,

chama-se rua da Angolana,

até aqui tudo certo, um nome como qualquer outro.

Mas acontece que esta rua é especial,

não por ser da Angolana, mas por ser por si só um universo.

Nesta rua há especialidades chinesas e mais todas as orientais,

especialidades africanas e mais as sul americanas,

europeias são as que se queiram,

pode até comer-se um célebre cozido à portuguesa,

isto depois de uma boa moambada.

E ainda acham que Portugal é pequenino?


publicado por canetadapoesia às 21:23
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Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2019

Estrelas absorventes (2011)

 

 

Olho o céu e vejo estrelas,

longínquas, brilhantes e sedutoras,

e nos momentos de clarividência,

reparo que têm uma missão importante,

são aglutinadoras de sonhos.

Olham-nos do alto da sua distância,

distraem-nos com seu brilho intenso,

piscam-nos os inúmeros olhinhos, intensamente,

e escutam os nossos sonhos,

absorvem os nossos pensamentos,

sobretudo, acolhem os sonhos que,

pela vida fora nos assaltam,

os sonhos sonhados e não realizados,

os sonhos do sonho de ser humano e sonhar.


publicado por canetadapoesia às 23:22
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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2019

Anda comigo (2011)

 

 

Anda ver o sol,

aproveita agora que se vai deitar,

repara nos seus raios incandescentes,

estão mortiços,

cansados de iluminar o mundo,

merece o descanso para que,

amanhã,

acorde radioso e nos encha dos seus revigorados raios,

fortes e quentes,

como o teu corpo em volta do meu,

amarelos como os olhos teus

e tão envolvente,

como o abraço que de ti recebo.

Anda ver, anda ver o sol que se vai deitar.


publicado por canetadapoesia às 23:19
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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2019

Negra (2011)

 

 

Ninguém duvidava que era negra,

a cor da sua pele não o permitia,

estava-lhe nos genes.

Negra, filha de negros.

Um avô transmontano vincou-lhe os traços

e na sua pele escura

luzia o mais branco dos negros.

No seu negro corpo,

residia a beleza ímpar da mulher transmontana,

também ela uma mistura,

de Celtas, Iberos e outros mais,

mas os seus olhos verdes não desmentiam,

que o sangue Celta,

atravessara montanhas, planícies e cruzara os mares,

criando a beleza única da mulher,

negra e de olhos verdes.

Uma deusa do Olimpo da beleza

com o corpo de mulher negra.


publicado por canetadapoesia às 23:43
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No meu bairro (2011)

 

 

Não havia maçãs, nem uvas,

no meu bairro havia outras frutas,

havia gajajas, maçãs da índia,

havia mamões, papaias e mandioca,

bananas e mangas em profusão.

Não muito longe havia outras delícias,

tais como carambolas, safús,

e a fruta pinha crescia sem reservas,

também havia ananases e abacaxis.

Pitangas eram as que se queriam,

e se umas eram amargas,

outras desfaziam-se em doçuras,

e por falar em doces,

já me esquecia que também havia cana de açúcar.

E como vêm,

no meu bairro havia de tudo,

porque o meu bairro era um mundo,

imperfeito talvez,

mas o nosso mundo em que nada faltava.

Era o meu bairro.


publicado por canetadapoesia às 01:18
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2019

A janela (2011)

 

 

Da janela do meu quarto,

via a luz do quarto dela,

e por mais que me esforçasse,

nada mais distinguia.

Mas vendo a luz que emitia,

a tão tardias horas,

descansava a alma,

sabendo-a em segurança.

Daquela janela via um mundo,

que era meu,

do qual não falava,

mas que me dava,

a tranquilidade do entardecer.


publicado por canetadapoesia às 00:00
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