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Caneta Da Poesia

Caneta Da Poesia

21
Mar20

Do prazer (2012)


canetadapoesia

 

 

Em antecipação do prazer,

corre o fecho éclair,

descobre a abertura onde,

com deleite e talvez um pouco da luxúria

que o corpo lhe solicita,

introduz os dedos,

corre-os de um a outro lado,

sente a maciez dos finos folículos que nos dedos se lhe enrolam.

Escancara a abertura e introduz o nariz,

o órgão em que mais sente  o afrodisíaco odor,

extasiado aproxima o instrumento e introdu-lo na abertura,

com os dedos enche-o e calca-o com a ternura da experiência

que os rápidos e ágeis dedos possuem,

leva-o à boca e mordisca-o por momentos,

acende o fósforo e aspira o fogo que,

no interior da fornalha,

acende uma chama lenta, mas poderosa.

Numa suave baforada expele o fumo

que o prazer de tanta excitação lhe causou.

Estava, finalmente, a fumar do seu melhor cachimbo,

que volúpia, que prazer,

um autêntico orgasmo entre fumos e chupões.

20
Mar20

A memória (2012)


canetadapoesia

 

 

Evolui inversamente à idade,

se esta aumenta,

mais nos lembramos

dos primeiros tempos,

rumo ao final e,

consequentemente,

ao paraíso.

19
Mar20

A lua da esperança (2012)


canetadapoesia

 

 

Vendo bem, daqui de onde estou,

a lua no seu quarto crescente,

até me parece uma barriga grávida.

E na verdade também o está!

Na sua forma crescente,

de barriga empinada,

farta e arredondada,

está prenhe.

Está-o de esperança,

de abundância e crescimento,

está prenhe do futuro que esperamos.

18
Mar20

O futuro e o passado (2012)


canetadapoesia

 

 

No cimo da montanha,

três cruzes,

logo ao lado,

uma antena monstruosa.

Presentes, o futuro e o passado,

a modernidade e a história,

o homem racional e a religiosidade.

E disto, de uma forma ou de outra,

jamais nos separaremos.

17
Mar20

Ficaste-me (2012)


canetadapoesia

 

 

Vens-me à lembrança,

recordo os momentos sublimes,

ficaste-me na memória,

ficaste-me na alma,

e dos momentos de prazer,

ficaste-me no corpo.

16
Mar20

Não venhas  tarde (2012)


canetadapoesia

 

 

Não venhas tarde,

dizias-me com paixão,

e eu apressava o passo,

corria feito louco,

seguindo a mesma direcção.

No encontro se dava a explosão,

da urgência que se fazia sentir,

do desejo que o dia engrandecia,

e que ali se consumiria.

15
Mar20

Abraço do sol (2012)


canetadapoesia

 

 

Preparou-se convenientemente,

atreveu-se até a vestir umas jeans,

justas ao corpo, apertadas.

Sentiu-as subir pelas pernas,

em êxtase, sentia o corpo,

respondia a um desejo que começava a envolvê-la,

ligeiros tremores que lhe despertavam a libido,

assolavam-lhe aquele corpo apertado entre justas costuras.

Preferiu o sol que na rua, ansioso, por ela esperava

afinando os seus raios desejosos de o seu corpo envolverem.

Dá um passo, alcança a rua e estaca

imobilizada pelo intenso brilho que do sol provinha,

põe os óculos, escuros, dá mais um passo,

e agora sim, recebe o calor que o astro rei lhe envia,

sente-o a envolvê-la num abraço quente,

arrojado o suficiente para a deixar excitada,

e sente que vai ser um dia esplendoroso.

14
Mar20

Quero distância (2012)


canetadapoesia

 

 

Risquei-te,

não com um lápis qualquer,

mas com o do coração.

Não te canto mais loas,

nem quero contigo,

ter os sonhos que me destroem a noite,

quero distância,

quero esquecimento,

pelo menos tanto como o que puder obter.

13
Mar20

À noite (2012)


canetadapoesia

 

 

À noite não faz fresco,

o sol incandescente

encarrega-se de acumular as pilhas do dia,

mantendo o calor insuportável

por todas as horas que o compõem.

À noite quase não se descansa

e bem falta faz,

mas o calor não deixa.

E do descanso no remanso da noite

se acorda para o pesadelo de mais um dia de horrendo calor.

À noite pensamos,

revimos o dia, os anteriores,

os anos passados

de uma vida por arrefecer.

12
Mar20

Praia deserta (2012)


canetadapoesia

 

 

Por entre as dunas da praia deserta,

alvo do intenso calor do verão,

despido da mundana indumentária,

fez-se à água morna e brilhante

de um oceano em repouso.

Sentiu no corpo nú o refrescar do mar,

nadou e volteou nas pequenas ondas,

e um imenso e tépido Atlântico

abraçou aquele corpo que sem pudor e sem vergonha,

longe dos olhares indiscretos,

se lhe entregava com o prazer da natureza.

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