Quinta-feira, 30 de Abril de 2020

A4 (2012)

 

 

Numa folha de papel,

branco e imaculado,

do normal tamanho A4,

deixei tombar umas letras,

soltas e sem ordem,

misturadas de vogais e consoantes.

Abanei cuidadosamente,

por mágicas artes e imperceptíveis cuidados,

aquelas simples letrinhas,

dançaram perante meus olhos e

começaram a juntar-se.

Aglomeraram-se em grupos e formaram palavras.

Percebi que, afinal, as entendia

e na cadeia animal, no topo me coloquei.


publicado por canetadapoesia às 22:09
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2020

Do que eu gosto (2012)

 

 

Abomino quem fala por mim,

ainda que não consiga,

mesmo que não tenha

ou sequer que não queira

tirar-me da boca as palavras.

Deixem que seja eu a falar,

ainda que não consiga,

mesmo que articule mal,

quero que sejam as minhas palavras

a contar o que minha alma contém.


publicado por canetadapoesia às 22:13
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Terça-feira, 28 de Abril de 2020

Braços (2012)

 

 

Vai e volta,

aqui te espero,

uma certeza me acompanha,

se o não fizeres,

foi escolha tua,

que os meus braços longos e abertos,

se manterão na mesma posição.


publicado por canetadapoesia às 21:28
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2020

Estirpe (2013)

 

 

Dependendo de quem seja,

pode ou não singrar,

e se o nome ou a estirpe

no rosto se patentear

o caminho se abrirá em rosas,

perfumadas e não espinhosas,

será leve e solarengo,

sem nuvens nem sobressaltos,

que se atrevam a atrapalhar-lhe o brilho.


publicado por canetadapoesia às 21:10
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Domingo, 26 de Abril de 2020

Lágrimas (2012)

 

 

Choro-te no ombro,

secas-me as lágrimas,

olhas-me nos húmidos olhos.

Um sorriso me aflora,

e a dor esconde-se,

mais fundo no coração.


publicado por canetadapoesia às 21:17
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Sábado, 25 de Abril de 2020

Agonia (2012)

 

 

Em largas senhorias se aconchegam,

nas caras óculos escuros que escondem

uns olhos que nada querem ver.

Nos largos cadeirões de cetim acolchoados,

sentam os traseiros rechonchudos,

e enquanto à míngua de pão

seus súbditos definham,

com carantonhas bochechudas

enchem de palavras lindas os écrans.

Já ninguém neles acredita,

mas à força de insistirem

enganam-se a si próprios

com parangonas impossíveis de absorver.

Pelo Estado dizem, pelo País vociferam,

que bem precisa e é urgente,

e o povo já sem força agoniza na canção.


publicado por canetadapoesia às 22:50
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2020

Insubstituíveis (2012)

 

 

Porque um amigo é algo de insubstituível,

a amizade não olha a credos,

não liga a políticas,

não se importa com opções,

não lhe interessa as regiões nem as nacionalidades,

a palavra amizade

diz tudo de per si,

por isso somos amigos,

daqui e de todo o mundo,

por isso nada no universo nos afasta,

desta amizade que nos acompanhará,

do primeiro ao último dia,

das nossas vidas de amigos.


publicado por canetadapoesia às 22:49
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2020

Sou eu (2012)

 

 

Se achas que um homem simples,

sem grandes pretensões aos tronos da vida,

te serve como companhia,

então sou eu.

Nu das pretensões mundanas,

simples nos aspectos da vida,

amante nos momentos de luxúria.

Sou eu, que assim me vejo,

sou eu que assim pretendo ser.


publicado por canetadapoesia às 22:24
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2020

Quebra do laço (2012)

 

 

A ti te digo,

que me apaixonei sem reservas,

que me associei sem rodeios,

que te tive como amigo

antes mesmo de o ser.

E por isso,

também te digo,

que me doeu profundamente

o quebrar de um laço

que julgava imutável.


publicado por canetadapoesia às 21:35
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Terça-feira, 21 de Abril de 2020

Concha (2012)

 

 

Fecho a concha,

isolo-me dos que apregoam a amizade

e logo a traem

na perspectiva

ilusória,

de outros futuros ganhar.

Fecho a concha e fico com a asa ferida.


publicado por canetadapoesia às 21:47
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