Terça-feira, 30 de Junho de 2020

Cortés (2013)

 

 

Do ínfimo da minha figura olho para o alto.

Empoleirado no seu imponente cavalo

de arreios de couro e de ferro coberto,

o mitológico cavaleiro dispara o olhar,

atinge o horizonte que no seu tempo atravessava oceanos.

 

Nos seus olhos brilhavam pepitas

de ouro e diamantes do tamanho de um continente.

Na sua ambição correram rios do sangue de inocentes

povos que da sua violência retiraram a escravidão.

 

E o herói que hoje estaria num qualquer tribunal internacional,

enviou a glória da conquista,

o ouro do saque e a escravidão da resistência vencida.

 

O império Asteca de Montezuma, desapareceu,

na sofreguidão da conquista,

no engrandecimento das origens, dizimando destinos.


publicado por canetadapoesia às 20:32
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2020

Calor (2013)

 

 

O calor a apertar,

as roupas a desaparecer,

os corpos a suar,

o amor a fenecer.

 

Os olhares a divagar,

os desejos em crescendo,

as vontades a despertar,

e a vida decorrendo.


publicado por canetadapoesia às 21:39
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Domingo, 28 de Junho de 2020

Mãe (2013)

 

 

Que me geraste,

que me criaste,

que me aturaste,

que me amparaste.

que me amaste.

Minha mãe.


publicado por canetadapoesia às 21:31
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Sábado, 27 de Junho de 2020

Com mel e fel (2013)

 

 

Por um punhado de felicidade se mergulha na vida,

muitas vezes madrasta,

ingrata outras tantas,

mas a vida é isso mesmo,

com mel e fel,

alegrias e tristezas,

sempre em busca da felicidade.


publicado por canetadapoesia às 23:00
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2020

Concerto de primavera

 

 

Num dia brilhante de sol,

num dia de um calor iniciante,

num dia de primavera.

Abro a janela e ouço,

ouço um concerto afinado,

onde os trinados se sucediam,

depois da passarada,

vinda sabe-se lá de onde,

se juntou na mesma árvore.

Todos juntos, como numa sala de concertos,

deram-me os bons dias,

anunciaram-me a primavera.


publicado por canetadapoesia às 21:52
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2020

Nesga de sol (2013)

 

Caminhas do lado solarengo do passeio,

no olhar um brilho de prazer,

na face um sorriso de satisfação.

Pode ser pesada a vida,

mas uma nesga de sol logo a faz brilhar.


publicado por canetadapoesia às 21:34
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2020

Nuvens negras (2013)

 

 

Avolumam-se as nuvens,

adensam-se as perspectivas,

enegrecem os horizontes,

e ainda assim,

o ser humano mantém a esperança.


publicado por canetadapoesia às 21:03
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Terça-feira, 23 de Junho de 2020

Sorrisos (2013)

 

 

Passaram por mim sorridentes,

cheios de esperança de futuro.

Indiferentes às intempéries da vida

caminham ao encontro do inesperado.

Sorriem isentos de culpa,

sorriem às suas expectativas.


publicado por canetadapoesia às 22:41
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2020

Aurora da vida (2013)

 

 

Na nossa aurora da vida,

longe do crepúsculo que vamos atingindo,

todos os sonhos foram possíveis.

Ao longo da caminhada,

já com o zénite à vista,

foram-se apagando da memória

os sonhos sonhados,

os sonhos desejados,

mesmo a vontade de os sonhar.

 

Na nossa aurora da vida,

longe do crepúsculo que vamos atingindo,

todos os sonhos foram possíveis.

Ao longo da caminhada,

já com o zénite à vista,

foram-se apagando da memória

os sonhos sonhados,

os sonhos desejados,

mesmo a vontade de os sonhar.


publicado por canetadapoesia às 20:16
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Domingo, 21 de Junho de 2020

O mirador (2013)

 

 

Várias vezes ali tinha passado,

nunca dei grande importância ao local,

mas um dia parei, olhei, apreciei.

Atrevi-me até a sentar sobre os vetustos azulejos,

apreciei a vista, nada de mais,

era um mirador térreo, ao nível da avenida que o contornava.

Para onde a vista se prolongava,

não via mais que a embocadura do rio,

que deu sonho aos sonhos e vento às velas.

Mas do fundo da alma via muito mais do que a vista alcançava.

Via mundos por descobrir,

via terras distantes,

via especiarias e ouro,

e via passar os navios que,

de velas enfunadas se faziam à fúria do mar para os alcançar.

Daquele mirador térreo da embocadura do rio,

pelo fundo da minha alma conseguia ver o mundo sem o ver.


publicado por canetadapoesia às 22:36
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