Sexta-feira, 31 de Julho de 2020

Fumaça (2013)

 

 

Enquanto se consumia,

em espiral, esvaindo-se no ar quente da tarde,

com ele se dispersavam os sonhos,

de outras tardes,

de outros dias,

de uma vida que se esfuma no ar.


publicado por canetadapoesia às 21:52
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 30 de Julho de 2020

Fúria (2013)

 

 

Contra mim não,

não arremetas contra quem

nem uma mão levantará para se defender,

não arremetas contra mim.

Mesmo que o faças,

ainda que veja minhas carnes

dilaceradas, rasgadas,

pela fúria que te contempla,

não levantarei uma mão para me defender,

não me atrevo a magoar outro humano meu irmão.


publicado por canetadapoesia às 22:46
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 29 de Julho de 2020

Um caderninho preto (2013)

 

 

Tenho um caderninho preto,

ali escrevo o que me vai pela alma

e faço-o nos locais mais estranhos,

ou talvez não,

mas escrevo tudo o que me vem à mente,

são tantas coisas que me custa lá colocá-las todas.

Mas este caderninho é importante,

não por ser preto,

ou que fosse de qualquer outra cor,

mas porque é o receptáculo das minhas palavras.

Boas ou más, lá estão todas elas,

juntas e formando frases

que têm sentido ou talvez não,

mas são os meus pensamentos,

é a minha alma em escrita de caneta.


publicado por canetadapoesia às 21:16
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 28 de Julho de 2020

Espera (2013)

 

 

Não vens, mas ainda assim,

espero-te,

com a vontade férrea de te ver,

espero-te,

porque te quero perto de mim,

espero-te,

porque não te quero afastada,

espero-te,

sempre que estás longe,

espero-te.


publicado por canetadapoesia às 21:55
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 27 de Julho de 2020

Espelhos (2013)

 

 

Que reflectem as imagens mais prováveis,

as nossas imagens,

aquilo que queremos ver,

o que gostamos de apreciar,

mas os espelhos podem revelar outras coisas,

aquilo que não vemos à vista desarmada e,

ao primeiro olhar não se mostram nos espelhos,

os estados de espírito,

os ânimos e os sentimentos,

os espelhos não nos mostram a nossa alma.


publicado por canetadapoesia às 21:02
link do post | comentar | favorito
Domingo, 26 de Julho de 2020

Mentalidade (2013)

 

 

Se mudar, mudamos também,

se não mudar ficamos

capturados pelas teias do passado

e não evoluímos,

e não sentimos os novos ventos.

As mentalidades são assim,

uma espécie de travão

que nos arrasta num chão de escolhos

impedindo-nos o voar mais alto,

livres e soltos,

pelos ventos do nosso ser.


publicado por canetadapoesia às 22:04
link do post | comentar | favorito

Milésimo de segundo (2013)

 

 

O verde exuberante da floresta,

a densidade cerrada da folhagem,

impenetrável,

quase um paraíso,

só faltava o chilrear da passarada.

Foi essa a centelha que num ápice,

te percorreu os neurónios e chegou ao cérebro,

o aviso da natureza.

Nesse preciso instante caíste de bruços,

rolaste sobre o corpo,

ouviste o zumbido fatal,

que assim seria,

se não conhecesses a linguagem da mata.

Um milésimo de segundo que te salva a vida.


publicado por canetadapoesia às 02:05
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 24 de Julho de 2020

Disperso (2013)

 

 

Choro as lágrimas do riso,

que na felicidade se fazem sentir,

e ao teu lado emociono-me,

com a simples troca de um olhar.


publicado por canetadapoesia às 22:43
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 23 de Julho de 2020

Tremores (2013)

 

 

Retraio-me na vontade de te tocar,

minhas mãos tremem

num prazer antecipado

de nelas sentir o calor do corpo teu,

cresço e multiplico-me

na luxúria de despudorados pensamentos,

antecipo o doce sabor do mel,

que da tua colmeia sagrada

me há-de saciar,

e, no entanto, tremo,

só de em ti poisar o olhar.


publicado por canetadapoesia às 21:44
link do post | comentar | favorito (1)
Quarta-feira, 22 de Julho de 2020

Traços e linhas (2013)

 

 

É o que vejo neste areal,

estende-se para lá do olhar.

Traços e linhas

nos corpos tisnados pelo sol,

na intensidade da procura

de um bronzeado para os corpos desnudados.

Traços e linhas

que tapam a impossibilidade de ser tapada,

que de tão finos mal se vêm,

mas os corpos sim,

voluptuosos uns, outros menos,

mas corpos desnudados pelo sol que os aquece.


publicado por canetadapoesia às 22:00
link do post | comentar | favorito

Mais sobre mim


Ver perfil

Seguir perfil

. 19 seguidores

Pesquisar

 

Agosto 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts recentes

Espero (2020-01-20)

Numa manhã (2020-01-05)

Frondosa sombra (2013)

Quando me for (2013)

Diversos (2013)

Bafo de verão (2913)

Olhar interno (2013)

Não dá (2013)

Brilho próprio (2013)

Quase diálogo (2013)

Arquivos

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Links

SAPO Blogs

subscrever feeds