Segunda-feira, 31 de Agosto de 2020

Magia (2013)

 

 

Atiro palavras ao vento,

no redemoinho que encontram

juntam-se e criam coisas extraordinárias,

sem sentido, talvez,

mas eu sinto-as, entendo-as e regozijo-me com elas,

e lembro-me da mágica frase da canção,

“you can do magic”.

Assim as entendo, como magia.


publicado por canetadapoesia às 21:27
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Domingo, 30 de Agosto de 2020

Faz-se tarde (2013)

 

 

Já vou indo que são horas,

faz-se tarde e tens obrigações,

que as minhas limitam-se a estes momentos

da brutalidade do desejo contido que,

com a mestria que demonstras,

sacias sem mais me pedires senão

que retorne no dia seguinte.


publicado por canetadapoesia às 23:26
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Sábado, 29 de Agosto de 2020

Apelo (2013)

 

 

Oiço o apelo,

não quero resistir-lhe,

porque o campo e o verde,

são há muito a minha opção,

a minha esperança humana.

Mas a vida não se compraz,

e do verde que abraço,

ao deserto citadino me devolve.


publicado por canetadapoesia às 21:54
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2020

Prenda perfeita (2020-08-26)

 

 

Na tua fértil imaginação de criança criaste a solução

de um presente que me havias de ofertar.

A embalagem moldaste em matéria de prata,

fizeste um saquinho de papel prateado

dentro do qual guardarias a surpresa.

Chegaste-te a mim e disseste…

esta é a minha prenda pelos teus anos.

Olhei-te de olhos já meio humedecidos porque,

ali vinha um presente dos que não se esquecem pela vida fora.

Segurei o pequeno pacotinho de mãos trémulas,

abri-o e vi que lá dentro,

vinha uma das minhas maiores alegrias,

um papel dobrado em quatro escrito pelas tuas mãos e nele…

um poema por ti criado.

Foi a melhor prende que alguma vez desejei receber.

Dos olhos húmidos caíu uma furtiva lágrima que espero,

ninguém tenha notado, porque era a alma a agradecer-te.


publicado por canetadapoesia às 20:03
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2020

Botão florestal (2013)

 

 

Ao longe, muito ao longe,

ficaram os desenfreados ardores,

de uma cidade de betão armada.

Aqui, no campo, da pedra como construção,

ressaltam os amores,

do verde como opção,

da sombra que protege,

da vida que se esboça,

em cada novo botão florestal.


publicado por canetadapoesia às 20:05
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2020

Maia (2013)

 

 

Pelo Porto passei,

pela Maia andei,

pelos seus passeios cuidados,

vi jardins, verdes, de uma relva tratada,

por ali andavam comboios, o metro assim se chama.

E no belo aeroporto,

de uma moderna escultura,

me refresquei do ardente calor

que o sol teimava em me enviar.


publicado por canetadapoesia às 21:09
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2020

No campo (2013)

 

 

Dos vários sons que lhe enchiam a cabeça

neste deserto de verde composto,

o das cigarras, ao anoitecer,

e dos pássaros, ao entardecer,

eram os autênticos protótipos,

do paraíso em que se sentia.


publicado por canetadapoesia às 22:46
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Domingo, 23 de Agosto de 2020

Privilégio (2013)

 

 

Nem noite nem dia,

assim a modos que um entremeio.

Subindo a serra devagar,

sem pressas,

mas de olhar atento,

começavam a despontar,

num enorme e limpo céu,

uma miríade de estrelas brilhantes

cujo cintilar aumentava com a chegada da noite.

Um espectáculo digno de deuses,

a que este ínfimo mortal,

quiçá por sua explícita vontade,

teve o privilégio de aceder.


publicado por canetadapoesia às 23:07
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Sábado, 22 de Agosto de 2020

Mãos milagrosas (2013)

 

 

Só uma mão especial podia pintar um quadro assim,

milhões de estrelinhas invisíveis ao olhar humano,

mas que no seu conjunto escrevem

no céu da noite escura, uma estrada.

O caminho de Santiago!

À sua volta, acompanhando a rara beleza,

todas as estrelas e constelações.

No nosso íntimo a certeza de que,

só uma mão especial podia pintar tal quadro.


publicado por canetadapoesia às 20:59
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2020

Incredulidade e inocência (2013)

 

 

Olhar-te assim abrilhantado,

descobrir no teu seio,

as constelações da infância,

as estrelas e os planetas,

é regressar ao tempo,

da incredulidade e da inocência.


publicado por canetadapoesia às 22:56
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