Sexta-feira, 30 de Abril de 2021

Se dúvidas houvesse (2014)

 

 

Aqui o digo e fica escrito, não sou flor que se cheire,

não por que seja “mauzinho”, mas por outras e variadas razões.

Porque me deixo emocionar facilmente e,

as necessidades dos outros doem-me como minhas,

tudo dou a quem precisa, até ser um necessitado também.

Porque sou um “despassarado”,

perdendo-me nos mais iluminados caminhos,

não ligando às setas que mo indicam,

pela simples razão de que também não vejo os índios.

Porque me perco em divagações da alma,

deixando ao mais puro abandono

as realidades terrenas que me cercam.

Mas afinal nada disto é importante, nem sequer preocupante,

porque tenho um anjo na terra,

para além dos que no céu se esforçam por me ajudar.

Mas o anjo terreno, que sempre está a meu lado,

preocupa-se comigo, demasiado, eu acho,

e nem sequer lhe agradeço,

pois tudo o que faz é de coração,

tão grande que mal lhe cabe na alma.

Ingénuo e “despardalado” me confesso e aqui mesmo, por escrito,

deixo o meu eterno agradecimento.

Obrigado, meu anjo, ou será melhor minha “anja”?


publicado por canetadapoesia às 23:43
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2021

Caminhos de fé (2014)

 

 

Caminham pelas estradas,

correm as veredas,

o fim está longe,

mas na alma, é já ali.

Nos corpos as chagas

visíveis ao fim de cada etapa,

por dentro, bem fundo,

a alegria que os traz,

que os obriga a caminhar,

que lhes enche a alma de satisfação.


publicado por canetadapoesia às 16:23
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2021

Acordei-me a pensar em ti (2014)

 

 

Abri os olhos e senti que mesmo ali à minha frente,

estavam os teus imensos olhos,

e sorriam enchendo-me a alma.

O teu rosto era o sol,

iluminava o meu início de dia,

tal era o brilho que ainda que ali não estivesses,

estavas presente, olhando-me e sorrindo.

E eu sorri do prazer de sentir

que me sorrias também,

ainda que ali não estivesses,

mas o coração dizia-me que sim,

e a alma sentia-te tão perto.


publicado por canetadapoesia às 18:55
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Águas límpidas (2014)

 

 

Corria transparente pela bica da fonte,

musicalmente tombava sobre o recipiente que a recebia,

por vezes abrupta, cheia de vigor,

com uma intensidade imparável,

noutras ocasiões, mais lenta,

gota a gota satisfazia as necessidades,

mas límpida, sempre,

porque na sua qualidade de fonte de vida,

nunca se deveria conspurcar

e perder a limpidez da sua transparência,

seria embaciar a vida que dela dependia.


publicado por canetadapoesia às 10:23
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2021

Se o tempo voltasse atrás (2014)

 

 

Ah! Se ele recuasse, no tempo que passou,

como seriam diferentes as coisas

depois de por ela passarmos

e com elas aprendermos o que o tempo ensinou.

Quantas diferenças haveria,

se o tempo recuasse no tempo

e com ele caminhássemos de novo,

quantas injustiças se evitariam

quantas melhorias se aproveitariam,

mas o tempo não recua,

e quando o faz, é forçado, empurrado,

pela brutalidade da intolerância que gerou no seu ventre,

que confinada e contida em demasia

aumentada exponencialmente pelo rugir do tempo,

derruba os muros que o tempo vai criando,

desagua pelas ruas e campos, enche as praças,

num piscar de olhos do tempo,

transforma-se em barbárie infinita.


publicado por canetadapoesia às 23:49
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Domingo, 25 de Abril de 2021

De mão dada (2013)

 

 

Deambulas pela multidão

alegre e sorridente,

com a esperança no olhar

de quem espera o futuro

que em Abril renasceu,

do horizonte que desfrutas,

em teu olhar vislumbro

a incerteza do porvir,

que um passado escreveu.

E sonhas, sorris à esperança

que não pode soçobrar

às portas do castelo

que com amor construíste.


publicado por canetadapoesia às 23:14
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Caminho florido (2014)

 

 

Não quero pensar que é assim,

e nem quero ver o que daí virá,

quero sim, manter a esperança que,

outros perfumados caminhos trilharemos,

que apesar do monstro que nos tolhe,

dobraremos o cabo da Boa Esperança.

E nesta premissa de encantamento,

em que o subconsciente me mantém,

olho à volta e vejo a devastação que se instalou,

neste rincão que outrora floriu e que em Abril,

com ou sem águas mil,

caminharam pelas suas ruas, libertos,

do peso que lhes caía em cima,

e sonharam que era possível,

que o sonho fosse realidade e saísse à rua,

em cada esquina da tortura,

para que ao enfrentá-la,

não se desviassem os caminhos.


publicado por canetadapoesia às 12:01
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Sábado, 24 de Abril de 2021

Perdido (2013)

 

 

Perdido no imenso oceano desse olhar,

azul e verde-esmeralda à minha volta,

vagueei sobre as ondas de teu corpo,

desesperadamente nadando,

em busca do teu porto seguro,

onde exausto me acoito,

aturdido, perdido.


publicado por canetadapoesia às 21:36
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2021

Conta-me (2013)

 

 

Seja triste ou alegre,

mas conta-me, conta-me,

conta-me a tua estória.

E se me vires uma lágrima,

não te importes, não te incomodes,

conta na mesma a tua estória,

porque isso é sinal que a minha,

a que eu não contei,

está tão próxima da tua que

não resisto a soltar os diques que,

toda a vida, têm sustido

o sentido da vida com a estória por contar,

guardada até à próxima lágrima.


publicado por canetadapoesia às 22:40
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2021

À roda da fogueira (2013)

 

 

Crepitavam-lhe as palavras naquele fim de mundo,

sentiam-se solidões nocturnas,

medos escondidos nas labaredas

da fogueira que os aquecia

da noite fria de um clima tórrido.

Ecoavam na noite os sons

que das gargantas secas se soltavam,

no revirar dos olhos se percebia que ela os assustava,

ainda que de bravos e valentes procurassem moldar-se,

mas o barro de que eram feitos

criara brechas ao longo do tempo.

Juntavam-se apertados, ao calor do fogo ateado,

na fogueira das vidas perseguidas

que produzia o dia nas suas escuras noites.


publicado por canetadapoesia às 23:32
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